A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter preso o argentino de 67 anos detido por injúria racial em Copacabana, na Zona Sul da cidade. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
O caso aconteceu em um supermercado na Rua Siqueira Campos. Segundo as investigações, o homem se irritou com a demora no atendimento e iniciou uma discussão com uma jovem de 23 anos que estava na fila do caixa. Durante o desentendimento, ele passou a fazer ofensas de cunho racista contra a vítima.
A situação foi presenciada por outros clientes. Um deles acionou agentes da Guarda Municipal que estavam nas proximidades. Os guardas foram até o local e prenderam o suspeito ainda dentro do estabelecimento.
Após a abordagem, o homem foi levado para a 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, onde o caso foi registrado. Em depoimento, ele afirmou que vive no Brasil há cerca de dois anos.
Na audiência de custódia, a Justiça optou por manter o acusado preso, convertendo a prisão em flagrante em preventiva. Com isso, ele permanecerá detido enquanto o caso segue em investigação e tramitação na Justiça.
A decisão levou em consideração a gravidade do crime e as circunstâncias em que ele ocorreu, além da necessidade de garantir a ordem pública. O homem poderá responder por injúria racial, crime previsto na legislação brasileira e equiparado ao racismo, o que o torna inafiançável e imprescritível.
A vítima prestou depoimento e o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade às investigações. Testemunhas que presenciaram a discussão também podem ser chamadas para colaborar com o inquérito.
Se condenado, o acusado pode cumprir pena de reclusão, além do pagamento de multa.