64,6% dos jovens cabo-verdianos pretende emigrar em busca de melhores oportunidades
O relatório analisa as competências, aspirações, oportunidades de trabalho, intenções de emigração, empreendedorismo e perceções dos jovens relativamente às políticas públicas.Segundo o INE, a população jovem em Cabo Verde é composta por 157.674 indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos, distribuídos de forma equilibrada entre homens e mulheres. A maioria reside no meio urbano, representando 76% dos jovens.Os dados indicam uma taxa de alfabetização de 97,9% entre a população jovem. Relativamente ao português, os jovens declararam níveis mais elevados de domínio em todas as competências analisadas. Na compreensão, 77,5% classificam a sua competência como boa ou muito boa, seguindo-se a escrita (74,3%) e a expressão oral (67,5%). Em contrapartida, 3,4% dos jovens avaliam a sua compreensão como fraca ou muito fraca, proporção que ascende a 6,8% na expressão oral e a 6,2% na escrita.No caso do inglês, os resultados variam consoante a competência considerada. A escrita apresenta os níveis mais elevados de competência declarada, com 74,3% dos jovens a classificarem as suas capacidades como boas ou muito boas, valor próximo do registado para o português. Já na compreensão e na expressão oral, as proporções são inferiores, correspondendo a 21,2% e 18,2%, respetivamente. Por sua vez, 38,5% dos jovens declararam níveis fracos ou muito fracos na compreensão e 45,8% na expressão oral.No mercado de trabalho, mais de metade dos jovens avalia as oportunidades disponíveis como fracas ou muito fracas. O baixo nível de educação e os salários inadequados são apontados como alguns dos principais obstáculos à integração profissional.A taxa de desemprego jovem situa-se nos 10,7%, sendo mais elevada entre as mulheres, os residentes no meio urbano e os jovens mais novos.Em relação às aspirações profissionais, os jovens demonstram maior interesse pela Administração Pública e pelo trabalho por conta própria com empregados. A estabilidade profissional, os salários atrativos e um ambiente de trabalho saudável estão entre os fatores mais valorizados.No empreendedorismo, o relatório indica que uma pequena proporção dos jovens possui atualmente uma empresa ou negócio próprio. Contudo, uma parcela significativa manifesta interesse em iniciar uma atividade empresarial nos próximos anos, apesar de avaliar de forma maioritariamente desfavorável as condições do mercado empresarial.Quanto às políticas públicas destinadas à juventude, verifica-se um elevado conhecimento de alguns programas de apoio, sobretudo os relacionados com formação profissional e estágios profissionais. No entanto, a maioria dos jovens afirma não ter beneficiado destas iniciativas e considera que os programas existentes têm eficácia limitada na resposta aos desafios da juventude.Entre os principais desafios identificados pelos jovens estão a falta de oportunidades de emprego, o consumo abusivo de drogas sintéticas e bebidas alcoólicas e os salários inadequados.Para o futuro, os jovens apontam como principais intenções prosseguir os estudos, emigrar, procurar emprego e desenvolver iniciativas empreendedoras.Cerca de 64,6% dos jovens afirmam ter intenção de emigrar e esta intenção é mais elevada entre os jovens do sexo masculino (67,6%) do que entre os do sexo feminino (61,6%). Relativamente ao meio de residência, observa-se uma maior predisposição para emigrar entre os jovens residentes no meio rural (70,0%), comparativamente aos residentes no meio urbano (63,0%). Conforme o INE, a análise por faixa etária demonstra que a intenção de emigrar diminui com o aumento da idade. Entre os jovens dos 15 aos 20 anos, 78,1% manifestam intenção de emigrar, valor que decresce progressivamente até atingir 49,0% entre os jovens dos 31 aos 35 anos. No que se refere às motivações para emigrar, a procura de trabalho destaca-se claramente como a principal razão apontada pelos jovens, mencionada por 68,7% dos inquiridos. Os motivos relacionados com os estudos surgem em segundo lugar, representando 20,3% das respostas.
O relatório analisa as competências, aspirações, oportunidades de trabalho, intenções de emigração, empreendedorismo e perceções dos jovens relativamente às políticas públicas.
Segundo o INE, a população jovem em Cabo Verde é composta por 157.674 indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos, distribuídos de forma equilibrada entre homens e mulheres. A maioria reside no meio urbano, representando 76% dos jovens.
Os dados indicam uma taxa de alfabetização de 97,9% entre a população jovem.
Relativamente ao português, os jovens declararam níveis mais elevados de domínio em todas as competências analisadas. Na compreensão, 77,5% classificam a sua competência como boa ou muito boa, seguindo-se a escrita (74,3%) e a expressão oral (67,5%).
Em contrapartida, 3,4% dos jovens avaliam a sua compreensão como fraca ou muito fraca, proporção que ascende a 6,8% na expressão oral e a 6,2% na escrita.
No caso do inglês, os resultados variam consoante a competência considerada. A escrita apresenta os níveis mais elevados de competência declarada, com 74,3% dos jovens a classificarem as suas capacidades como boas ou muito boas, valor próximo do registado para o português.
Já na compreensão e na expressão oral, as proporções são inferiores, correspondendo a 21,2% e 18,2%, respetivamente. Por sua vez, 38,5% dos jovens declararam níveis fracos ou muito fracos na compreensão e 45,8% na expressão oral.
No mercado de trabalho, mais de metade dos jovens avalia as oportunidades disponíveis como fracas ou muito fracas. O baixo nível de educação e os salários inadequados são apontados como alguns dos principais obstáculos à integração profissional.
A taxa de desemprego jovem situa-se nos 10,7%, sendo mais elevada entre as mulheres, os residentes no meio urbano e os jovens mais novos.
Em relação às aspirações profissionais, os jovens demonstram maior interesse pela Administração Pública e pelo trabalho por conta própria com empregados. A estabilidade profissional, os salários atrativos e um ambiente de trabalho saudável estão entre os fatores mais valorizados.
No empreendedorismo, o relatório indica que uma pequena proporção dos jovens possui atualmente uma empresa ou negócio próprio. Contudo, uma parcela significativa manifesta interesse em iniciar uma atividade empresarial nos próximos anos, apesar de avaliar de forma maioritariamente desfavorável as condições do mercado empresarial.
Quanto às políticas públicas destinadas à juventude, verifica-se um elevado conhecimento de alguns programas de apoio, sobretudo os relacionados com formação profissional e estágios profissionais.
No entanto, a maioria dos jovens afirma não ter beneficiado destas iniciativas e considera que os programas existentes têm eficácia limitada na resposta aos desafios da juventude.
Entre os principais desafios identificados pelos jovens estão a falta de oportunidades de emprego, o consumo abusivo de drogas sintéticas e bebidas alcoólicas e os salários inadequados.
Para o futuro, os jovens apontam como principais intenções prosseguir os estudos, emigrar, procurar emprego e desenvolver iniciativas empreendedoras.
Cerca de 64,6% dos jovens afirmam ter intenção de emigrar e esta intenção é mais elevada entre os jovens do sexo masculino (67,6%) do que entre os do sexo feminino (61,6%). Relativamente ao meio de residência, observa-se uma maior predisposição para emigrar entre os jovens residentes no meio rural (70,0%), comparativamente aos residentes no meio urbano (63,0%).
Conforme o INE, a análise por faixa etária demonstra que a intenção de emigrar diminui com o aumento da idade. Entre os jovens dos 15 aos 20 anos, 78,1% manifestam intenção de emigrar, valor que decresce progressivamente até atingir 49,0% entre os jovens dos 31 aos 35 anos.
No que se refere às motivações para emigrar, a procura de trabalho destaca-se claramente como a principal razão apontada pelos jovens, mencionada por 68,7% dos inquiridos.
Os motivos relacionados com os estudos surgem em segundo lugar, representando 20,3% das respostas.
