Surto em Cruzeiro: Polícia Marítima assegura “segurança total” na transferência dos doentes em avião-ambulância

Contactado pela Inforpress, explicou que independentemente da situação específica, existe sempre um protocolo internacional de controlo sanitário aplicado a todas as embarcações que entram em águas nacionais, como forma de protecção da saúde pública.No caso concreto, acrescentou, após a notificação de uma situação de doença a bordo foram accionados todos os procedimentos de emergência, sob coordenação das autoridades sanitárias, garantindo a aplicação das medidas consideradas necessárias para evitar qualquer risco de contaminação do território nacional.Faustino Moreno vincou ainda que todo o processo de navegação foi monitorizado desde a entrada do navio em águas internacionais até à sua aproximação ao porto, com acompanhamento permanente do Centro de Operações de Segurança Marítima e da Polícia Marítima.A fonte oficial sublinhou que houve articulação contínua entre a tripulação do navio, o capitão da embarcação e as autoridades nacionais, garantindo que todas as decisões fossem tomadas em conformidade com as recomendações sanitárias internacionais.Nesse ponto afirmou que o navio permaneceu isolado ao largo, sendo autorizadas apenas operações essenciais, sempre sob estrito controlo das autoridades competentes.Relativamente à operação de repatriamento, o comandante referiu que o processo está a ser coordenado entre a Direção Nacional de Saúde e as entidades dos países de origem dos doentes, bem como com os operadores responsáveis pelo transporte aéreo médico.Quanto à presença de cidadãos na zona portuária durante a operação, o comandante da polícia marítima afirmou que foram reforçadas as medidas de segurança, com um controlo mais apertado dos acessos e restrições à aproximação de embarcações, incluindo as de pesca, de modo a garantir a protecção da operação e evitar qualquer interferência ou risco adicional.Faustino Moreno concluiu que todas as operações decorrem dentro dos parâmetros legais e internacionais, assegurando que “não existe qualquer risco para a população nem para o território nacional”.O navio de cruzeiro dos Países Baixos, impedido de atracar no Porto da Praia, realizava a rota entre a Argentina e Cabo Verde, quando foi detectado um surto de síndrome respiratória aguda, suspeito de estar associado a infecção por hantavírus.A hantavirose é uma doença infecciosa grave, transmitida por roedores silvestres, sobretudo através da inalação de partículas contaminadas de urina, fezes ou saliva, podendo provocar complicações respiratórias e, em alguns casos, renais.O navio m/v Hondius, onde três pessoas morreram infectadas com hantavírus durante uma viagem da Argentina para Cabo Verde, tem sete andares, 80 cabines e uma capacidade máxima de 170 passageiros. Foi construído em 2019, está registado nos Países Baixos e é operado pela Oceanwide Expeditions. Tem 107,6 metros de comprimento e 17,6 de largura, um calado de 5,30 metros e atinge a velocidade de 15 nós. A bordo há 57 tripulantes, 13 guias e um médico.

Surto em Cruzeiro: Polícia Marítima assegura “segurança total” na transferência dos doentes em avião-ambulância

Contactado pela Inforpress, explicou que independentemente da situação específica, existe sempre um protocolo internacional de controlo sanitário aplicado a todas as embarcações que entram em águas nacionais, como forma de protecção da saúde pública.

No caso concreto, acrescentou, após a notificação de uma situação de doença a bordo foram accionados todos os procedimentos de emergência, sob coordenação das autoridades sanitárias, garantindo a aplicação das medidas consideradas necessárias para evitar qualquer risco de contaminação do território nacional.

Faustino Moreno vincou ainda que todo o processo de navegação foi monitorizado desde a entrada do navio em águas internacionais até à sua aproximação ao porto, com acompanhamento permanente do Centro de Operações de Segurança Marítima e da Polícia Marítima.

A fonte oficial sublinhou que houve articulação contínua entre a tripulação do navio, o capitão da embarcação e as autoridades nacionais, garantindo que todas as decisões fossem tomadas em conformidade com as recomendações sanitárias internacionais.

Nesse ponto afirmou que o navio permaneceu isolado ao largo, sendo autorizadas apenas operações essenciais, sempre sob estrito controlo das autoridades competentes.

Relativamente à operação de repatriamento, o comandante referiu que o processo está a ser coordenado entre a Direção Nacional de Saúde e as entidades dos países de origem dos doentes, bem como com os operadores responsáveis pelo transporte aéreo médico.

Quanto à presença de cidadãos na zona portuária durante a operação, o comandante da polícia marítima afirmou que foram reforçadas as medidas de segurança, com um controlo mais apertado dos acessos e restrições à aproximação de embarcações, incluindo as de pesca, de modo a garantir a protecção da operação e evitar qualquer interferência ou risco adicional.

Faustino Moreno concluiu que todas as operações decorrem dentro dos parâmetros legais e internacionais, assegurando que “não existe qualquer risco para a população nem para o território nacional”.

O navio de cruzeiro dos Países Baixos, impedido de atracar no Porto da Praia, realizava a rota entre a Argentina e Cabo Verde, quando foi detectado um surto de síndrome respiratória aguda, suspeito de estar associado a infecção por hantavírus.

A hantavirose é uma doença infecciosa grave, transmitida por roedores silvestres, sobretudo através da inalação de partículas contaminadas de urina, fezes ou saliva, podendo provocar complicações respiratórias e, em alguns casos, renais.

O navio m/v Hondius, onde três pessoas morreram infectadas com hantavírus durante uma viagem da Argentina para Cabo Verde, tem sete andares, 80 cabines e uma capacidade máxima de 170 passageiros.

Foi construído em 2019, está registado nos Países Baixos e é operado pela Oceanwide Expeditions.

Tem 107,6 metros de comprimento e 17,6 de largura, um calado de 5,30 metros e atinge a velocidade de 15 nós.

A bordo há 57 tripulantes, 13 guias e um médico.