“Nha Txom”, primeira exposição de pintura de Júnior Sousa
Júnior Sousa disse que não há nada melhor do que apresentar a sua primeira exposição num ambiente em que nasceu e cresceu rodeado pela arte. “Foi muito especial para mim e para os meus pais”.Segundo o artista plástico, “Nha Txom” representa o regresso à terra através de retratos marcados pela emoção e sensibilidade. A colecção traduz expressões culturais cabo-verdianas que marcaram a infância e que permanecem genuínas e autênticas no interior das ilhas até aos dias de hoje.Mais do que retratos, a exposição constitui um testemunho visual das raízes, dos afectos e da simplicidade que continuam a definir a essência cabo-verdiana. “A exposição é uma viagem às minhas memórias de infância, onde mostro vivências, emoções e gestos hoje pouco vistos na nossa sociedade”.O significado de “Nha Txom”, segundo Júnior Sousa, remete para um tom íntimo com o lugar de onde vem.“A terra que me formou, as minhas raízes. Pretendo despertar a saudade e o orgulho em quem viveu e sente as emoções transmitidas nas telas”, acrescenta.A reacção do público tem sido, segundo o artista, bastante positiva. “Recebo mensagens positivas nas redes sociais que me deixam muito contente por ver que consegui fazer com que as pessoas viajassem pelas suas memórias”.ProjectosQuanto a projectos futuros, Júnior Sousa ainda não tem nada definido, mas pretende realizar mais exposições, tanto a nível nacional como internacional.Filho do artista plástico Tutu Sousa, Júnior Sousa cresceu rodeado pela arte. “Desde muito novo, respirei a arte do meu pai. Acompanhei-o em viagens e pinturas murais na Cidade da Praia e nas ilhas até decidir começar a dar os meus próprios passos”, contou.O artista reconhece a influência do ambiente artístico em que cresceu. “Crescer num ambiente rodeado de artistas espectaculares, com técnicas diferentes, influenciou-me muito, porque acabei por absorver um pouco de cada um até hoje”, disse.Júnior recorda ainda um ensinamento do pai: “A arte não tem fronteiras, cor nem religião. Aprendemos todos os dias com outras pessoas, por isso carrego essa vontade de aprender e mostrar isso em cada tela”.No início, Júnior Sousa admite ter seguido de perto o estilo do pai. “O meu mestre, porque gosto e aprecio a sua linha. Mas depois, experimentando coisas diferentes, acabei por me afastar. Tudo faz parte do processo. Espero um dia criar a minha própria linha, tal como o meu pai”, afirmou.Júnior Sousa é natural da Cidade da Praia, onde começou os seus estudos e despertou desde cedo o seu interesse pela arte e pela expressão artística. Aos 23 anos, emigrou para Portugal, país onde aprofundou o seu percurso artístico e expandiu a sua presença no circuito cultural contemporâneo.Ao longo da sua trajectória, participou em diversas exposições colectivas e projectos artísticos entre Portugal, Cabo Verde e os Países Baixos, destacando-se pela sua linguagem visual marcada pela identidade, memória e conexão cultural.Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1278 de 27 de Maio de 2026.
Júnior Sousa disse que não há nada melhor do que apresentar a sua primeira exposição num ambiente em que nasceu e cresceu rodeado pela arte. “Foi muito especial para mim e para os meus pais”.
Segundo o artista plástico, “Nha Txom” representa o regresso à terra através de retratos marcados pela emoção e sensibilidade. A colecção traduz expressões culturais cabo-verdianas que marcaram a infância e que permanecem genuínas e autênticas no interior das ilhas até aos dias de hoje.
Mais do que retratos, a exposição constitui um testemunho visual das raízes, dos afectos e da simplicidade que continuam a definir a essência cabo-verdiana. “A exposição é uma viagem às minhas memórias de infância, onde mostro vivências, emoções e gestos hoje pouco vistos na nossa sociedade”.

O significado de “Nha Txom”, segundo Júnior Sousa, remete para um tom íntimo com o lugar de onde vem.
“A terra que me formou, as minhas raízes. Pretendo despertar a saudade e o orgulho em quem viveu e sente as emoções transmitidas nas telas”, acrescenta.
A reacção do público tem sido, segundo o artista, bastante positiva. “Recebo mensagens positivas nas redes sociais que me deixam muito contente por ver que consegui fazer com que as pessoas viajassem pelas suas memórias”.
Projectos
Quanto a projectos futuros, Júnior Sousa ainda não tem nada definido, mas pretende realizar mais exposições, tanto a nível nacional como internacional.
Filho do artista plástico Tutu Sousa, Júnior Sousa cresceu rodeado pela arte. “Desde muito novo, respirei a arte do meu pai. Acompanhei-o em viagens e pinturas murais na Cidade da Praia e nas ilhas até decidir começar a dar os meus próprios passos”, contou.

O artista reconhece a influência do ambiente artístico em que cresceu. “Crescer num ambiente rodeado de artistas espectaculares, com técnicas diferentes, influenciou-me muito, porque acabei por absorver um pouco de cada um até hoje”, disse.
Júnior recorda ainda um ensinamento do pai: “A arte não tem fronteiras, cor nem religião. Aprendemos todos os dias com outras pessoas, por isso carrego essa vontade de aprender e mostrar isso em cada tela”.
No início, Júnior Sousa admite ter seguido de perto o estilo do pai. “O meu mestre, porque gosto e aprecio a sua linha. Mas depois, experimentando coisas diferentes, acabei por me afastar. Tudo faz parte do processo. Espero um dia criar a minha própria linha, tal como o meu pai”, afirmou.
Júnior Sousa é natural da Cidade da Praia, onde começou os seus estudos e despertou desde cedo o seu interesse pela arte e pela expressão artística. Aos 23 anos, emigrou para Portugal, país onde aprofundou o seu percurso artístico e expandiu a sua presença no circuito cultural contemporâneo.
Ao longo da sua trajectória, participou em diversas exposições colectivas e projectos artísticos entre Portugal, Cabo Verde e os Países Baixos, destacando-se pela sua linguagem visual marcada pela identidade, memória e conexão cultural.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1278 de 27 de Maio de 2026.