Relatório expõe isolamento social vivido pela comunidade surda na ilha de Santiago
As declarações foram feitas à Inforpress pela presidente da associação, Ângela Lopes, à margem de uma marcha realizada em Achada Santo António e que culminou com a apresentação do relatório numa mesa redonda na Assembleia Nacional, no âmbito do Dia Internacional da Família.Segundo explicou a presidente AFAS-CV, o estudo permitiu identificar onde estão as pessoas surdas, em que contexto familiar vivem, quais as suas necessidades e também as potencialidades que podem ser desenvolvidas.O mapeamento, conforme disse, visa localizar essas pessoas surdas, saber onde é que estão, em que família, quais as necessidades que têm, mas também quais as potencialidades que têm e que podem ser desenvolvidas.Segundo Ângela Lopes, os dados recolhidos confirmaram aquilo que a associação já previa sobre o “enorme isolamento social” vivido pela comunidade surda.A responsável contou que durante o trabalho de terreno a associação encontrou situações em que familiares próximos demoravam a lembrar-se da existência de uma pessoa surda dentro da própria família.Considerou que a inclusão das pessoas surdas em Cabo Verde continua a enfrentar muitos desafios, sobretudo nas áreas da educação, saúde e integração social.“Entramos num oceano desconhecido e a inclusão de surdos é um oceano desconhecido, principalmente aqui em Cabo Verde”, sublinhou, referindo-se também às dificuldades provocadas pela dupla insularidade do país.A marcha realizada durante esta manhã teve, segundo elucidou, um carácter simbólico, ao colocar ouvintes de um lado e surdos do outro, representando o distanciamento vivido dentro das famílias.No final da actividade, os participantes juntaram-se num abraço simbólico para transmitir a necessidade de maior aproximação, compreensão e inclusão das pessoas surdas no seio familiar.A associação pretende agora dar continuidade ao projecto “Operação Resgate”, que tem como objectivo mapear todas as pessoas surdas a nível nacional e criar respostas que permitam melhorar a inclusão desta comunidade.Ângela Lopes apelou ainda à sociedade cabo-verdiana para olhar com mais atenção para a comunidade surda e reconhecer os seus direitos e potencialidades.“É preciso dar voz a essa comunidade, porque também têm direitos, são humanos, têm ideias, têm muita potencialidade, muito a construir”, finalizou.
As declarações foram feitas à Inforpress pela presidente da associação, Ângela Lopes, à margem de uma marcha realizada em Achada Santo António e que culminou com a apresentação do relatório numa mesa redonda na Assembleia Nacional, no âmbito do Dia Internacional da Família.
Segundo explicou a presidente AFAS-CV, o estudo permitiu identificar onde estão as pessoas surdas, em que contexto familiar vivem, quais as suas necessidades e também as potencialidades que podem ser desenvolvidas.
O mapeamento, conforme disse, visa localizar essas pessoas surdas, saber onde é que estão, em que família, quais as necessidades que têm, mas também quais as potencialidades que têm e que podem ser desenvolvidas.
Segundo Ângela Lopes, os dados recolhidos confirmaram aquilo que a associação já previa sobre o “enorme isolamento social” vivido pela comunidade surda.
A responsável contou que durante o trabalho de terreno a associação encontrou situações em que familiares próximos demoravam a lembrar-se da existência de uma pessoa surda dentro da própria família.
Considerou que a inclusão das pessoas surdas em Cabo Verde continua a enfrentar muitos desafios, sobretudo nas áreas da educação, saúde e integração social.
“Entramos num oceano desconhecido e a inclusão de surdos é um oceano desconhecido, principalmente aqui em Cabo Verde”, sublinhou, referindo-se também às dificuldades provocadas pela dupla insularidade do país.
A marcha realizada durante esta manhã teve, segundo elucidou, um carácter simbólico, ao colocar ouvintes de um lado e surdos do outro, representando o distanciamento vivido dentro das famílias.
No final da actividade, os participantes juntaram-se num abraço simbólico para transmitir a necessidade de maior aproximação, compreensão e inclusão das pessoas surdas no seio familiar.
A associação pretende agora dar continuidade ao projecto “Operação Resgate”, que tem como objectivo mapear todas as pessoas surdas a nível nacional e criar respostas que permitam melhorar a inclusão desta comunidade.
Ângela Lopes apelou ainda à sociedade cabo-verdiana para olhar com mais atenção para a comunidade surda e reconhecer os seus direitos e potencialidades.
“É preciso dar voz a essa comunidade, porque também têm direitos, são humanos, têm ideias, têm muita potencialidade, muito a construir”, finalizou.