Óbito: Faleceu hidrogeólogo Alberto Mota Gomes
Referenciado como o primeiro cabo-verdiano a dedicar-se ao estudo do subsolo e dos recursos hídricos, Mota Gomes sobressaiu-se na vida académica como doutor em Geociências-Hidrogeologia pela Universidade de Aveiro e professor catedrático da Universidade de Cabo Verde.Foi condecorado em Junho de 2020 pelo Governo com a medalha do 1.º Grau de Mérito Profissional, um reconhecimento que nas palavras do chefe do Governo de então, Ulisses Correia e Silva, “caracteriza o homem pioneiro na gestão dos recursos hídricos e toda luta que travou pela sustentabilidade da água, um desafio ainda vivido no país”.No plano desportivo, destacou-se como dos melhores futebolistas da sua geração, ao serviço do Clube Desportivo “Os Travadores” e em Coimbra, em Portugal, ao logo dos seus estudos universitários.Como treinador orientou os Travadores, seu “clube de coração” insígnia com o qual deixou a sua marca ao conquistar o campeonato de Santiago e de Cabo Verde de 1972/73 “sem uma única derrota”, tendo batido na final o Castilho de São Vicente, por 3-1, no Estádio da Várzea.Zé di Nhana, que integrou a primeira selecção de Cabo Verde de futebol, lamentou a morte de Mota Gomes, “meu treinador” com quem venceu o campeonato de Cabo Verde nessa altura, numa equipa em que recorda um onze forte, constituído por Petilpon, Tchapa, Miloy, Rui, Chico Silva (Jorge), Zé di Nhana, Raulinho e Orlando, Djudja, Didó e Rubom Chiqueiro.Mota Gomes, que foi também presidente da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul, inscreveu o seu nome como o primeiro seleccionador de Cabo Verde, ao conduzir o combinado cabo-verdiano na Taça Amílcar Cabral, em 1978, ainda que antes tivesse orientado uma equipa nacional na sua deslocação a Guiné-Bissau.O funeral realiza-se esta terça-feira, 25 de Agosto, às 16:00, saindo o cortejo fúnebre da sua residência na Prainha em direcção ao Cemitério da Várzea.
Referenciado como o primeiro cabo-verdiano a dedicar-se ao estudo do subsolo e dos recursos hídricos, Mota Gomes sobressaiu-se na vida académica como doutor em Geociências-Hidrogeologia pela Universidade de Aveiro e professor catedrático da Universidade de Cabo Verde.
Foi condecorado em Junho de 2020 pelo Governo com a medalha do 1.º Grau de Mérito Profissional, um reconhecimento que nas palavras do chefe do Governo de então, Ulisses Correia e Silva, “caracteriza o homem pioneiro na gestão dos recursos hídricos e toda luta que travou pela sustentabilidade da água, um desafio ainda vivido no país”.
No plano desportivo, destacou-se como dos melhores futebolistas da sua geração, ao serviço do Clube Desportivo “Os Travadores” e em Coimbra, em Portugal, ao logo dos seus estudos universitários.
Como treinador orientou os Travadores, seu “clube de coração” insígnia com o qual deixou a sua marca ao conquistar o campeonato de Santiago e de Cabo Verde de 1972/73 “sem uma única derrota”, tendo batido na final o Castilho de São Vicente, por 3-1, no Estádio da Várzea.
Zé di Nhana, que integrou a primeira selecção de Cabo Verde de futebol, lamentou a morte de Mota Gomes, “meu treinador” com quem venceu o campeonato de Cabo Verde nessa altura, numa equipa em que recorda um onze forte, constituído por Petilpon, Tchapa, Miloy, Rui, Chico Silva (Jorge), Zé di Nhana, Raulinho e Orlando, Djudja, Didó e Rubom Chiqueiro.
Mota Gomes, que foi também presidente da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul, inscreveu o seu nome como o primeiro seleccionador de Cabo Verde, ao conduzir o combinado cabo-verdiano na Taça Amílcar Cabral, em 1978, ainda que antes tivesse orientado uma equipa nacional na sua deslocação a Guiné-Bissau.
O funeral realiza-se esta terça-feira, 25 de Agosto, às 16:00, saindo o cortejo fúnebre da sua residência na Prainha em direcção ao Cemitério da Várzea.
