Exposição “Ceci n’est Pas Francisco” de Marta Pinto Machado apresentada no Centro Cultural Cabo Verde

Depois do MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea, a exposição “Ceci n’est Pas Francisco” chega agora ao CCCV como um novo momento do projecto de Marta Pinto Machado em torno de Francisco Mendonça, das ausências do arquivo e das histórias que ficaram por contar.“Entre 1961 e 1962, não existe um registo claro sobre Francisco Mendonça. Esse intervalo coincide com o período da sua tentativa falhada de fuga, no contexto das lutas anticoloniais e da Casa dos Estudantes do Império. É a partir desse vazio que a artista desenvolve uma investigação feita de imagens, documentos, vídeo e instalação”, descreve a Embaixada de Cabo Verde em Portugal, numa nota enviada.A mesma fonte realça que, no CCCV, a exposição ganha outra presença no espaço. “O filme apresentado no MNAC é agora acompanhado por novos elementos, propondo uma leitura mais fragmentada desta história. Francisco surge entre vestígios, perguntas e imagens possíveis, não como uma figura totalmente recuperada, mas como uma presença marcada por uma ausência que continua activa”.Conforme a mesma fonte, a exposição aproxima-se do arquivo como lugar incompleto, onde a memória se constrói também a partir de falhas, silêncios e restos.“Ao trazer este trabalho para o Centro Cultural Cabo Verde, reforça-se a relação com histórias comuns, também vividas por cabo-verdianos, atravessadas pela circulação, pela resistência e pela dificuldade de inscrição nos relatos oficiais”, revela.A mesma fonte relata que “Ceci n’est Pas Francisco” permanece nesse ponto instável entre documento, imagem e memória, procurando dar forma a uma história interrompida.Marta Pinto Machado é portuguesa-cabo-verdiana. É doutoranda em História pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Fotografia pela Universidade Católica do Porto.O seu trabalho fotográfico analisa as ambiguidades da História e a sua relação com as narrativas ditas oficiais do mundo ocidental, centrando-se nas temáticas do colonialismo, da identidade e do território**, estando presente** em colecções privadas e na colecção do Estado Português (Museu da Presidência). Expõe frequentemente.Durante os últimos cinco anos, expôs em Dublin, Utrecht, Budapeste, Novi Sad, Braga, Lamego, Lisboa e Guimarães.No campo académico, publicou artigos nas revistas “Interact: Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia”, “Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento” e “JSTA – Journal of Science and Technology of the Arts”.Durante o ano de 2026, o seu trabalho figurará na revista Zum, do Instituto Moreira e Salles, de São Paulo, Brasil.O projecto “Nos Txôn” foi publicado em livro pela editora Pierrot Le Fou.É membro da UNA – União Negra das Artes.O seu trabalho tem sido referenciado em diversos jornais de referência por autores como Filipa Lowndes Vicente e Djaimilia Pereira de Almeida.Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1277 de 20 de Maio de 2026.

Exposição “Ceci n’est Pas Francisco” de Marta Pinto Machado apresentada no Centro Cultural Cabo Verde

Depois do MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea, a exposição “Ceci n’est Pas Francisco” chega agora ao CCCV como um novo momento do projecto de Marta Pinto Machado em torno de Francisco Mendonça, das ausências do arquivo e das histórias que ficaram por contar.

“Entre 1961 e 1962, não existe um registo claro sobre Francisco Mendonça. Esse intervalo coincide com o período da sua tentativa falhada de fuga, no contexto das lutas anticoloniais e da Casa dos Estudantes do Império. É a partir desse vazio que a artista desenvolve uma investigação feita de imagens, documentos, vídeo e instalação”, descreve a Embaixada de Cabo Verde em Portugal, numa nota enviada.

A mesma fonte realça que, no CCCV, a exposição ganha outra presença no espaço. “O filme apresentado no MNAC é agora acompanhado por novos elementos, propondo uma leitura mais fragmentada desta história. Francisco surge entre vestígios, perguntas e imagens possíveis, não como uma figura totalmente recuperada, mas como uma presença marcada por uma ausência que continua activa”.

Conforme a mesma fonte, a exposição aproxima-se do arquivo como lugar incompleto, onde a memória se constrói também a partir de falhas, silêncios e restos.

“Ao trazer este trabalho para o Centro Cultural Cabo Verde, reforça-se a relação com histórias comuns, também vividas por cabo-verdianos, atravessadas pela circulação, pela resistência e pela dificuldade de inscrição nos relatos oficiais”, revela.

A mesma fonte relata que “Ceci n’est Pas Francisco” permanece nesse ponto instável entre documento, imagem e memória, procurando dar forma a uma história interrompida.

Marta Pinto Machado é portuguesa-cabo-verdiana. É doutoranda em História pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Fotografia pela Universidade Católica do Porto.

O seu trabalho fotográfico analisa as ambiguidades da História e a sua relação com as narrativas ditas oficiais do mundo ocidental, centrando-se nas temáticas do colonialismo, da identidade e do território**, estando presente** em colecções privadas e na colecção do Estado Português (Museu da Presidência). Expõe frequentemente.

Durante os últimos cinco anos, expôs em Dublin, Utrecht, Budapeste, Novi Sad, Braga, Lamego, Lisboa e Guimarães.

No campo académico, publicou artigos nas revistas “Interact: Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia”, “Aniki: Revista Portuguesa da Imagem em Movimento” e “JSTA – Journal of Science and Technology of the Arts”.

Durante o ano de 2026, o seu trabalho figurará na revista Zum, do Instituto Moreira e Salles, de São Paulo, Brasil.

O projecto “Nos Txôn” foi publicado em livro pela editora Pierrot Le Fou.

É membro da UNA – União Negra das Artes.

O seu trabalho tem sido referenciado em diversos jornais de referência por autores como Filipa Lowndes Vicente e Djaimilia Pereira de Almeida.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1277 de 20 de Maio de 2026.