Líbano vai participar nas conversações de Roma com Israel
O Líbano vai participar nas conversações com Israel previstas para a próxima semana, confirmou hoje um responsável, após uma delegação norte-americana ter iniciado conversações com o exército libanês sobre a retirada israelita numa zona no sul do país.A confirmação foi dada por um responsável libanês, sob condição de anonimato, em declarações à AFP, que confirmou que uma delegação militar norte-americana iniciou, em Beirute, conversações com o exército libanês sobre as modalidades de implementação da retirada israelita de uma das zonas-piloto no sul do país.Apesar da mais recente trégua, em vigor desde junho, entre Israel e o movimento radical Hezbollah, apoiado pelo Irão, várias zonas do sul do Líbano foram hoje atingidas por ataques israelitas, segundo a agência noticiosa oficial libanesa ANI.Sete pessoas ficaram feridas na aldeia costeira de Al-Mansouri, de acordo com a mesma fonte.Nos termos de um acordo celebrado a 26 de junho, Israel deverá retirar-se progressivamente das zonas do sul do Líbano onde destacou tropas no âmbito da ofensiva contra o Hezbollah.O acordo prevê que o exército libanês reassuma o controlo total de dois setores limitados, designados como "zonas-piloto"."A delegação militar norte-americana chegou e iniciou reuniões com o comando do exército libanês para discutir os mecanismos de implementação da primeira zona-piloto, da qual os israelitas deverão retirar-se para permitir o destacamento do exército libanês", explicou o responsável militar, sob condição de anonimato."Este é o principal objetivo da delegação militar norte-americana no Líbano (...): traduzir o acordo-quadro em medidas concretas e assegurar a sua implementação", acrescentou.Um responsável norte-americano, também sob condição de anonimato, já tinha adiantado, esta semana, que a primeira zona-piloto será estabelecida nos próximos dias, e as restantes estão ainda a ser delimitadas e preparadas.O Comando Militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom) coordenará a implementação destas zonas com os dois países, segundo o mesmo responsável.O acordo de junho, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece qualquer calendário para a retirada israelita.As autoridades israelitas afirmaram que as suas tropas permanecerão destacadas numa "zona de segurança" com dez quilómetros enquanto o Hezbollah não for desarmado.Na próxima semana, Israel participará, em Roma, na próxima ronda de negociações com Israel, país com o qual já realizou cinco rondas de conversações nas últimas semanas.O Líbano, que não mantém relações diplomáticas com Israel, tinha até agora condicionado a sua participação nestas negociações à retirada israelita das duas zonas-piloto.As conversações antecederão a visita do Presidente libanês Joseph Aoun a Washington, a convite de Donald Trump.A redução dos confrontos no sul do país após o acordo permitiu que mais de 732 mil pessoas regressassem às suas casas, segundo um novo balanço divulgado este sábado pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).No entanto, cerca de 430 mil pessoas continuam deslocadas devido ao conflito, segundo a mesma fonte.Foto: depositphotos
O Líbano vai participar nas conversações com Israel previstas para a próxima semana, confirmou hoje um responsável, após uma delegação norte-americana ter iniciado conversações com o exército libanês sobre a retirada israelita numa zona no sul do país.
A confirmação foi dada por um responsável libanês, sob condição de anonimato, em declarações à AFP, que confirmou que uma delegação militar norte-americana iniciou, em Beirute, conversações com o exército libanês sobre as modalidades de implementação da retirada israelita de uma das zonas-piloto no sul do país.
Apesar da mais recente trégua, em vigor desde junho, entre Israel e o movimento radical Hezbollah, apoiado pelo Irão, várias zonas do sul do Líbano foram hoje atingidas por ataques israelitas, segundo a agência noticiosa oficial libanesa ANI.
Sete pessoas ficaram feridas na aldeia costeira de Al-Mansouri, de acordo com a mesma fonte.
Nos termos de um acordo celebrado a 26 de junho, Israel deverá retirar-se progressivamente das zonas do sul do Líbano onde destacou tropas no âmbito da ofensiva contra o Hezbollah.
O acordo prevê que o exército libanês reassuma o controlo total de dois setores limitados, designados como "zonas-piloto".
"A delegação militar norte-americana chegou e iniciou reuniões com o comando do exército libanês para discutir os mecanismos de implementação da primeira zona-piloto, da qual os israelitas deverão retirar-se para permitir o destacamento do exército libanês", explicou o responsável militar, sob condição de anonimato.
"Este é o principal objetivo da delegação militar norte-americana no Líbano (...): traduzir o acordo-quadro em medidas concretas e assegurar a sua implementação", acrescentou.
Um responsável norte-americano, também sob condição de anonimato, já tinha adiantado, esta semana, que a primeira zona-piloto será estabelecida nos próximos dias, e as restantes estão ainda a ser delimitadas e preparadas.
O Comando Militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom) coordenará a implementação destas zonas com os dois países, segundo o mesmo responsável.
O acordo de junho, rejeitado pelo Hezbollah, não estabelece qualquer calendário para a retirada israelita.
As autoridades israelitas afirmaram que as suas tropas permanecerão destacadas numa "zona de segurança" com dez quilómetros enquanto o Hezbollah não for desarmado.
Na próxima semana, Israel participará, em Roma, na próxima ronda de negociações com Israel, país com o qual já realizou cinco rondas de conversações nas últimas semanas.
O Líbano, que não mantém relações diplomáticas com Israel, tinha até agora condicionado a sua participação nestas negociações à retirada israelita das duas zonas-piloto.
As conversações antecederão a visita do Presidente libanês Joseph Aoun a Washington, a convite de Donald Trump.
A redução dos confrontos no sul do país após o acordo permitiu que mais de 732 mil pessoas regressassem às suas casas, segundo um novo balanço divulgado este sábado pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).
No entanto, cerca de 430 mil pessoas continuam deslocadas devido ao conflito, segundo a mesma fonte.
Foto: depositphotos
