Pretos e pardos lideram consumo de livros no Brasil em 2025
O perfil do leitor brasileiro tem mudado — e um dado chama atenção: pessoas pretas e pardas estão entre os principais consumidores de livros no país em 2025. De acordo com a mais recente edição da pesquisa Panorama do Consumo de Livros, o Brasil registrou um crescimento no número de leitores, com cerca de 3 […] O conteúdo Pretos e pardos lideram consumo de livros no Brasil em 2025 aparece primeiro em Revista Raça Brasil.
O perfil do leitor brasileiro tem mudado — e um dado chama atenção: pessoas pretas e pardas estão entre os principais consumidores de livros no país em 2025.
De acordo com a mais recente edição da pesquisa Panorama do Consumo de Livros, o Brasil registrou um crescimento no número de leitores, com cerca de 3 milhões de novos compradores no último ano. Ao todo, 18% da população adulta adquiriu pelo menos um livro no período, um aumento em relação a 2024.
Protagonismo negro no consumo
O levantamento mostra que pessoas pretas e pardas representam quase metade dos consumidores de livros no país, somando cerca de 49% do total.
Entre os destaques, as mulheres pretas e pardas aparecem como o principal grupo consumidor, correspondendo a 30% de todos os leitores e metade do público feminino que compra livros.
O dado reforça uma mudança no perfil do mercado editorial, historicamente marcado por desigualdades raciais no acesso à leitura.
Jovens e redes sociais impulsionam leitura
A pesquisa também aponta que o crescimento do consumo está ligado, principalmente, ao público jovem. Pessoas entre 18 e 34 anos foram responsáveis por uma parte significativa do avanço registrado.
As redes sociais têm papel central nesse cenário: mais da metade dos consumidores afirma utilizar essas plataformas para comprar livros, sendo o WhatsApp, Instagram e TikTok os principais canais.
Além disso, comunidades digitais e criadores de conteúdo têm influenciado diretamente na descoberta de novos títulos, especialmente entre jovens leitores.
Desigualdade e acesso à leitura
Apesar do crescimento, especialistas apontam que o acesso à leitura ainda está atravessado por desigualdades sociais e raciais.
Nesse contexto, o protagonismo de leitores pretos e pardos indica não apenas uma mudança de comportamento, mas também a ampliação de políticas de acesso à educação e à cultura, além da influência de iniciativas voltadas à valorização da diversidade.
O avanço também reforça o papel da leitura como ferramenta de formação crítica e transformação social.
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