São Vicente: Porto de Cruzeiros prevê 66 escalas na próxima temporada de cruzeiros
Sónia Santos falava no âmbito do balanço do primeiro ano de actividade do Porto de Cruzeiros, cuja primeira temporada decorreu entre Setembro e Junho.Segundo a responsável, apesar de já existirem 66 escalas programadas, a Empresa Nacional de Administração dos Portos (Enapor) continua a aguardar a actualização das informações das agências para fechar o número definitivo de reservas.A responsável mostrou-se optimista quanto ao crescimento da actividade, considerando que o investimento realizado na infraestrutura, aliado ao trabalho de promoção internacional desenvolvido pela Enapor, deverá contribuir para atrair mais companhias e aumentar o número de escalas.“É um negócio que com certeza vamos ter maiores números do que este ano, não só considerando o investimento que foi feito, mas também considerando todo o trabalho promocional, porque ainda podem participar em feiras internacionais”, afirmou.Neste sentido, destacou a participação da empresa em feiras internacionais do sector, bem como a integração na MedCruise e a parceria estabelecida com a Global Ports Holding, factores que, segundo analisou, “reforçam a visibilidade de Cabo Verde enquanto destino de cruzeiros”.Sónia Santos acredita igualmente que a participação da selecção nacional de futebol no Mundial2026 terá “reflexos positivos nos vários segmentos turismo”, uma vez que o país “passou a ser mais conhecido além-fronteiras”.“Antes, nas feiras internacionais, era necessário explicar onde ficava Cabo Verde. Hoje, as pessoas já conhecem o país e procuram o nosso 'stand' para obter mais informações”, regozijou-se.Quanto aos investimentos previstos, indicou que a principal aposta passa pela implementação total do sistema ‘Onshore Power Supply’, projecto para o qual a Enapor procura parcerias e financiamento internacional.Segundo explicou, este sistema permitirá aos navios ligarem-se à rede eléctrica em terra durante as escalas, reduzindo as emissões e reforçando a estratégia da empresa na transição para portos mais sustentáveis.A administradora-delegada adiantou que a infraestrutura já foi preparada para receber este sistema, embora o investimento final dependa de estudos técnicos relacionados com a instalação do sistema de cablagem e com a capacidade da rede eléctrica da cidade em receber este sistema.Sónia Santos destacou ainda que, fora da época de cruzeiros, que é sazonal, o terminal tem sido utilizado para acolher actividades culturais, desportivas e de entretenimento, numa estratégia de “rentabilização do espaço ao longo de todo o ano.Neste âmbito, referiu que “o porto possui um ‘rooftop’[espaço de lazer], que é praticamente um anfiteatro a céu aberto com capacidade para receber cerca de 350 pessoas”. Além disso, citou a área de estacionamento no Porto de Cruzeiros que têm recebido diversos eventos.“Desde que seja um evento que vá ao acordo da imagem defendida pela Enapor, nós temos sido parceiros. Recebemos os jogadores da selecção nacional de futebol, fizemos a transmissão dos jogos de Cabo Verde, temos recebido outros pedidos também para eventos e durante a época baixa”, explicou, mostrando a abertura em “colaborar com parceiros locais que queiram utilizar o Porto de Cruzeiros para eventos”.O Porto de Cruzeiros do Mindelo foi construído fruto de um investimento superior a 32 milhões de euros, com financiamento do Governo, OPEC Fund e Invest International (ORIO).De acordo com a Enapor, o porto possui um cais de 400 metros de comprimento, 20 de largura, e profundidades que variam entre os 11 metros, do lado Norte, e 9,5, do lado Sul, estando apto a receber cerca de 90 por cento (%) da frota mundial de navios de cruzeiro.Adiantou ainda que a infraestrutura permite a atracação simultânea de dois navios de cruzeiro de até 350 metros, com capacidade total para até 6.000 passageiros.
Sónia Santos falava no âmbito do balanço do primeiro ano de actividade do Porto de Cruzeiros, cuja primeira temporada decorreu entre Setembro e Junho.
Segundo a responsável, apesar de já existirem 66 escalas programadas, a Empresa Nacional de Administração dos Portos (Enapor) continua a aguardar a actualização das informações das agências para fechar o número definitivo de reservas.
A responsável mostrou-se optimista quanto ao crescimento da actividade, considerando que o investimento realizado na infraestrutura, aliado ao trabalho de promoção internacional desenvolvido pela Enapor, deverá contribuir para atrair mais companhias e aumentar o número de escalas.
“É um negócio que com certeza vamos ter maiores números do que este ano, não só considerando o investimento que foi feito, mas também considerando todo o trabalho promocional, porque ainda podem participar em feiras internacionais”, afirmou.
Neste sentido, destacou a participação da empresa em feiras internacionais do sector, bem como a integração na MedCruise e a parceria estabelecida com a Global Ports Holding, factores que, segundo analisou, “reforçam a visibilidade de Cabo Verde enquanto destino de cruzeiros”.
Sónia Santos acredita igualmente que a participação da selecção nacional de futebol no Mundial2026 terá “reflexos positivos nos vários segmentos turismo”, uma vez que o país “passou a ser mais conhecido além-fronteiras”.
“Antes, nas feiras internacionais, era necessário explicar onde ficava Cabo Verde. Hoje, as pessoas já conhecem o país e procuram o nosso 'stand' para obter mais informações”, regozijou-se.
Quanto aos investimentos previstos, indicou que a principal aposta passa pela implementação total do sistema ‘Onshore Power Supply’, projecto para o qual a Enapor procura parcerias e financiamento internacional.
Segundo explicou, este sistema permitirá aos navios ligarem-se à rede eléctrica em terra durante as escalas, reduzindo as emissões e reforçando a estratégia da empresa na transição para portos mais sustentáveis.
A administradora-delegada adiantou que a infraestrutura já foi preparada para receber este sistema, embora o investimento final dependa de estudos técnicos relacionados com a instalação do sistema de cablagem e com a capacidade da rede eléctrica da cidade em receber este sistema.
Sónia Santos destacou ainda que, fora da época de cruzeiros, que é sazonal, o terminal tem sido utilizado para acolher actividades culturais, desportivas e de entretenimento, numa estratégia de “rentabilização do espaço ao longo de todo o ano.
Neste âmbito, referiu que “o porto possui um ‘rooftop’[espaço de lazer], que é praticamente um anfiteatro a céu aberto com capacidade para receber cerca de 350 pessoas”.
Além disso, citou a área de estacionamento no Porto de Cruzeiros que têm recebido diversos eventos.
“Desde que seja um evento que vá ao acordo da imagem defendida pela Enapor, nós temos sido parceiros. Recebemos os jogadores da selecção nacional de futebol, fizemos a transmissão dos jogos de Cabo Verde, temos recebido outros pedidos também para eventos e durante a época baixa”, explicou, mostrando a abertura em “colaborar com parceiros locais que queiram utilizar o Porto de Cruzeiros para eventos”.
O Porto de Cruzeiros do Mindelo foi construído fruto de um investimento superior a 32 milhões de euros, com financiamento do Governo, OPEC Fund e Invest International (ORIO).
De acordo com a Enapor, o porto possui um cais de 400 metros de comprimento, 20 de largura, e profundidades que variam entre os 11 metros, do lado Norte, e 9,5, do lado Sul, estando apto a receber cerca de 90 por cento (%) da frota mundial de navios de cruzeiro.
Adiantou ainda que a infraestrutura permite a atracação simultânea de dois navios de cruzeiro de até 350 metros, com capacidade total para até 6.000 passageiros.
