Simpósio Internacional Batuku e Finason termina com balanço positivo e proposta de segunda edição na Europa
Realizado pela Sankofa Editora, o evento teve a co-organização da Câmara Municipal de Santa Catarina, do projecto Ubuntu e do projecto Nha Balila. Esta primeira edição prestou homenagem a três grandes guardiãs da nossa memória colectiva: Nha Balila, Nha Mita Pereira e Nha Nácia Gomi.Vanilson Gonçalves Teixeira, da Sankofa Editora, disse que o simpósio terminou com uma avaliação muito positiva e que, inclusive, houve uma proposta para a realização de uma segunda edição na Europa.“Houve várias pessoas a enviar mensagens nas redes sociais para a Editora, a dar ideias de temas que podemos abordar nas próximas edições. Isso também demonstra que houve um grande engajamento, e foi muito importante”, refere.Acrescentou que o feedback dos participantes e das pessoas que acompanharam o evento, através das redes sociais, foi positivo.O simpósio aconteceu durante dois dias em Santa Catarina de Santiago, tendo o encerramento decorrido na Cidade da Praia, com vários workshops de “Txabeta”, conversa comunitária e a presença de Nha Balila, que recebeu a homenagem pessoalmente.“Foi um momento de muita alegria. Tivemos, por exemplo, um painel com Neuza Araújo, psicóloga nos Estados Unidos, que falou sobre batuco, terapia, cura e educação. Mostrou que, nos Estados Unidos, estão a utilizar o batuco como forma de tratamento de mulheres que, quando crianças, foram vítimas de abuso sexual e que hoje recorrem ao batuco como terapia”, realça.Tendo em conta que o batuco está a ser utilizado nos Estados Unidos como forma de cura de traumas provocados pela violência sexual, Vanilson Gonçalves Teixeira considera que, em Cabo Verde, deve ser dada mais atenção a este género musical.“Em Cabo Verde temos ainda muito caminho a percorrer. O simpósio foi isso, uma forma de abrir portas, um momento para juntarmos forças e dignificar o batuco. Temos muito trabalho de casa para fazer. Por isso é que eu disse que ainda é cedo, porque estamos a receber muitas sugestões de pessoas que perceberam que o simpósio é para isso. Temos de promover mais diálogo e dar mais abertura às batucadeiras e finadeiras”, assegura.Vanilson Gonçalves Teixeira afirmou que ficou muito claro, neste simpósio, que Cabo Verde precisa de um Estatuto do Investigador, para que os investigadores possam ter melhores condições de trabalho e desenvolver investigação que contribua para a valorização da cultura nacional.“Ficou explícito que o Estatuto do Investigador é muito importante. Tivemos também, por exemplo, a empresa CriativeFilme, que esteve presente e manifestou abertura para gravar videoclipes e músicas das batucadeiras, porque sabemos que o cachê não dá sequer para ser repartido entre os membros do grupo”, relata.Vanilson Gonçalves Teixeira disse ainda que no simpósio estiveram presentes não só especialistas, mas também pessoas ligadas ao cinema e à política. Por isso, defendeu a necessidade de criar sinergias entre editoras, instituições políticas, públicas e privadas, sublinhando igualmente a importância da comunicação social.“Temos de nos sentar para dialogar e ver como cada um de nós pode ocupar o seu lugar para emancipar o batuco e o finason, porque lá fora já estão a utilizá-los de uma forma muito proactiva”, indica.Por outro lado, salientou que, em Cabo Verde, muitas pessoas pensam que o batuco e o finason são a mesma coisa, mas não.Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1288 de 05 de Agosto de 2026.
Realizado pela Sankofa Editora, o evento teve a co-organização da Câmara Municipal de Santa Catarina, do projecto Ubuntu e do projecto Nha Balila. Esta primeira edição prestou homenagem a três grandes guardiãs da nossa memória colectiva: Nha Balila, Nha Mita Pereira e Nha Nácia Gomi.
Vanilson Gonçalves Teixeira, da Sankofa Editora, disse que o simpósio terminou com uma avaliação muito positiva e que, inclusive, houve uma proposta para a realização de uma segunda edição na Europa.
“Houve várias pessoas a enviar mensagens nas redes sociais para a Editora, a dar ideias de temas que podemos abordar nas próximas edições. Isso também demonstra que houve um grande engajamento, e foi muito importante”, refere.
Acrescentou que o feedback dos participantes e das pessoas que acompanharam o evento, através das redes sociais, foi positivo.
O simpósio aconteceu durante dois dias em Santa Catarina de Santiago, tendo o encerramento decorrido na Cidade da Praia, com vários workshops de “Txabeta”, conversa comunitária e a presença de Nha Balila, que recebeu a homenagem pessoalmente.
“Foi um momento de muita alegria. Tivemos, por exemplo, um painel com Neuza Araújo, psicóloga nos Estados Unidos, que falou sobre batuco, terapia, cura e educação. Mostrou que, nos Estados Unidos, estão a utilizar o batuco como forma de tratamento de mulheres que, quando crianças, foram vítimas de abuso sexual e que hoje recorrem ao batuco como terapia”, realça.
Tendo em conta que o batuco está a ser utilizado nos Estados Unidos como forma de cura de traumas provocados pela violência sexual, Vanilson Gonçalves Teixeira considera que, em Cabo Verde, deve ser dada mais atenção a este género musical.
“Em Cabo Verde temos ainda muito caminho a percorrer. O simpósio foi isso, uma forma de abrir portas, um momento para juntarmos forças e dignificar o batuco. Temos muito trabalho de casa para fazer. Por isso é que eu disse que ainda é cedo, porque estamos a receber muitas sugestões de pessoas que perceberam que o simpósio é para isso. Temos de promover mais diálogo e dar mais abertura às batucadeiras e finadeiras”, assegura.
Vanilson Gonçalves Teixeira afirmou que ficou muito claro, neste simpósio, que Cabo Verde precisa de um Estatuto do Investigador, para que os investigadores possam ter melhores condições de trabalho e desenvolver investigação que contribua para a valorização da cultura nacional.
“Ficou explícito que o Estatuto do Investigador é muito importante. Tivemos também, por exemplo, a empresa CriativeFilme, que esteve presente e manifestou abertura para gravar videoclipes e músicas das batucadeiras, porque sabemos que o cachê não dá sequer para ser repartido entre os membros do grupo”, relata.
Vanilson Gonçalves Teixeira disse ainda que no simpósio estiveram presentes não só especialistas, mas também pessoas ligadas ao cinema e à política. Por isso, defendeu a necessidade de criar sinergias entre editoras, instituições políticas, públicas e privadas, sublinhando igualmente a importância da comunicação social.
“Temos de nos sentar para dialogar e ver como cada um de nós pode ocupar o seu lugar para emancipar o batuco e o finason, porque lá fora já estão a utilizá-los de uma forma muito proactiva”, indica.
Por outro lado, salientou que, em Cabo Verde, muitas pessoas pensam que o batuco e o finason são a mesma coisa, mas não.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1288 de 05 de Agosto de 2026.

