Guiné-Bissau: Sissoco Embaló anuncia candidatura às presidenciais de Dezembro
"Sim, serei candidato", disse Sissoco Embaló à revista Jeune Afrique (JA) a partir de Brazzaville, de onde deverá seguir para Bissau no próximo domingo.De acordo com a revista, o antigo chefe de Estado guineense considera que o general Horta N’Tam Inta-a, presidente de transição desde o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e "principal artífice do seu afastamento, mas de quem se manteve próximo, respeitará os termos da carta de transição e não se candidatará", o que deixa o caminho aberto para o início da pré-campanha.Até 06 de Dezembro, data marcada para as eleições, haverá o congresso do seu partido, o Madem G15, a 16 e 17 de Outubro, e será depois lançada a Plataforma Republicana, que reúne mais de uma dezena de partidos e que deverá dar o apoio à candidatura de Sissoco Embaló, acrescenta a JA.O antigo chefe de Estado anunciou o seu “regresso voluntário ao país” para o próximo dia 04 de Outubro e apelou a que a sua chegada decorra “num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo”.O anúncio do regresso de Embaló, deposto num golpe de Estado em 26 de novembro passado, foi feito pelo próprio nas redes sociais.De acordo com a publicação, Umaro Sissoco Embaló, que fixou residência em Marrocos desde o golpe, sublinha a necessidade “de colocar o interesse nacional e a estabilidade acima de quaisquer divergências políticas”.“A Guiné-Bissau é a nossa pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças”, escreveu o ex-Presidente na mensagem.Umaro Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 em 26 de Novembro de 2026 até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.A oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da Costa.Na sua mensagem de anúncio do regresso, Sissoco Embaló destaca que o “retorno a solo pátrio é um gesto de confiança” no futuro da Guiné-Bissau, motivado pelo sentimento de pertença e “pelo desejo de reencontrar” a sociedade guineense.O ex-chefe de Estado apela a que a receção “seja pacífica e fraterna, evitando comportamentos que possam suscitar tensões ou divisões” entre compatriotas e ainda que reforce a responsabilidade cívica e preserve os princípios fundamentais do Estado de direito. Com o golpe de Estado de 26 de Novembro, os militares criaram um Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.O órgão fez aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do Presidente da República, entre outras alterações.O general Horta Inta-a marcou para 06 de Dezembro próximo a data para a realização de eleições legislativas e presidenciais e a oposição considera que aqueles estariam a preparar-se para facilitar o regresso de Embaló ao poder.
"Sim, serei candidato", disse Sissoco Embaló à revista Jeune Afrique (JA) a partir de Brazzaville, de onde deverá seguir para Bissau no próximo domingo.
De acordo com a revista, o antigo chefe de Estado guineense considera que o general Horta N’Tam Inta-a, presidente de transição desde o golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e "principal artífice do seu afastamento, mas de quem se manteve próximo, respeitará os termos da carta de transição e não se candidatará", o que deixa o caminho aberto para o início da pré-campanha.
Até 06 de Dezembro, data marcada para as eleições, haverá o congresso do seu partido, o Madem G15, a 16 e 17 de Outubro, e será depois lançada a Plataforma Republicana, que reúne mais de uma dezena de partidos e que deverá dar o apoio à candidatura de Sissoco Embaló, acrescenta a JA.
O antigo chefe de Estado anunciou o seu “regresso voluntário ao país” para o próximo dia 04 de Outubro e apelou a que a sua chegada decorra “num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo”.
O anúncio do regresso de Embaló, deposto num golpe de Estado em 26 de novembro passado, foi feito pelo próprio nas redes sociais.
De acordo com a publicação, Umaro Sissoco Embaló, que fixou residência em Marrocos desde o golpe, sublinha a necessidade “de colocar o interesse nacional e a estabilidade acima de quaisquer divergências políticas”.
“A Guiné-Bissau é a nossa pátria e pertence a todos nós. Independentemente das nossas posições ou opções políticas, devemos preservar a paz social, fortalecer a união e colocar o interesse nacional acima das diferenças”, escreveu o ex-Presidente na mensagem.
Umaro Sissoco Embaló presidiu à Guiné-Bissau de 27 de fevereiro de 2020 em 26 de Novembro de 2026 até ser derrubado por um golpe liderado pelo general Horta Inta-a, seu antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em vésperas de divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da Costa.
Na sua mensagem de anúncio do regresso, Sissoco Embaló destaca que o “retorno a solo pátrio é um gesto de confiança” no futuro da Guiné-Bissau, motivado pelo sentimento de pertença e “pelo desejo de reencontrar” a sociedade guineense.
O ex-chefe de Estado apela a que a receção “seja pacífica e fraterna, evitando comportamentos que possam suscitar tensões ou divisões” entre compatriotas e ainda que reforce a responsabilidade cívica e preserve os princípios fundamentais do Estado de direito.
Com o golpe de Estado de 26 de Novembro, os militares criaram um Conselho Nacional de Transição (CNT), que assumiu as competências do parlamento, e nomearam Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e ministro das Finanças.
O órgão fez aprovar uma nova Constituição que reforça os poderes do Presidente da República, entre outras alterações.
O general Horta Inta-a marcou para 06 de Dezembro próximo a data para a realização de eleições legislativas e presidenciais e a oposição considera que aqueles estariam a preparar-se para facilitar o regresso de Embaló ao poder.