Juízes negros representam cerca de 14% no Brasil, aponta CNJ
Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que juízes negros representam cerca de 14% da magistratura brasileira, considerando os ramos estadual, federal e do trabalho. As informações fazem parte do relatório “Justiça em Números”, que reúne estatísticas sobre o funcionamento do Judiciário no país. Distribuição no Judiciário Segundo o levantamento, a presença de magistrados negros […] O conteúdo Juízes negros representam cerca de 14% no Brasil, aponta CNJ aparece primeiro em Revista Raça Brasil.
Dados do Conselho Nacional de Justiça indicam que juízes negros representam cerca de 14% da magistratura brasileira, considerando os ramos estadual, federal e do trabalho.
As informações fazem parte do relatório “Justiça em Números”, que reúne estatísticas sobre o funcionamento do Judiciário no país.
Distribuição no Judiciário
Segundo o levantamento, a presença de magistrados negros varia entre os diferentes ramos da Justiça:
- Justiça Eleitoral: cerca de 18%
- Justiça do Trabalho: aproximadamente 15%
- Justiça Estadual: cerca de 13%
- Justiça Federal: pouco mais de 11%
Os dados evidenciam uma participação desigual entre as diferentes áreas do Judiciário.
Descompasso com a população
Apesar de avanços nos últimos anos, o percentual ainda é considerado baixo quando comparado à composição da população brasileira, majoritariamente negra.
O próprio CNJ reconhece que a estrutura do Judiciário ainda não reflete a diversidade racial do país, o que tem motivado a criação de políticas voltadas à ampliação da representatividade.
Medidas de inclusão
Entre as iniciativas adotadas estão:
- políticas de cotas em concursos públicos
- programas de formação e incentivo à carreira jurídica
- monitoramento da diversidade no Judiciário
A expectativa é que essas ações contribuam para aumentar, de forma gradual, a presença de pessoas negras na magistratura.
Desafio estrutural
Especialistas apontam que a baixa representatividade está ligada a fatores históricos, como desigualdade no acesso à educação e às carreiras jurídicas.
O cenário reforça que a diversidade no sistema de Justiça ainda é um desafio em construção no Brasil.
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