Live cinema propõe reflexão sobre apagamento da cultura negra

Uma experiência artística imersiva tem chamado atenção ao propor uma reflexão direta sobre o apagamento da cultura negra ao longo da história. O espetáculo de live cinema mistura audiovisual, performance e tecnologia para criar uma narrativa que atravessa memória, identidade e invisibilização. A proposta rompe com formatos tradicionais ao construir, em tempo real, imagens e […] O conteúdo Live cinema propõe reflexão sobre apagamento da cultura negra aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

Live cinema propõe reflexão sobre apagamento da cultura negra

Uma experiência artística imersiva tem chamado atenção ao propor uma reflexão direta sobre o apagamento da cultura negra ao longo da história. O espetáculo de live cinema mistura audiovisual, performance e tecnologia para criar uma narrativa que atravessa memória, identidade e invisibilização.

A proposta rompe com formatos tradicionais ao construir, em tempo real, imagens e sons que dialogam com referências da cultura negra, questionando como essas expressões foram historicamente silenciadas ou apropriadas.

Arte como reconstrução de memória

Mais do que uma apresentação, o projeto se posiciona como um exercício de reconstrução histórica. A linguagem do live cinema permite que o público acompanhe a criação das cenas ao vivo, reforçando a ideia de que memória também é algo em constante construção.

A obra traz à tona elementos culturais que muitas vezes foram marginalizados, propondo uma revisão crítica sobre quais narrativas foram preservadas — e quais foram apagadas.

Apagamento e resistência

O espetáculo parte de uma discussão central: o apagamento da cultura negra não é acidental, mas resultado de processos históricos que excluíram produções, saberes e expressões artísticas negras dos registros oficiais.

Ao mesmo tempo, a obra evidencia a resistência dessas culturas, que seguem vivas, reinventando-se e ocupando novos espaços.

Experiência sensorial e política

Combinando projeções, trilha sonora e performance, a experiência convida o público a refletir não apenas de forma racional, mas também sensorial.

A proposta é provocar desconforto e questionamento, levando o espectador a reconhecer lacunas na forma como a história e a cultura são contadas.

Mais do que entretenimento, o espetáculo se posiciona como um ato político — de memória, denúncia e reconstrução.

Serviço

A estreia acontece nos dias 7 e 9 de abril, às 19h, na Sala Maurice Legeard de Cinema (Bloco E, 5º andar), na Universidade Santa Cecília (Unisanta) na rua Oswaldo Cruz, 277 – Boqueirão, Santos – SP. A entrada é gratuita e para participar, é necessário realizar inscrição prévia pelo site.

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