OMS e cerca de 40 países aprovam estratégia contra sismos
A chamada Declaração de Istambul apela aos países para reforçarem as infraestruturas de saúde, garantindo que os hospitais sejam concebidos para resistir a sismos, promovendo o recurso a tecnologias digitais que permitam uma resposta rápida em caso de catástrofe e alargando a formação de equipas médicas de emergência.Na sessão de encerramento da conferência, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, evocou os recentes sismos na Venezuela, que provocaram centenas de mortos e danos em unidades de saúde, afirmando que a tragédia demonstra a importância de preparar os sistemas de saúde para desastres naturais.Kluge recordou igualmente os sismos que atingiram o sul da Turquia em Fevereiro de 2023, sublinhando que alguns hospitais colapsaram enquanto tratavam vítimas da catástrofe.O responsável defendeu que a construção de hospitais resistentes a sismos representa um acréscimo ligeiro no custo das obras, mas constitui um investimento "quatro vezes mais rentável".O responsável da OMS destacou ainda a capacidade demonstrada pela Turquia na resposta aos sismos de 2023, referindo que mais de 50 mil pessoas foram retiradas nos primeiros dias graças ao planeamento prévio e aos investimentos realizados na preparação para emergências.Segundo Kluge, a declaração hoje aprovada traduz um compromisso para garantir hospitais capazes de permanecer operacionais após um sismo, equipas médicas treinadas, comunidades preparadas, planos de emergência regularmente testados e uma coordenação eficaz entre diferentes setores do Estado.O ministro da Saúde turco, Kemal Memisoglu, afirmou que Ancara está empenhada em partilhar a experiência adquirida com outros países, revelando que o país enviou esta semana uma missão de apoio à Venezuela composta por 75 profissionais de saúde, cinco veículos e seis cães de busca e salvamento.Memisoglu adiantou ainda que foi elaborado um plano detalhado para responder a um eventual grande sismo na região de Istambul, cidade considerada particularmente vulnerável devido à proximidade de uma importante falha geológica.A conferência, iniciada na quarta-feira e concluída hoje em Istambul, reuniu delegados de cerca de 40 países da Europa, do Mediterrâneo Oriental, de África e do Pacífico Ocidental, incluindo 12 ministros ou vice-ministros da Saúde, segundo a agência estatal Anadolu.Foto: depositphotos
A chamada Declaração de Istambul apela aos países para reforçarem as infraestruturas de saúde, garantindo que os hospitais sejam concebidos para resistir a sismos, promovendo o recurso a tecnologias digitais que permitam uma resposta rápida em caso de catástrofe e alargando a formação de equipas médicas de emergência.
Na sessão de encerramento da conferência, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, evocou os recentes sismos na Venezuela, que provocaram centenas de mortos e danos em unidades de saúde, afirmando que a tragédia demonstra a importância de preparar os sistemas de saúde para desastres naturais.
Kluge recordou igualmente os sismos que atingiram o sul da Turquia em Fevereiro de 2023, sublinhando que alguns hospitais colapsaram enquanto tratavam vítimas da catástrofe.
O responsável defendeu que a construção de hospitais resistentes a sismos representa um acréscimo ligeiro no custo das obras, mas constitui um investimento "quatro vezes mais rentável".
O responsável da OMS destacou ainda a capacidade demonstrada pela Turquia na resposta aos sismos de 2023, referindo que mais de 50 mil pessoas foram retiradas nos primeiros dias graças ao planeamento prévio e aos investimentos realizados na preparação para emergências.
Segundo Kluge, a declaração hoje aprovada traduz um compromisso para garantir hospitais capazes de permanecer operacionais após um sismo, equipas médicas treinadas, comunidades preparadas, planos de emergência regularmente testados e uma coordenação eficaz entre diferentes setores do Estado.
O ministro da Saúde turco, Kemal Memisoglu, afirmou que Ancara está empenhada em partilhar a experiência adquirida com outros países, revelando que o país enviou esta semana uma missão de apoio à Venezuela composta por 75 profissionais de saúde, cinco veículos e seis cães de busca e salvamento.
Memisoglu adiantou ainda que foi elaborado um plano detalhado para responder a um eventual grande sismo na região de Istambul, cidade considerada particularmente vulnerável devido à proximidade de uma importante falha geológica.
A conferência, iniciada na quarta-feira e concluída hoje em Istambul, reuniu delegados de cerca de 40 países da Europa, do Mediterrâneo Oriental, de África e do Pacífico Ocidental, incluindo 12 ministros ou vice-ministros da Saúde, segundo a agência estatal Anadolu.
Foto: depositphotos
