Turista colombiana é indiciada por injúria racial após oferecer banana a capoeirista na Rocinha

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito que investigava um caso de racismo ocorrido durante uma apresentação de capoeira na Rocinha, na Zona Sul da capital fluminense. Uma turista colombiana foi indiciada por injúria racial após oferecer uma banana a um dos integrantes do projeto social responsável pela atividade. A corporação também […] O conteúdo Turista colombiana é indiciada por injúria racial após oferecer banana a capoeirista na Rocinha aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

Turista colombiana é indiciada por injúria racial após oferecer banana a capoeirista na Rocinha

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito que investigava um caso de racismo ocorrido durante uma apresentação de capoeira na Rocinha, na Zona Sul da capital fluminense. Uma turista colombiana foi indiciada por injúria racial após oferecer uma banana a um dos integrantes do projeto social responsável pela atividade. A corporação também solicitou a inclusão do nome da investigada na lista vermelha da Interpol.

O episódio aconteceu no dia 26 de maio, durante uma apresentação cultural realizada para um grupo de turistas estrangeiros. Ao final da atividade, um dos capoeiristas passou o chapéu — prática tradicional utilizada para arrecadar contribuições voluntárias para a manutenção do projeto social. Foi nesse momento que, segundo as investigações, a visitante retirou uma banana da bolsa e a direcionou ao atleta negro.

A atitude foi imediatamente interpretada pelos participantes como um gesto racista. O caso foi registrado na 11ª DP (Rocinha), que iniciou uma investigação para identificar a autora. Segundo a Polícia Civil, a mulher deixou o Brasil no dia seguinte ao ocorrido e retornou à Colômbia antes mesmo de ser formalmente comunicada da investigação.

Após trabalhos de inteligência, os agentes conseguiram identificar a turista e formalizar o indiciamento por injúria racial. A polícia também pediu a inclusão do nome da investigada na difusão vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localização internacional de pessoas procuradas pela Justiça.

A apresentação fazia parte de um projeto social da Rocinha, que utiliza a capoeira como ferramenta de educação, preservação da cultura afro-brasileira e inclusão social. Mais do que uma manifestação esportiva, a capoeira é reconhecida como patrimônio cultural brasileiro e símbolo da resistência negra no país.

O caso provocou indignação entre moradores da comunidade e representantes do movimento negro. A agência de turismo responsável pelo grupo estrangeiro também repudiou o episódio e afirmou não tolerar qualquer forma de discriminação.

Em um país onde a capoeira nasceu da resistência dos africanos escravizados e de seus descendentes, transformar um dos símbolos mais perversos do racismo em suposta “brincadeira” é reabrir feridas históricas que a sociedade brasileira ainda luta para superar.

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