​CMP nega queima de lixo no aterro e abre averiguação após sucessivos incêndios

Em comunicado, a CMP refere que o Aterro Sanitário da Ilha de Santiago, localizado em Monte dos Bodes, no município de São Domingos, entrou em funcionamento pleno em 2021 e recebe resíduos de oito municípios da ilha, com excepção do Tarrafal.O equipamento, acrescenta a autarquia, foi concebido por fases e funciona actualmente com uma única célula de deposição de resíduos orgânicos e não orgânicos, dispondo igualmente de um sistema de drenagem de chorume, líquido resultante da decomposição dos resíduos, considerado altamente inflamável devido à concentração de gases e compostos biológicos.Segundo a CMP, este sistema de drenagem tem sido “frequentemente encontrado fechado por motivos ainda desconhecidos”, situação que está a ser analisada no âmbito da gestão técnica do aterro.A autarquia reconhece que têm sido registados incêndios recorrentes em diferentes pontos da célula de deposição, com impacto directo nas zonas de São Francisco, Portete Acima, Agostinho Alves e Palha Sé. Só no último ano, terão ocorrido pelo menos quatro incêndios, nos meses de Fevereiro, Abril, Maio e Junho, o que tem gerado preocupação entre as populações e reacções nas redes sociais e na comunicação social.O último episódio ocorreu no domingo, 31 de Maio, coincidindo com um incêndio registado em Ponta Belém. A CMP refere que, dada a dimensão do aterro e a dispersão dos focos de incêndio, muitas vezes detectados após as 16 horas, quando o pessoal já não se encontra no local, o combate ao fogo tem exigido recursos adicionais.No caso mais recente, a autarquia assegura que mobilizou de imediato equipas técnicas e autorizou a contratação de maquinaria pesada e transporte de terra para o soterramento e abafamento dos resíduos afectados. Foram também accionados os Bombeiros Municipais e solicitado reforço de meios a municípios vizinhos, que responderam com equipas e equipamentos.A Câmara Municipal da Praia indica ainda que foi garantido o pagamento de horas extraordinárias a trabalhadores que permaneceram em serviço durante o combate ao incêndio, que se prolongou por cerca de uma semana.O fogo terá sido totalmente extinto na passada sexta-feira, 5 de Junho, encontrando-se actualmente eliminada a emissão de fumo, segundo a autarquia, que refere estarem em curso trabalhos de prevenção mecânica. Está igualmente no terreno uma máquina de grande porte para garantir a cobertura diária dos resíduos com terra.Paralelamente, foi reforçada a vigilância no local e criada uma equipa multidisciplinar para investigar a origem dos incêndios e apurar eventuais responsabilidades.A CMP lamenta os transtornos causados às populações afectadas e apresenta desculpas pelos incómodos, reafirmando o compromisso com a saúde pública, segurança e bem-estar dos munícipes.A autarquia acrescenta ainda que está a ser preparado um plano mais abrangente de gestão de resíduos para a ilha de Santiago, a articular com os restantes municípios, o Governo, parceiros internacionais e o sector privado, com vista à criação de um sistema integrado de recolha, tratamento e reciclagem.Foto: depositphotos

​CMP nega queima de lixo no aterro e abre averiguação após sucessivos incêndios

Em comunicado, a CMP refere que o Aterro Sanitário da Ilha de Santiago, localizado em Monte dos Bodes, no município de São Domingos, entrou em funcionamento pleno em 2021 e recebe resíduos de oito municípios da ilha, com excepção do Tarrafal.

O equipamento, acrescenta a autarquia, foi concebido por fases e funciona actualmente com uma única célula de deposição de resíduos orgânicos e não orgânicos, dispondo igualmente de um sistema de drenagem de chorume, líquido resultante da decomposição dos resíduos, considerado altamente inflamável devido à concentração de gases e compostos biológicos.

Segundo a CMP, este sistema de drenagem tem sido “frequentemente encontrado fechado por motivos ainda desconhecidos”, situação que está a ser analisada no âmbito da gestão técnica do aterro.

A autarquia reconhece que têm sido registados incêndios recorrentes em diferentes pontos da célula de deposição, com impacto directo nas zonas de São Francisco, Portete Acima, Agostinho Alves e Palha Sé. Só no último ano, terão ocorrido pelo menos quatro incêndios, nos meses de Fevereiro, Abril, Maio e Junho, o que tem gerado preocupação entre as populações e reacções nas redes sociais e na comunicação social.

O último episódio ocorreu no domingo, 31 de Maio, coincidindo com um incêndio registado em Ponta Belém. A CMP refere que, dada a dimensão do aterro e a dispersão dos focos de incêndio, muitas vezes detectados após as 16 horas, quando o pessoal já não se encontra no local, o combate ao fogo tem exigido recursos adicionais.

No caso mais recente, a autarquia assegura que mobilizou de imediato equipas técnicas e autorizou a contratação de maquinaria pesada e transporte de terra para o soterramento e abafamento dos resíduos afectados. Foram também accionados os Bombeiros Municipais e solicitado reforço de meios a municípios vizinhos, que responderam com equipas e equipamentos.

A Câmara Municipal da Praia indica ainda que foi garantido o pagamento de horas extraordinárias a trabalhadores que permaneceram em serviço durante o combate ao incêndio, que se prolongou por cerca de uma semana.

O fogo terá sido totalmente extinto na passada sexta-feira, 5 de Junho, encontrando-se actualmente eliminada a emissão de fumo, segundo a autarquia, que refere estarem em curso trabalhos de prevenção mecânica. Está igualmente no terreno uma máquina de grande porte para garantir a cobertura diária dos resíduos com terra.

Paralelamente, foi reforçada a vigilância no local e criada uma equipa multidisciplinar para investigar a origem dos incêndios e apurar eventuais responsabilidades.

A CMP lamenta os transtornos causados às populações afectadas e apresenta desculpas pelos incómodos, reafirmando o compromisso com a saúde pública, segurança e bem-estar dos munícipes.

A autarquia acrescenta ainda que está a ser preparado um plano mais abrangente de gestão de resíduos para a ilha de Santiago, a articular com os restantes municípios, o Governo, parceiros internacionais e o sector privado, com vista à criação de um sistema integrado de recolha, tratamento e reciclagem.

Foto: depositphotos