Crédito à economia supera 183 mil milhões

Segundo a publicação do banco central, o crescimento da actividade económica no primeiro trimestre resultou de uma evolução positiva de vários componentes da procura. O consumo aumentou 5,7% em relação ao mesmo período de 2025, com o consumo privado a crescer 4,5% e o consumo público a apresentar uma expansão mais expressiva, de 10%.O investimento destacou-se entre os componentes da procura, com um crescimento homólogo de 15,9%. As exportações aumentaram 5,5%, enquanto as importações cresceram 6,9%.Apesar do crescimento homólogo, o PIB registou uma redução de 3,8% em cadeia no primeiro trimestre, atingindo 64,209 mil milhões de escudos, a preços encadeados. A comparação trimestral contrasta com a evolução homóloga, que continua a evidenciar uma expansão de 6,4%.No comércio externo, o comportamento foi diferenciado. As exportações de serviços cresceram 9,7% em termos homólogos, enquanto as exportações de bens diminuíram 5,5%. A evolução das importações foi positiva, com um crescimento global de 6,9%.Serviços mantêm peso na economiaPela óptica da oferta, os serviços continuam a representar uma parcela importante da actividade económica. No primeiro trimestre, o valor acrescentado dos transportes e armazenagem atingiu 8,334 mil milhões de escudos, enquanto as actividades imobiliárias representaram 6,170 mil milhões.As actividades financeiras e de seguros geraram 3,902 mil milhões de escudos e o sector do alojamento e restauração alcançou 3,776 mil milhões de escudos.Os dados reflectem a importância das actividades de serviços na estrutura produtiva nacional, num período em que a economia mantém um ritmo de crescimento significativo.Inflação cai para 0,4%No capítulo dos preços, o boletim do BCV revela uma forte desaceleração da inflação. A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor passou de 1,1% em Junho para 0,4% em Julho. Em Dezembro de 2025, a taxa situava-se em 2,2%.A evolução dos preços foi condicionada, em particular, pela componente energética. Em Julho, os preços da energia apresentaram uma variação homóloga negativa de 6,5%.Os preços dos bens registaram uma subida de apenas 0,2%, enquanto os serviços aumentaram 0,7%. Nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, a variação homóloga foi negativa em 0,1%.Nem todas as componentes tiveram, contudo, uma evolução descendente. Os transportes registaram um aumento de preços de 2,5%, enquanto os restaurantes e hotéis apresentaram uma subida de 2,6%. Os serviços relacionados com a habitação aumentaram 1,7%.Entre os produtos alimentares não transformados verificou-se uma variação homóloga positiva de 1,8%.Crédito à economia supera 183 mil milhõesO crédito à economia também manteve uma trajectória de crescimento. Em Junho de 2026, o crédito total à economia atingiu 183,409 mil milhões de escudos.Deste montante, 162,901 mil milhões correspondiam a empréstimos bancários à economia, enquanto a dívida titulada representava 20,508 mil milhões de escudos.No mesmo período, as taxas de referência do Banco de Cabo Verde permaneciam inalteradas. A taxa directora estava fixada em 2,5%, a facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,75% e a facilidade permanente de absorção de liquidez em 2,25%. A taxa de redesconto situava-se em 3,5%.Contas públicas com receitas acima das despesasOs dados do BCV mostram também que, no primeiro semestre de 2026, as receitas acumuladas do Governo Central atingiram 42,414 mil milhões de escudos, enquanto as despesas totais ficaram em 41,684 mil milhões.A diferença entre os dois valores corresponde a cerca de 730 milhões de escudos, embora os dados sejam provisórios e estejam sujeitos a alterações e regularizações pelo Ministério das Finanças.Do lado das receitas, o total acumulado de impostos atingiu 36,081 mil milhões de escudos no final do segundo trimestre. As receitas correntes e as restantes componentes completaram o total arrecadado pelo Governo Central.Nas despesas, os gastos acumulados até junho atingiram 41,684 mil milhões de escudos. As despesas correntes representaram a maior parcela, enquanto os ativos não financeiros constituíram outra componente da despesa pública.Dívida interna supera 124 mil milhõesA dívida interna do Governo Central atingiu 124,107 mil milhões de escudos no final de julho. O sistema bancário detinha 62,624 mil milhões de escudos dessa dívida, enquanto outras entidades eram credoras de 61,483 mil milhões.No sistema bancário, as Obrigações do Tesouro representavam 56,384 mil milhões de escudos e os Bilhetes do Tesouro 5,944 mil milhões.Entre as outras entidades, as Obrigações do Tesouro totalizavam 42,940 mil milhões de escudos, enquanto os Bilhetes do Tesouro representavam 7,539 mil milhões.A dívida externa do Governo Central, por sua vez, situava-se em 200,745 mil milhões de escudos no final do segundo trimestre de 2026. A componente multilateral ascendia a 130,499 mil milhões e a bilateral a 31,343 mil milhões de escudos.No segundo trimestre, os desembolsos da dívida externa totali

Crédito à economia supera 183 mil milhões

Segundo a publicação do banco central, o crescimento da actividade económica no primeiro trimestre resultou de uma evolução positiva de vários componentes da procura. O consumo aumentou 5,7% em relação ao mesmo período de 2025, com o consumo privado a crescer 4,5% e o consumo público a apresentar uma expansão mais expressiva, de 10%.

O investimento destacou-se entre os componentes da procura, com um crescimento homólogo de 15,9%. As exportações aumentaram 5,5%, enquanto as importações cresceram 6,9%.

Apesar do crescimento homólogo, o PIB registou uma redução de 3,8% em cadeia no primeiro trimestre, atingindo 64,209 mil milhões de escudos, a preços encadeados. A comparação trimestral contrasta com a evolução homóloga, que continua a evidenciar uma expansão de 6,4%.

No comércio externo, o comportamento foi diferenciado. As exportações de serviços cresceram 9,7% em termos homólogos, enquanto as exportações de bens diminuíram 5,5%. A evolução das importações foi positiva, com um crescimento global de 6,9%.

Serviços mantêm peso na economia

Pela óptica da oferta, os serviços continuam a representar uma parcela importante da actividade económica. No primeiro trimestre, o valor acrescentado dos transportes e armazenagem atingiu 8,334 mil milhões de escudos, enquanto as actividades imobiliárias representaram 6,170 mil milhões.

As actividades financeiras e de seguros geraram 3,902 mil milhões de escudos e o sector do alojamento e restauração alcançou 3,776 mil milhões de escudos.

Os dados reflectem a importância das actividades de serviços na estrutura produtiva nacional, num período em que a economia mantém um ritmo de crescimento significativo.

Inflação cai para 0,4%

No capítulo dos preços, o boletim do BCV revela uma forte desaceleração da inflação. A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor passou de 1,1% em Junho para 0,4% em Julho. Em Dezembro de 2025, a taxa situava-se em 2,2%.

A evolução dos preços foi condicionada, em particular, pela componente energética. Em Julho, os preços da energia apresentaram uma variação homóloga negativa de 6,5%.

Os preços dos bens registaram uma subida de apenas 0,2%, enquanto os serviços aumentaram 0,7%. Nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, a variação homóloga foi negativa em 0,1%.

Nem todas as componentes tiveram, contudo, uma evolução descendente. Os transportes registaram um aumento de preços de 2,5%, enquanto os restaurantes e hotéis apresentaram uma subida de 2,6%. Os serviços relacionados com a habitação aumentaram 1,7%.

Entre os produtos alimentares não transformados verificou-se uma variação homóloga positiva de 1,8%.

Crédito à economia supera 183 mil milhões

O crédito à economia também manteve uma trajectória de crescimento. Em Junho de 2026, o crédito total à economia atingiu 183,409 mil milhões de escudos.

Deste montante, 162,901 mil milhões correspondiam a empréstimos bancários à economia, enquanto a dívida titulada representava 20,508 mil milhões de escudos.

No mesmo período, as taxas de referência do Banco de Cabo Verde permaneciam inalteradas. A taxa directora estava fixada em 2,5%, a facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,75% e a facilidade permanente de absorção de liquidez em 2,25%. A taxa de redesconto situava-se em 3,5%.

Contas públicas com receitas acima das despesas

Os dados do BCV mostram também que, no primeiro semestre de 2026, as receitas acumuladas do Governo Central atingiram 42,414 mil milhões de escudos, enquanto as despesas totais ficaram em 41,684 mil milhões.

A diferença entre os dois valores corresponde a cerca de 730 milhões de escudos, embora os dados sejam provisórios e estejam sujeitos a alterações e regularizações pelo Ministério das Finanças.

Do lado das receitas, o total acumulado de impostos atingiu 36,081 mil milhões de escudos no final do segundo trimestre. As receitas correntes e as restantes componentes completaram o total arrecadado pelo Governo Central.

Nas despesas, os gastos acumulados até junho atingiram 41,684 mil milhões de escudos. As despesas correntes representaram a maior parcela, enquanto os ativos não financeiros constituíram outra componente da despesa pública.

Dívida interna supera 124 mil milhões

A dívida interna do Governo Central atingiu 124,107 mil milhões de escudos no final de julho. O sistema bancário detinha 62,624 mil milhões de escudos dessa dívida, enquanto outras entidades eram credoras de 61,483 mil milhões.

No sistema bancário, as Obrigações do Tesouro representavam 56,384 mil milhões de escudos e os Bilhetes do Tesouro 5,944 mil milhões.

Entre as outras entidades, as Obrigações do Tesouro totalizavam 42,940 mil milhões de escudos, enquanto os Bilhetes do Tesouro representavam 7,539 mil milhões.

A dívida externa do Governo Central, por sua vez, situava-se em 200,745 mil milhões de escudos no final do segundo trimestre de 2026. A componente multilateral ascendia a 130,499 mil milhões e a bilateral a 31,343 mil milhões de escudos.

No segundo trimestre, os desembolsos da dívida externa totalizaram 1,234 mil milhões de escudos, dos quais 1,192 mil milhões tiveram origem em credores multilaterais e 41,8 milhões em credores bilaterais.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1294 de 16 de Setembro de 2026.