Human Leaders International Congress Cabo Verde 2026 quer posicionar o país no mapa da liderança centrada nas pessoas

A iniciativa deverá reunir cerca de 500 participantes e 66 oradores, dos quais 34 internacionais, provenientes de vários países, entre eles Portugal, Brasil, Angola, Senegal, Camarões, Malawi, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.Mais do que um congresso sobre gestão ou administração, a organização apresenta o evento como um espaço de debate sobre uma nova forma de liderar, assente nas pessoas.“A liderança humanizada coloca o ser humano no centro das decisões. Hoje fala-se muito de inteligência artificial e de tecnologia, mas não podemos esquecer que são as pessoas que continuam a fazer a diferença dentro das organizações e da sociedade”, afirma a presidente e coordenadora do congresso, Lúcia Brito.Segundo explica, a ideia começou a ganhar forma há mais de dois anos e nasceu da convicção de que Cabo Verde reúne condições para acolher grandes encontros internacionais ligados ao conhecimento.“Queremos mostrar que Cabo Verde pode ser um espaço de grandes reflexões e de transferência de conhecimento. Estamos numa posição geográfica privilegiada, entre África, Europa e América, e acreditamos que podemos afirmar-nos também como destino para congressos internacionais”, sustenta.A responsável adianta que o Human Leaders International Congress terá periodicidade bianual. O objectivo é consolidar uma plataforma permanente de discussão sobre liderança, permitindo que, de dois em dois anos, Cabo Verde reúna especialistas, académicos, empresários e decisores de diferentes partes do mundo para debater os desafios do desenvolvimento humano.Três pilaresO congresso assenta em três grandes eixos. O primeiro é o pilar social, dedicado à liderança, diversidade, inclusão, inovação, sustentabilidade e impacto social.O segundo centra-se nos negócios. Durante os dois dias de trabalhos, empresários, investidores, empreendedores e instituições terão acesso a uma aplicação digital que permitirá acompanhar toda a programação, marcar reuniões, estabelecer contactos, avaliar os painéis e interagir com os oradores.“Não queremos apenas um congresso de palestras. Queremos criar oportunidades concretas para que as pessoas se conheçam, façam negócios, estabeleçam parcerias e levem novos projectos para os seus países”, explica Lúcia Brito.A plataforma permitirá igualmente organizar encontros “Business to Business”, enquanto o recinto contará com espaços destinados à apresentação de startups, projectos tecnológicos, lançamento de livros e exposição de marcas.O terceiro pilar aposta na promoção turística de Cabo Verde. Entre 26 e 28 de Julho, os participantes internacionais poderão visitar Santiago, São Vicente e Santo Antão, numa iniciativa que pretende dar a conhecer a cultura, a gastronomia e as potencialidades económicas e turísticas do arquipélago.“O congresso termina, mas queremos que os participantes levem Cabo Verde consigo. Quem nos visita pode regressar como turista, investidor ou parceiro institucional. Também essa é uma forma de criar impacto”, refere.Um projecto que vai além do CongressoEmbora a primeira edição decorra durante dois dias, a organização garante que o Human Leaders International Congress foi concebido como um projecto de continuidade. Além do encontro bianual, o congresso conta com um podcast dedicado a histórias de liderança, uma plataforma digital de partilha de conteúdos, os Human Leaders Awards, para distinguir boas práticas e um conjunto de iniciativas dirigidas ao empreendedorismo e à diáspora cabo-verdiana. Entre as novidades está igualmente a criação de um espaço dedicado aos cabo-verdianos residentes no exterior, onde poderão apresentar experiências profissionais e projectos desenvolvidos nos países de acolhimento.Liderança para todosLúcia Brito rejeita a ideia de que o Congresso seja dirigido apenas a gestores ou dirigentes empresariais. “Todos somos líderes. Somos líderes da nossa família, da nossa comunidade, da nossa profissão e, acima de tudo, da nossa própria vida. É essa visão que queremos trazer para este congresso.”Por essa razão, foram criadas modalidades de inscrição diferenciadas, incluindo preços reduzidos para estudantes e organizações da sociedade civil, bem como pacotes destinados às empresas. As organizações que inscreverem cinco ou mais colaboradores receberão o selo “Guardiãs do Capital Humano”, uma distinção criada para incentivar o investimento na valorização das equipas.Para a presidente do congresso, o principal legado não será apenas a realização de um evento internacional, mas a criação de uma cultura de liderança mais humana.“Numa época em que tanto se fala de inteligência artificial, queremos lembrar que nenhuma tecnologia substitui o valor das pessoas. Se conseguirmos sair deste congresso a pensar mais no ser humano e menos apenas nos resultados, já teremos cumprido a nossa missão.”Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1285 de 15 de Julho de 2026.

Human Leaders International Congress Cabo Verde 2026 quer posicionar o país no mapa da liderança centrada nas pessoas

A iniciativa deverá reunir cerca de 500 participantes e 66 oradores, dos quais 34 internacionais, provenientes de vários países, entre eles Portugal, Brasil, Angola, Senegal, Camarões, Malawi, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Mais do que um congresso sobre gestão ou administração, a organização apresenta o evento como um espaço de debate sobre uma nova forma de liderar, assente nas pessoas.

“A liderança humanizada coloca o ser humano no centro das decisões. Hoje fala-se muito de inteligência artificial e de tecnologia, mas não podemos esquecer que são as pessoas que continuam a fazer a diferença dentro das organizações e da sociedade”, afirma a presidente e coordenadora do congresso, Lúcia Brito.

Segundo explica, a ideia começou a ganhar forma há mais de dois anos e nasceu da convicção de que Cabo Verde reúne condições para acolher grandes encontros internacionais ligados ao conhecimento.

“Queremos mostrar que Cabo Verde pode ser um espaço de grandes reflexões e de transferência de conhecimento. Estamos numa posição geográfica privilegiada, entre África, Europa e América, e acreditamos que podemos afirmar-nos também como destino para congressos internacionais”, sustenta.

A responsável adianta que o Human Leaders International Congress terá periodicidade bianual. O objectivo é consolidar uma plataforma permanente de discussão sobre liderança, permitindo que, de dois em dois anos, Cabo Verde reúna especialistas, académicos, empresários e decisores de diferentes partes do mundo para debater os desafios do desenvolvimento humano.

Três pilares

O congresso assenta em três grandes eixos. O primeiro é o pilar social, dedicado à liderança, diversidade, inclusão, inovação, sustentabilidade e impacto social.

O segundo centra-se nos negócios. Durante os dois dias de trabalhos, empresários, investidores, empreendedores e instituições terão acesso a uma aplicação digital que permitirá acompanhar toda a programação, marcar reuniões, estabelecer contactos, avaliar os painéis e interagir com os oradores.

“Não queremos apenas um congresso de palestras. Queremos criar oportunidades concretas para que as pessoas se conheçam, façam negócios, estabeleçam parcerias e levem novos projectos para os seus países”, explica Lúcia Brito.

A plataforma permitirá igualmente organizar encontros “Business to Business”, enquanto o recinto contará com espaços destinados à apresentação de startups, projectos tecnológicos, lançamento de livros e exposição de marcas.

O terceiro pilar aposta na promoção turística de Cabo Verde. Entre 26 e 28 de Julho, os participantes internacionais poderão visitar Santiago, São Vicente e Santo Antão, numa iniciativa que pretende dar a conhecer a cultura, a gastronomia e as potencialidades económicas e turísticas do arquipélago.

“O congresso termina, mas queremos que os participantes levem Cabo Verde consigo. Quem nos visita pode regressar como turista, investidor ou parceiro institucional. Também essa é uma forma de criar impacto”, refere.

Um projecto que vai além do Congresso

Embora a primeira edição decorra durante dois dias, a organização garante que o Human Leaders International Congress foi concebido como um projecto de continuidade. Além do encontro bianual, o congresso conta com um podcast dedicado a histórias de liderança, uma plataforma digital de partilha de conteúdos, os Human Leaders Awards, para distinguir boas práticas e um conjunto de iniciativas dirigidas ao empreendedorismo e à diáspora cabo-verdiana. Entre as novidades está igualmente a criação de um espaço dedicado aos cabo-verdianos residentes no exterior, onde poderão apresentar experiências profissionais e projectos desenvolvidos nos países de acolhimento.

Liderança para todos

Lúcia Brito rejeita a ideia de que o Congresso seja dirigido apenas a gestores ou dirigentes empresariais. “Todos somos líderes. Somos líderes da nossa família, da nossa comunidade, da nossa profissão e, acima de tudo, da nossa própria vida. É essa visão que queremos trazer para este congresso.”

Por essa razão, foram criadas modalidades de inscrição diferenciadas, incluindo preços reduzidos para estudantes e organizações da sociedade civil, bem como pacotes destinados às empresas. As organizações que inscreverem cinco ou mais colaboradores receberão o selo “Guardiãs do Capital Humano”, uma distinção criada para incentivar o investimento na valorização das equipas.

Para a presidente do congresso, o principal legado não será apenas a realização de um evento internacional, mas a criação de uma cultura de liderança mais humana.

“Numa época em que tanto se fala de inteligência artificial, queremos lembrar que nenhuma tecnologia substitui o valor das pessoas. Se conseguirmos sair deste congresso a pensar mais no ser humano e menos apenas nos resultados, já teremos cumprido a nossa missão.”

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1285 de 15 de Julho de 2026.