Israel anuncia morte de comandante do Hezbollah em Beirute

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram que Ahmed Qalib Balut, Balut morreu num ataque na região de Dahiya, reduto do movimento xiita na capital libanesa, acusando-o de liderar "dezenas de planos terroristas" contra tropas israelitas no sul do Líbano.Segundo o Exército, o dirigente do Hezbollah era responsável pela "prontidão e preparação" da Força Radwan para operações contra Israel e trabalhava para "restaurar as capacidades" da unidade, alegadamente "financiada e dirigida pelo regime terrorista iraniano".O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação e afirmou que Balut foi morto "no coração de Beirute"."Trata-se do mesmo terrorista que liderou um plano para conquistar o norte de Israel", declarou Netanyahu, acrescentando que o comandante do Hezbollah "pensou que podia continuar a dirigir ataques" a partir de um "quartel-general terrorista secreto" na capital libanesa."Provavelmente leu na imprensa que tinha imunidade em Beirute. Bem, isso já não é verdade", comentou o chefe do Governo israelita.Netanyahu acrescentou ainda que Israel matou mais de 200 elementos do Hezbollah desde o início do atual cessar-fogo e garantiu que "nenhum terrorista tem imunidade".O ataque ocorreu apesar da trégua acordada em meados de abril, após semanas de confrontos desencadeados a 02 de março, quando o Hezbollah lançou 'rockets' contra Israel em resposta ao assassínio do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, durante a ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão.Na sequência desses ataques, Israel lançou uma nova ofensiva militar em grande escala e uma incursão terrestre no Líbano, conflito que provocou quase 2.700 mortos, segundo balanços divulgados pelas autoridades libanesas.Israel e o Hezbollah já tinham acordado um cessar-fogo em Novembro de 2024, após 13 meses de confrontos relacionados com os ataques de 07 de Outubro de 2023.Apesar disso, Israel continuou a realizar bombardeamentos frequentes no território libanês e mantém posições militares em várias zonas do sul do país, alegando estar a combater infraestruturas e operacionais do Hezbollah.O Governo libanês e o movimento xiita têm denunciado repetidamente essas ações como violações do cessar-fogo.Foto: dpeositphotos

Israel anuncia morte de comandante do Hezbollah em Beirute

Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram que Ahmed Qalib Balut, Balut morreu num ataque na região de Dahiya, reduto do movimento xiita na capital libanesa, acusando-o de liderar "dezenas de planos terroristas" contra tropas israelitas no sul do Líbano.

Segundo o Exército, o dirigente do Hezbollah era responsável pela "prontidão e preparação" da Força Radwan para operações contra Israel e trabalhava para "restaurar as capacidades" da unidade, alegadamente "financiada e dirigida pelo regime terrorista iraniano".

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação e afirmou que Balut foi morto "no coração de Beirute".

"Trata-se do mesmo terrorista que liderou um plano para conquistar o norte de Israel", declarou Netanyahu, acrescentando que o comandante do Hezbollah "pensou que podia continuar a dirigir ataques" a partir de um "quartel-general terrorista secreto" na capital libanesa.

"Provavelmente leu na imprensa que tinha imunidade em Beirute. Bem, isso já não é verdade", comentou o chefe do Governo israelita.

Netanyahu acrescentou ainda que Israel matou mais de 200 elementos do Hezbollah desde o início do atual cessar-fogo e garantiu que "nenhum terrorista tem imunidade".

O ataque ocorreu apesar da trégua acordada em meados de abril, após semanas de confrontos desencadeados a 02 de março, quando o Hezbollah lançou 'rockets' contra Israel em resposta ao assassínio do líder supremo iraniano, o ayatollah Ali Khamenei, durante a ofensiva israelita e norte-americana contra o Irão.

Na sequência desses ataques, Israel lançou uma nova ofensiva militar em grande escala e uma incursão terrestre no Líbano, conflito que provocou quase 2.700 mortos, segundo balanços divulgados pelas autoridades libanesas.

Israel e o Hezbollah já tinham acordado um cessar-fogo em Novembro de 2024, após 13 meses de confrontos relacionados com os ataques de 07 de Outubro de 2023.

Apesar disso, Israel continuou a realizar bombardeamentos frequentes no território libanês e mantém posições militares em várias zonas do sul do país, alegando estar a combater infraestruturas e operacionais do Hezbollah.

O Governo libanês e o movimento xiita têm denunciado repetidamente essas ações como violações do cessar-fogo.

Foto: dpeositphotos