Mulher investigada por torturar trabalhadora doméstica no Maranhão é presa em Teresina (PI)
Segundo a polícia, a mulher pretendia fugir para a região Norte do país e chegou a se esconder na casa de familiares
Por Patrícia Rosa*
Foi presa nesta quinta-feira (7), Carolina Stella Ferreira dos Anjos, que estava foragida após admitir em áudios ter agredido e torturado uma trabalhadora doméstica grávida, de 19 anos. A prisão aconteceu em Teresina (PI), depois que ela passou por um posto de gasolina localizado ao lado do prédio da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). Segundo a Polícia Civil, existia a possibilidade de que a mulher estivesse fugindo para a cidade de Parnaíba (PI).
Por meio de uma coletiva de imprensa, o diretor de inteligência da Secretaria de SSP-PI, Yan Brayner, declarou que Carolina chegou a se esconder na casa do tio e foi embora após ter sido repreendida pelo crime cometido. “Inclusive, [o tio teria] aconselhado ela a se apresentar perante as autoridades”, afirmou Yan.
A polícia fez buscas por Carolina na casa do familiar. Ao chegar lá, foi informada sobre a localização da agressora. O diretor ainda declarou que, apesar de colaborar com as investigações, o tio de Carolina pode responder pelo crime de favorecimento pessoal.
“Outra possibilidade era que ela estava tentando viabilizar um avião não comercial para ir para o estado do Amazonas. Provavelmente iriam para outro estado na data de hoje”, acrescentou Yan.
O crime aconteceu no último dia 17 de abril, quando uma jovem de 19 anos cobria uma vaga de trabalhadora doméstica na casa da empresária, na cidade de Paço do Lumiar (MA). Após ser acusada de roubar um anel, a trabalhadora foi exposta a uma sessão de tortura e agressões.
Por meio de áudios publicados em um grupo de mensagens, a mulher descreveu detalhes do crime com requintes de crueldade. No mesmo áudio, Carolina confessa que a joia foi localizada no banheiro da casa dela.
Defesa afirma que Carolina não estava foragida
De acordo com informações da Folha de São Paulo, Nathaly Moraes Silva, advogada que faz a defesa da agressora, declarou que a sua cliente não estava foragida, mas que se apresentaria à polícia fora do estado.
“Ela se apresentaria fora do estado porque tem recebido várias ameaças e porque é um caso que causou grande comoção. Ela ia deixar o filho com a família em Teresina, já que ela não tem família no Maranhão”.
A defesa ainda declara que Carolina admite o crime de lesão corporal contra a funcionária e contesta a acusação de tortura. Segundo a advogada, a sua cliente teria dito nos áudios coisas que não fez. Nathaly ainda declarou que vai entrar com o pedido de prisão domiciliar e de habeas corpus.
Com informações da Folha de São Paulo*