ONU alerta: Esgota-se período para resgatar sobreviventes na Venezuela

"Várias pessoas foram resgatadas com vida dos escombros, embora o número de mortos continue a aumentar e muitos continuem desaparecidos", declarou a ONU, antes de referir que "o período crítico para resgatar os que ainda estão vivos está a se esgotar", afirmou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA)."As operações internacionais de busca e salvamento estão totalmente mobilizadas, com mais de 70 equipas de busca e salvamento e outras equipas especializadas, e mais de 2.300 pessoas a trabalhar lado a lado com as autoridades nacionais" venezuelanas, indicou a agência das Nações Unidas.O organismo sublinhou que "os parceiros humanitários estão a alargar a ajuda de emergência em saúde, abrigo, água e saneamento e logística, incluindo em La Guaira e outros municípios afetados", insistindo também que "a ONU e outros parceiros humanitários estão a aumentar rapidamente a assistência vital aos sobreviventes".O OCHA reiterou ainda o seu apelo de emergência por "donativos públicos" para financiar a resposta, um plano gerido pelo escritório da agência na capital, Caracas, que destinou dinheiro ao Fundo Humanitário para a Venezuela com o objetivo de "fornecer ajuda vital, assistência médica, alimentos e abrigo de emergência através de parceiros locais de confiança".Neste contexto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que "as cenas de devastação na Venezuela são verdadeiramente desoladoras"."Dadas as necessidades que evoluem rapidamente, o acesso a assistência humanitária urgente será crucial. (...) O sistema das Nações Unidas está a alargar a assistência vital em conjunto com os nossos parceiros e o Governo, e não poupará esforços para apoiar os necessitados", prometeu Guterres.A organização não-governamental (ONG) Médicos do Mundo enfatizou a necessidade de reforçar os cuidados de saúde primários e garantir a continuidade dos serviços de saúde essenciais para milhares de pessoas que permanecem deslocadas, após uma avaliação inicial das necessidades nas zonas afetadas pelos sismos."Numa emergência desta natureza, é essencial que, para além dos cuidados hospitalares, sejam mantidos os serviços básicos de saúde, que são os mais próximos da população", explicou Andrey Escalona, coordenador médico de emergência dos Médicos do Mundo na Venezuela."Garantir o acesso a consultas de cuidados primários, medicamentos, cuidados maternos, serviços de saúde mental e cuidados a pessoas com doenças crónicas impede que a crise de saúde se agrave nas próximas semanas", enfatizou a ONG em comunicado.Neste sentido, a organização Médicos do Mundo informou que, entre as necessidades mais urgentes, estão a reativação dos centros de cuidados primários que ainda estão em condições de funcionar ou que poderiam ser reabertos rapidamente, o acesso contínuo a medicamentos essenciais e o atendimento às pessoas deslocadas que estão a viver em espaços informais.O Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) apelou a "soluções a longo prazo". Nesse sentido, Beatriz Ochoa, do escritório do NRC para a América Latina, enfatizou que "esses terramotos deixaram milhares de famílias desabrigadas", mas elogiou a "extraordinária solidariedade" demonstrada pelos venezuelanos, "que estão se apoiando mutuamente nesses momentos extremamente difíceis, mesmo quando eles próprios podem ter pouco".Ochoa alertou ainda que a situação da saúde "irá deteriorar-se rapidamente se os serviços não forem ampliados", acrescentando que "sem higiene e saneamento, as famílias correm o risco de contrair doenças".Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

ONU alerta: Esgota-se período para resgatar sobreviventes na Venezuela

"Várias pessoas foram resgatadas com vida dos escombros, embora o número de mortos continue a aumentar e muitos continuem desaparecidos", declarou a ONU, antes de referir que "o período crítico para resgatar os que ainda estão vivos está a se esgotar", afirmou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

"As operações internacionais de busca e salvamento estão totalmente mobilizadas, com mais de 70 equipas de busca e salvamento e outras equipas especializadas, e mais de 2.300 pessoas a trabalhar lado a lado com as autoridades nacionais" venezuelanas, indicou a agência das Nações Unidas.

O organismo sublinhou que "os parceiros humanitários estão a alargar a ajuda de emergência em saúde, abrigo, água e saneamento e logística, incluindo em La Guaira e outros municípios afetados", insistindo também que "a ONU e outros parceiros humanitários estão a aumentar rapidamente a assistência vital aos sobreviventes".

O OCHA reiterou ainda o seu apelo de emergência por "donativos públicos" para financiar a resposta, um plano gerido pelo escritório da agência na capital, Caracas, que destinou dinheiro ao Fundo Humanitário para a Venezuela com o objetivo de "fornecer ajuda vital, assistência médica, alimentos e abrigo de emergência através de parceiros locais de confiança".

Neste contexto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que "as cenas de devastação na Venezuela são verdadeiramente desoladoras".

"Dadas as necessidades que evoluem rapidamente, o acesso a assistência humanitária urgente será crucial. (...) O sistema das Nações Unidas está a alargar a assistência vital em conjunto com os nossos parceiros e o Governo, e não poupará esforços para apoiar os necessitados", prometeu Guterres.

A organização não-governamental (ONG) Médicos do Mundo enfatizou a necessidade de reforçar os cuidados de saúde primários e garantir a continuidade dos serviços de saúde essenciais para milhares de pessoas que permanecem deslocadas, após uma avaliação inicial das necessidades nas zonas afetadas pelos sismos.

"Numa emergência desta natureza, é essencial que, para além dos cuidados hospitalares, sejam mantidos os serviços básicos de saúde, que são os mais próximos da população", explicou Andrey Escalona, coordenador médico de emergência dos Médicos do Mundo na Venezuela.

"Garantir o acesso a consultas de cuidados primários, medicamentos, cuidados maternos, serviços de saúde mental e cuidados a pessoas com doenças crónicas impede que a crise de saúde se agrave nas próximas semanas", enfatizou a ONG em comunicado.

Neste sentido, a organização Médicos do Mundo informou que, entre as necessidades mais urgentes, estão a reativação dos centros de cuidados primários que ainda estão em condições de funcionar ou que poderiam ser reabertos rapidamente, o acesso contínuo a medicamentos essenciais e o atendimento às pessoas deslocadas que estão a viver em espaços informais.

O Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) apelou a "soluções a longo prazo". Nesse sentido, Beatriz Ochoa, do escritório do NRC para a América Latina, enfatizou que "esses terramotos deixaram milhares de famílias desabrigadas", mas elogiou a "extraordinária solidariedade" demonstrada pelos venezuelanos, "que estão se apoiando mutuamente nesses momentos extremamente difíceis, mesmo quando eles próprios podem ter pouco".

Ochoa alertou ainda que a situação da saúde "irá deteriorar-se rapidamente se os serviços não forem ampliados", acrescentando que "sem higiene e saneamento, as famílias correm o risco de contrair doenças".

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.719 mortos e 5.034 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.