Partidos convergem na valorização do percurso de Cabo Verde

Pela bancada do PAICV, a líder parlamentar, Carla Lima, destacou o legado da geração da independência, sustentando que as prioridades definidas nos primeiros anos da República permitiram criar igualdade de oportunidades para todos os cabo-verdianos."As primeiras escolhas da República compreenderam muito cedo que a liberdade conquistada no plano político só encontraria verdadeiro significado se cada cabo-verdiano tivesse condições para construir o seu próprio futuro. Essa compreensão traduziu-se no investimento na escola pública, na alfabetização, na vacinação, na alimentação escolar, na saúde materno-infantil, na formação de quadros, nas bolsas de estudo e na igualdade de oportunidades, porque era uma geração que acreditava que nenhuma criança devia ver o seu destino determinado pela pobreza da sua família ou pelas circunstâncias da vida. Esta talvez tenha sido a maior conquista da República: transformar direitos formais em oportunidades reais", destacou.Embora reconheça a evolução de alguns indicadores económicos, a parlamentar entende que o crescimento não se traduziu plenamente em melhorias concretas na vida da população."Crescer não é necessariamente transformar. Transformar uma economia é muito mais do que fazê-la crescer. É criar oportunidades para que os jovens encontrem futuro no seu próprio país. É diversificar a riqueza para que o desenvolvimento não dependa de poucos motores. É aumentar a produtividade, fortalecer os setores produtivos e garantir que o crescimento melhore a vida concreta das pessoas. Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muita gente para trás", considerou.Por sua vez, o líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, defendeu que a evolução de Cabo Verde resulta do trabalho desenvolvido por sucessivos governos e gerações, recusando que o desenvolvimento seja atribuído exclusivamente a qualquer força política."Ao longo destes 51 anos, Cabo Verde foi sendo construído. Sob a governação do PAICV alcançámos o estatuto de país de rendimento médio. Sob a governação do MPD elevámos essa categoria. É uma demonstração de que o desenvolvimento nacional não resulta da obra de uma única geração nem de uma única força política. Resulta da capacidade do país de preservar o rumo, fortalecer as suas instituições e prosseguir, com confiança, um projeto nacional de progresso", disse.O líder parlamentar do maior partido da oposição destacou igualmente os principais indicadores económicos e sociais alcançados pelo país."Hoje, Cabo Verde dispõe de reservas externas em níveis históricos, financia cerca de 90 por cento do seu Orçamento do Estado com recursos próprios, regista a maior quantidade de emprego da sua história, recebe mais de um milhão de turistas por ano, atingiu o estatuto de rendimento médio-alto e aproxima-se, de forma consistente, da redução da pobreza extrema. Nenhuma destas conquistas aconteceu por acaso. São resultados do trabalho, da visão e da perseverança de sucessivas gerações de cabo-verdianos", sublinhou.Luís Carlos Silva enalteceu ainda o papel da diáspora e a construção histórica da identidade nacional, considerando que a estabilidade democrática representa "a nossa maior obra política".O presidente e deputado da UCID, João Santos Luís, prestou homenagem aos que lutaram pela independência e aos cabo-verdianos que continuam a contribuir para o desenvolvimento do país, mas alertou que a melhor homenagem ao passado reside na capacidade de honrar esse legado."Ao assinalarmos 51 anos de independência, prestamos homenagem a todos os homens e mulheres que sonharam e construíram esta nação. Os combatentes da liberdade, os construtores da República e todos os cabo-verdianos que, dentro e fora do país, continuam a contribuir para o engrandecimento de Cabo Verde. A melhor homenagem que lhes podemos prestar não reside apenas na celebração do passado. Reside, sobretudo, na capacidade de honrarmos o legado recebido com visão, coragem e responsabilidade para construir o futuro", afirmou.João Santos Luís destacou as conquistas registadas, nomeadamente "a consolidação da democracia pluralista, o fortalecimento das instituições e a afirmação internacional de Cabo Verde como um país estável". Contudo, advertiu que o país continua confrontado com problemas que exigem respostas concretas.Embora reconheça a evolução de alguns indicadores económicos, a parlamentar entende que o crescimento não se traduziu plenamente em melhorias concretas na vida da população."Crescer não é necessariamente transformar. Transformar uma economia é muito mais do que fazê-la crescer. É criar oportunidades para que os jovens encontrem futuro no seu próprio país. É diversificar a riqueza para que o desenvolvimento não dependa de poucos motores. É aumentar a produtividade, fortalecer os setores produtivos e garantir que o crescimento melhore a vida concreta das pessoas. Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muita gente para trás", considerou.A sessão solene ficou marcada por uma homenagem unânime aos Tub

Partidos convergem na valorização do percurso de Cabo Verde

Pela bancada do PAICV, a líder parlamentar, Carla Lima, destacou o legado da geração da independência, sustentando que as prioridades definidas nos primeiros anos da República permitiram criar igualdade de oportunidades para todos os cabo-verdianos.

"As primeiras escolhas da República compreenderam muito cedo que a liberdade conquistada no plano político só encontraria verdadeiro significado se cada cabo-verdiano tivesse condições para construir o seu próprio futuro. Essa compreensão traduziu-se no investimento na escola pública, na alfabetização, na vacinação, na alimentação escolar, na saúde materno-infantil, na formação de quadros, nas bolsas de estudo e na igualdade de oportunidades, porque era uma geração que acreditava que nenhuma criança devia ver o seu destino determinado pela pobreza da sua família ou pelas circunstâncias da vida. Esta talvez tenha sido a maior conquista da República: transformar direitos formais em oportunidades reais", destacou.

Embora reconheça a evolução de alguns indicadores económicos, a parlamentar entende que o crescimento não se traduziu plenamente em melhorias concretas na vida da população.

"Crescer não é necessariamente transformar. Transformar uma economia é muito mais do que fazê-la crescer. É criar oportunidades para que os jovens encontrem futuro no seu próprio país. É diversificar a riqueza para que o desenvolvimento não dependa de poucos motores. É aumentar a produtividade, fortalecer os setores produtivos e garantir que o crescimento melhore a vida concreta das pessoas. Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muita gente para trás", considerou.

Por sua vez, o líder parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, defendeu que a evolução de Cabo Verde resulta do trabalho desenvolvido por sucessivos governos e gerações, recusando que o desenvolvimento seja atribuído exclusivamente a qualquer força política.

"Ao longo destes 51 anos, Cabo Verde foi sendo construído. Sob a governação do PAICV alcançámos o estatuto de país de rendimento médio. Sob a governação do MPD elevámos essa categoria. É uma demonstração de que o desenvolvimento nacional não resulta da obra de uma única geração nem de uma única força política. Resulta da capacidade do país de preservar o rumo, fortalecer as suas instituições e prosseguir, com confiança, um projeto nacional de progresso", disse.

O líder parlamentar do maior partido da oposição destacou igualmente os principais indicadores económicos e sociais alcançados pelo país.

"Hoje, Cabo Verde dispõe de reservas externas em níveis históricos, financia cerca de 90 por cento do seu Orçamento do Estado com recursos próprios, regista a maior quantidade de emprego da sua história, recebe mais de um milhão de turistas por ano, atingiu o estatuto de rendimento médio-alto e aproxima-se, de forma consistente, da redução da pobreza extrema. Nenhuma destas conquistas aconteceu por acaso. São resultados do trabalho, da visão e da perseverança de sucessivas gerações de cabo-verdianos", sublinhou.

Luís Carlos Silva enalteceu ainda o papel da diáspora e a construção histórica da identidade nacional, considerando que a estabilidade democrática representa "a nossa maior obra política".

O presidente e deputado da UCID, João Santos Luís, prestou homenagem aos que lutaram pela independência e aos cabo-verdianos que continuam a contribuir para o desenvolvimento do país, mas alertou que a melhor homenagem ao passado reside na capacidade de honrar esse legado.

"Ao assinalarmos 51 anos de independência, prestamos homenagem a todos os homens e mulheres que sonharam e construíram esta nação. Os combatentes da liberdade, os construtores da República e todos os cabo-verdianos que, dentro e fora do país, continuam a contribuir para o engrandecimento de Cabo Verde. A melhor homenagem que lhes podemos prestar não reside apenas na celebração do passado. Reside, sobretudo, na capacidade de honrarmos o legado recebido com visão, coragem e responsabilidade para construir o futuro", afirmou.

João Santos Luís destacou as conquistas registadas, nomeadamente "a consolidação da democracia pluralista, o fortalecimento das instituições e a afirmação internacional de Cabo Verde como um país estável". Contudo, advertiu que o país continua confrontado com problemas que exigem respostas concretas.

Embora reconheça a evolução de alguns indicadores económicos, a parlamentar entende que o crescimento não se traduziu plenamente em melhorias concretas na vida da população.

"Crescer não é necessariamente transformar. Transformar uma economia é muito mais do que fazê-la crescer. É criar oportunidades para que os jovens encontrem futuro no seu próprio país. É diversificar a riqueza para que o desenvolvimento não dependa de poucos motores. É aumentar a produtividade, fortalecer os setores produtivos e garantir que o crescimento melhore a vida concreta das pessoas. Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muita gente para trás", considerou.

A sessão solene ficou marcada por uma homenagem unânime aos Tubarões Azuis, cujo percurso histórico no Campeonato do Mundo de Futebol foi apontado pelos três partidos como motivo de orgulho nacional e " exemplo de determinação, união e afirmação de Cabo Verde no panorama internacional".