​PTS defende debate sobre segurança e protecção dos comerciantes

Numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, 03, na Cidade da Praia, a presidente do PTS, Jónica Brito Tavares disse que está a acompanhar com profunda preocupação os acontecimentos relacionados com o incêndio que destruiu bens, mercadorias e instrumentos de trabalho pertencentes a dezenas de rabidantes e comerciantes, afectando directamente famílias que dependem diariamente desta actividade para o seu sustento.Segundo Jónica Brito Tavares, o incêndio de Ponta Belém não deve ser analisado apenas como um incidente isolado e que este acontecimento trouxe à superfície um conjunto de questões estruturais que merecem reflexão séria por parte das autoridades, dos partidos políticos, das instituições públicas e da sociedade cabo-verdiana.“Segundo as informações tornadas públicas, no momento em que o incêndio ocorreu, os serviços de emergência encontravam-se igualmente empenhados noutras ocorrências graves, nomeadamente um incêndio no Aterro Municipal da Praia e um acidente rodoviário em Vale da Custa, do qual resultaram duas vítimas mortais. Esta informação merece uma reflexão profunda”, refere.Jónica Brito Tavares sublinha que a questão não é saber se os bombeiros fizeram ou não o seu trabalho. “Tudo indica que fizeram o melhor que estava ao seu alcance perante as circunstâncias existentes. A verdadeira questão é outra: estará a Cidade da Praia preparada para responder eficazmente quando duas, três ou quatro emergências graves ocorrem simultaneamente?”.A presidente do PTS questionou que capacidade de reserva possui actualmente o sistema de emergência da capital, e que meios humanos e materiais existem para garantir uma resposta rápida quando diferentes incidentes acontecem ao mesmo tempo.“E se, naquele mesmo momento, tivesse ocorrido um incêndio numa escola, num hospital, numa unidade industrial ou num edifício habitacional densamente ocupado? Estas não são perguntas dirigidas contra qualquer instituição. São perguntas que devem preocupar todos os cabo-verdianos”, questiona.Neste sentido, disse que este é também o momento adequado para discutir mecanismos permanentes de protecção social e económica destinados aos pequenos comerciantes, incluindo instrumentos de apoio em situações de catástrofe, incêndio ou perda de mercadorias.Por outro lado, mostrou a sua solidariedade para com todas as pessoas afectadas. “Nenhuma família deveria ver desaparecer, em poucas horas, o resultado de anos de esforço, sacrifício e dedicação”.Jónica Brito Tavares manifestou também o reconhecimento aos bombeiros, aos agentes da Protecção Civil, às forças de segurança, aos municípios que prestaram apoio, aos profissionais envolvidos nas operações de socorro e aos cidadãos que se mobilizaram para ajudar no combate às chamas.“Reconhecemos ainda os apoios anunciados pela Câmara Municipal da Praia às comerciantes afectadas. Entendemos que qualquer medida destinada a aliviar os prejuízos sofridos pelas famílias merece consideração e valorização”, aponta.

​PTS defende debate sobre segurança e protecção dos comerciantes

Numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, 03, na Cidade da Praia, a presidente do PTS, Jónica Brito Tavares disse que está a acompanhar com profunda preocupação os acontecimentos relacionados com o incêndio que destruiu bens, mercadorias e instrumentos de trabalho pertencentes a dezenas de rabidantes e comerciantes, afectando directamente famílias que dependem diariamente desta actividade para o seu sustento.

Segundo Jónica Brito Tavares, o incêndio de Ponta Belém não deve ser analisado apenas como um incidente isolado e que este acontecimento trouxe à superfície um conjunto de questões estruturais que merecem reflexão séria por parte das autoridades, dos partidos políticos, das instituições públicas e da sociedade cabo-verdiana.

“Segundo as informações tornadas públicas, no momento em que o incêndio ocorreu, os serviços de emergência encontravam-se igualmente empenhados noutras ocorrências graves, nomeadamente um incêndio no Aterro Municipal da Praia e um acidente rodoviário em Vale da Custa, do qual resultaram duas vítimas mortais. Esta informação merece uma reflexão profunda”, refere.

Jónica Brito Tavares sublinha que a questão não é saber se os bombeiros fizeram ou não o seu trabalho. “Tudo indica que fizeram o melhor que estava ao seu alcance perante as circunstâncias existentes. A verdadeira questão é outra: estará a Cidade da Praia preparada para responder eficazmente quando duas, três ou quatro emergências graves ocorrem simultaneamente?”.

A presidente do PTS questionou que capacidade de reserva possui actualmente o sistema de emergência da capital, e que meios humanos e materiais existem para garantir uma resposta rápida quando diferentes incidentes acontecem ao mesmo tempo.

“E se, naquele mesmo momento, tivesse ocorrido um incêndio numa escola, num hospital, numa unidade industrial ou num edifício habitacional densamente ocupado? Estas não são perguntas dirigidas contra qualquer instituição. São perguntas que devem preocupar todos os cabo-verdianos”, questiona.

Neste sentido, disse que este é também o momento adequado para discutir mecanismos permanentes de protecção social e económica destinados aos pequenos comerciantes, incluindo instrumentos de apoio em situações de catástrofe, incêndio ou perda de mercadorias.

Por outro lado, mostrou a sua solidariedade para com todas as pessoas afectadas. “Nenhuma família deveria ver desaparecer, em poucas horas, o resultado de anos de esforço, sacrifício e dedicação”.

Jónica Brito Tavares manifestou também o reconhecimento aos bombeiros, aos agentes da Protecção Civil, às forças de segurança, aos municípios que prestaram apoio, aos profissionais envolvidos nas operações de socorro e aos cidadãos que se mobilizaram para ajudar no combate às chamas.

“Reconhecemos ainda os apoios anunciados pela Câmara Municipal da Praia às comerciantes afectadas. Entendemos que qualquer medida destinada a aliviar os prejuízos sofridos pelas famílias merece consideração e valorização”, aponta.