António Brochado Correia, Presidente da PwC: “A incerteza deixou de ser uma excepção”
“Celebrar 30 anos de presença em Cabo Verde é, acima de tudo, celebrar uma história de confiança construída com o país, com as suas instituições e com o seu tecido empresarial”, diz António Brochado Correia.A PwC em Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique conta com mais de 70 parceiros e com mais de 2.500 colaboradores permanentes distribuídos pelos escritórios da Cidade da Praia, Lisboa, Porto, Coimbra, Funchal, Luanda e Maputo e ao longo dos últimos 30 anos, acompanhou de perto a evolução económica e institucional do país, participando em vários dos processos de transformação.“Destacamos, em concreto, o apoio a sucessivas reformas nos sectores público e privado, a participação em projetos estruturantes de modernização institucional, o desenvolvimento do mercado empresarial cabo-verdiano e a formação de várias gerações de profissionais altamente qualificados”, sublinha o presidente da PwC.Actualmente, a PwC Cabo Verde conta com cerca de 30 colaboradores de nacionalidade cabo-verdiana, que desenvolvem a sua actividade nas áreas de auditoria, consultoria, fiscalidade e tecnologia.Sobre a maneira como a PwC se adaptou às mudanças económicas, políticas e sociais em Cabo Verde, António Brochado Correia explica que a empresa “acompanhou essa evolução investindo continuamente na actualização das suas competências, na diversificação dos serviços prestados e na incorporação das melhores práticas globais, sempre com uma forte compreensão da realidade local. A combinação entre conhecimento internacional e proximidade ao mercado cabo-verdiano tem sido um dos factores do nosso sucesso”, realça.“A economia tornou-se mais integrada internacionalmente, as exigências regulatórias e de transparência aumentaram, a tecnologia alterou a forma como as organizações operam e as expectativas dos cidadãos, dos investidores e dos clientes tornaram-se mais elevadas”, continua o presidente da PwC. “Ao mesmo tempo, continuamos a valorizar aquilo que não muda: a confiança, a independência, o rigor, a qualidade técnica e a proximidade com os clientes”.O futuro complexoOs actuais tempos de incerteza tornam mais complexa a gestão dos governos, das empresas, dos caminhos e das estratégias a seguir. Segundo o responsável da PwC, “a incerteza deixou de ser uma excepção para se tornar uma característica estrutural do contexto económico global”. A instabilidade geopolítica, a aceleração tecnológica, as alterações nas cadeias de valor e os riscos climáticos criam um ambiente cada vez mais complexo para governos, organizações e investidores. “Neste contexto”, explica Brochado Correia, “a resposta passa por combinar visão estratégica com agilidade e capacidade de adaptação”.“As organizações mais resilientes não são necessariamente aquelas que conseguem prever o futuro com maior precisão, mas sim as que estão melhor preparadas para responder a diferentes cenários. Isso implica investir em planeamento, gestão de risco, talento, inovação, tecnologia e numa cultura organizacional capaz de se adaptar à mudança”, diz ao Expresso das Ilhas o presidente da PwC.Para as empresas, isso significa conhecer profundamente os seus mercados, reforçar a produtividade, diversificar riscos e utilizar informação fiável para suportar a tomada de decisão. Para os governos, significa manter instituições sólidas, gerir os recursos públicos com rigor, definir prioridades estratégicas claras e criar condições que promovam o investimento, a inovação e a iniciativa privada.“No caso de Cabo Verde”, afirma Brochado Correia, “esta realidade assume uma relevância ainda maior. Enquanto pequeno Estado insular, o país está particularmente exposto a choques externos, sejam eles económicos, geopolíticos ou climáticos. Por isso, a construção de resiliência deve continuar a assentar na diversificação da economia, na qualificação do capital humano, no reforço da segurança energética e alimentar, na transformação digital e na capacidade de mobilizar parcerias e investimento para o desenvolvimento”.“Em última análise, navegar com sucesso num contexto de incerteza exige preparação, capacidade de execução e confiança. Mais do que reagir à mudança, o desafio é antecipar tendências, transformar riscos em oportunidades e tomar decisões que conciliem a resposta ao presente com uma visão clara de longo prazo”, reforça o presidente da PwC.Sobre as expectativas da PwC para os próximos anos em Cabo Verde, António Brochado Correia refere que “somos muito otimistas. O país reúne atributos diferenciadores que lhe permitem encarar o futuro com confiança: estabilidade institucional, localização estratégica no Atlântico, forte ligação à diáspora, crescente qualificação dos recursos humanos e uma reconhecida abertura ao investimento e à cooperação internacional”.“Acreditamos que os próximos anos poderão ser marcados por um novo ciclo de oportunidades associado à economia azul, ao turismo sustentável, à transformação digital, às energias renováveis, ao desenvolvimento de serviços de elevado valor acrescen
“Celebrar 30 anos de presença em Cabo Verde é, acima de tudo, celebrar uma história de confiança construída com o país, com as suas instituições e com o seu tecido empresarial”, diz António Brochado Correia.
A PwC em Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique conta com mais de 70 parceiros e com mais de 2.500 colaboradores permanentes distribuídos pelos escritórios da Cidade da Praia, Lisboa, Porto, Coimbra, Funchal, Luanda e Maputo e ao longo dos últimos 30 anos, acompanhou de perto a evolução económica e institucional do país, participando em vários dos processos de transformação.
“Destacamos, em concreto, o apoio a sucessivas reformas nos sectores público e privado, a participação em projetos estruturantes de modernização institucional, o desenvolvimento do mercado empresarial cabo-verdiano e a formação de várias gerações de profissionais altamente qualificados”, sublinha o presidente da PwC.
Actualmente, a PwC Cabo Verde conta com cerca de 30 colaboradores de nacionalidade cabo-verdiana, que desenvolvem a sua actividade nas áreas de auditoria, consultoria, fiscalidade e tecnologia.
Sobre a maneira como a PwC se adaptou às mudanças económicas, políticas e sociais em Cabo Verde, António Brochado Correia explica que a empresa “acompanhou essa evolução investindo continuamente na actualização das suas competências, na diversificação dos serviços prestados e na incorporação das melhores práticas globais, sempre com uma forte compreensão da realidade local. A combinação entre conhecimento internacional e proximidade ao mercado cabo-verdiano tem sido um dos factores do nosso sucesso”, realça.
“A economia tornou-se mais integrada internacionalmente, as exigências regulatórias e de transparência aumentaram, a tecnologia alterou a forma como as organizações operam e as expectativas dos cidadãos, dos investidores e dos clientes tornaram-se mais elevadas”, continua o presidente da PwC. “Ao mesmo tempo, continuamos a valorizar aquilo que não muda: a confiança, a independência, o rigor, a qualidade técnica e a proximidade com os clientes”.
O futuro complexo
Os actuais tempos de incerteza tornam mais complexa a gestão dos governos, das empresas, dos caminhos e das estratégias a seguir. Segundo o responsável da PwC, “a incerteza deixou de ser uma excepção para se tornar uma característica estrutural do contexto económico global”.
A instabilidade geopolítica, a aceleração tecnológica, as alterações nas cadeias de valor e os riscos climáticos criam um ambiente cada vez mais complexo para governos, organizações e investidores. “Neste contexto”, explica Brochado Correia, “a resposta passa por combinar visão estratégica com agilidade e capacidade de adaptação”.
“As organizações mais resilientes não são necessariamente aquelas que conseguem prever o futuro com maior precisão, mas sim as que estão melhor preparadas para responder a diferentes cenários. Isso implica investir em planeamento, gestão de risco, talento, inovação, tecnologia e numa cultura organizacional capaz de se adaptar à mudança”, diz ao Expresso das Ilhas o presidente da PwC.
Para as empresas, isso significa conhecer profundamente os seus mercados, reforçar a produtividade, diversificar riscos e utilizar informação fiável para suportar a tomada de decisão. Para os governos, significa manter instituições sólidas, gerir os recursos públicos com rigor, definir prioridades estratégicas claras e criar condições que promovam o investimento, a inovação e a iniciativa privada.
“No caso de Cabo Verde”, afirma Brochado Correia, “esta realidade assume uma relevância ainda maior. Enquanto pequeno Estado insular, o país está particularmente exposto a choques externos, sejam eles económicos, geopolíticos ou climáticos. Por isso, a construção de resiliência deve continuar a assentar na diversificação da economia, na qualificação do capital humano, no reforço da segurança energética e alimentar, na transformação digital e na capacidade de mobilizar parcerias e investimento para o desenvolvimento”.
“Em última análise, navegar com sucesso num contexto de incerteza exige preparação, capacidade de execução e confiança. Mais do que reagir à mudança, o desafio é antecipar tendências, transformar riscos em oportunidades e tomar decisões que conciliem a resposta ao presente com uma visão clara de longo prazo”, reforça o presidente da PwC.
Sobre as expectativas da PwC para os próximos anos em Cabo Verde, António Brochado Correia refere que “somos muito otimistas. O país reúne atributos diferenciadores que lhe permitem encarar o futuro com confiança: estabilidade institucional, localização estratégica no Atlântico, forte ligação à diáspora, crescente qualificação dos recursos humanos e uma reconhecida abertura ao investimento e à cooperação internacional”.
“Acreditamos que os próximos anos poderão ser marcados por um novo ciclo de oportunidades associado à economia azul, ao turismo sustentável, à transformação digital, às energias renováveis, ao desenvolvimento de serviços de elevado valor acrescentado e ao reforço das ligações com parceiros multilaterais e investidores internacionais. Cabo Verde tem condições para afirmar cada vez mais o seu papel como ponte entre África, Europa e Américas e como uma plataforma de talento, serviços e conhecimento com projeção global”, conclui o presidente da PwC.