Brasil e São Tomé e Príncipe concorrem a sítios do Património Mundial

O Brasil concorre à lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na categoria Sítios Culturais, com os "Teatros da Amazónia".Na mesma categoria, São Tomé e Príncipe concorre com "As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada".Segundo a UNESCO, na 48.ª sessão do Comité do Património Mundial será examinada, entre outras questões, a inscrição de 30 novos sítios na lista do Património Mundial, assim como propostas relativas a três sítios já inscritos. Além disso, refere a UNESCO, "será avaliado o estado de conservação de 147 sítios já incluídos nesta lista".Na sua candidatura, o Brasil invoca que tanto o teatro Amazonas (teatro do Amazonas) como o teatro da Paz, construídos no final do século XIX e que estão localizados na Amazónia brasileira, nas cidades de Manaus e Belém, respetivamente, "são monumentos importantes situados nos dois maiores centros urbanos da região, símbolos do 'boom' económico alcançado" e representado por um modelo de civilização europeia "reproduzido nos trópicos devido ao ciclo da borracha na América do Sul".Os responsáveis da candidatura brasileira referem que, em termos de autenticidade, "os teatros da Amazónia preservam, até aos dias de hoje, as suas características tipológicas e morfológicas referentes ao final do século XIX e início do século XX, mantendo ainda a sua posição de destaque na área urbana em que se encontram. Além disso, a profusão de elementos decorativos integrados e sumptuosos contribui para a magnificência de ambos os edifícios, podendo-se perceber o efeito deslumbrante que provocam".Por seu turno, São Tomé e Príncipe invoca, na sua candidatura, denominada "As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada", que o período de implantação das roças no país começou com a introdução da monocultura do cacau e do café no século XIX.Segundo a candidatura, esse período surgiu como um centro de produção agrícola histórico colonial, "semelhante ao sistema feudal, cujo processo de produção se realizava através do trabalho forçado, onde a mão-de-obra provinha de vários países da costa africana, nomeadamente Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Benim, Congo e Serra Leoa".Para os responsáveis da candidatura são-tomense, a "roça", que atingiu o seu auge no final do século XIX e início do século XX, refere-se a um sistema agrário e social de propriedade rural, marcado pela monocultura do cacau e do café.Em termos de autenticidade, "em Sundy, Monte Café, Agua-lzé, as infraestruturas urbanas, arquitetónicas e sociais têm atributos como hospitais, creches, escolas, igrejas e infraestruturas recreativas que não foram recriadas ou recentemente construídas".Na lista das propostas de inscrição que serão analisadas na Coreia do Sul, Portugal concorre na categoria sítio cultural com as "Fortalezas bastiônicas da Raia".Também nessa categoria, concorrem, além de São Tomé e Príncipe, mais dois países africanos: a República Democrática do Congo, com o "Parque Nacional de Garamba", e as Comores, com "As medinas dos Sultanatos históricos das Comores".Na categoria sítios naturais, o Sudão do Sul candidata-se com a "Paisagem Migratória Boma-Badingilo".Até à data, o Comité do Património Mundial inscreveu 1.248 sítios em 170 países na lista do Património Mundial.Segundo a UNESCO, a classificação como Património Mundial permite reconhecer e proteger sítios de valor universal excecional - sejam eles naturais, culturais ou mistos - e "compromete os Estados membros a preservar estes locais emblemáticos".

Brasil e São Tomé e Príncipe concorrem a sítios do Património Mundial

O Brasil concorre à lista do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), na categoria Sítios Culturais, com os "Teatros da Amazónia".

Na mesma categoria, São Tomé e Príncipe concorre com "As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada".

Segundo a UNESCO, na 48.ª sessão do Comité do Património Mundial será examinada, entre outras questões, a inscrição de 30 novos sítios na lista do Património Mundial, assim como propostas relativas a três sítios já inscritos. Além disso, refere a UNESCO, "será avaliado o estado de conservação de 147 sítios já incluídos nesta lista".

Na sua candidatura, o Brasil invoca que tanto o teatro Amazonas (teatro do Amazonas) como o teatro da Paz, construídos no final do século XIX e que estão localizados na Amazónia brasileira, nas cidades de Manaus e Belém, respetivamente, "são monumentos importantes situados nos dois maiores centros urbanos da região, símbolos do 'boom' económico alcançado" e representado por um modelo de civilização europeia "reproduzido nos trópicos devido ao ciclo da borracha na América do Sul".

Os responsáveis da candidatura brasileira referem que, em termos de autenticidade, "os teatros da Amazónia preservam, até aos dias de hoje, as suas características tipológicas e morfológicas referentes ao final do século XIX e início do século XX, mantendo ainda a sua posição de destaque na área urbana em que se encontram. Além disso, a profusão de elementos decorativos integrados e sumptuosos contribui para a magnificência de ambos os edifícios, podendo-se perceber o efeito deslumbrante que provocam".

Por seu turno, São Tomé e Príncipe invoca, na sua candidatura, denominada "As roças de São Tomé e Príncipe: Sistema colonial agrícola e migração forçada", que o período de implantação das roças no país começou com a introdução da monocultura do cacau e do café no século XIX.

Segundo a candidatura, esse período surgiu como um centro de produção agrícola histórico colonial, "semelhante ao sistema feudal, cujo processo de produção se realizava através do trabalho forçado, onde a mão-de-obra provinha de vários países da costa africana, nomeadamente Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde, Benim, Congo e Serra Leoa".

Para os responsáveis da candidatura são-tomense, a "roça", que atingiu o seu auge no final do século XIX e início do século XX, refere-se a um sistema agrário e social de propriedade rural, marcado pela monocultura do cacau e do café.

Em termos de autenticidade, "em Sundy, Monte Café, Agua-lzé, as infraestruturas urbanas, arquitetónicas e sociais têm atributos como hospitais, creches, escolas, igrejas e infraestruturas recreativas que não foram recriadas ou recentemente construídas".

Na lista das propostas de inscrição que serão analisadas na Coreia do Sul, Portugal concorre na categoria sítio cultural com as "Fortalezas bastiônicas da Raia".

Também nessa categoria, concorrem, além de São Tomé e Príncipe, mais dois países africanos: a República Democrática do Congo, com o "Parque Nacional de Garamba", e as Comores, com "As medinas dos Sultanatos históricos das Comores".

Na categoria sítios naturais, o Sudão do Sul candidata-se com a "Paisagem Migratória Boma-Badingilo".

Até à data, o Comité do Património Mundial inscreveu 1.248 sítios em 170 países na lista do Património Mundial.

Segundo a UNESCO, a classificação como Património Mundial permite reconhecer e proteger sítios de valor universal excecional - sejam eles naturais, culturais ou mistos - e "compromete os Estados membros a preservar estes locais emblemáticos".