Militares no poder na Guiné-Bissau acusam Chapo de "falta de moral"

A posição consta de um comunicado de reação às declarações do chefe de Estado moçambicano que, na sexta-feira, condenou a prisão do opositor guineense, Domingos Simões Pereira, e defendeu que "situações como esta não devem acontecer no seio da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa]".No comunicado divulgado hoje, o Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau considera "um ridículo sem precedentes que Daniel Chapo tente apontar o dedo à Guiné-Bissau quando o seu próprio país, Moçambique, está a ferro e fogo, dilacerado por uma guerrilha sangrenta e pelo terrorismo que a sua administração é incapaz de resolver"."Um governante que não consegue garantir a segurança, a ordem e a paz dos seus próprios cidadãos deveria ter a decência de se fechar no seu palácio e trabalhar, em vez de meter o nariz nos assuntos de um Estado soberano e estável como a Guiné-Bissau", lê-se no comunicado. Os militares acrescentam que "a Guiné-Bissau recusa liminarmente lições de moral e de democracia vindas de quem carece de estofo, legitimidade e autoridade moral".O comunicado recorda ainda o que os militares guineenses classificam como "a humilhação internacional sofrida por Daniel Chapo" na cerimónia de tomada de posse como Presidente de Moçambique. "Toda a CPLP lhe virou as costas [...]. O único que teve a dignidade e coragem de lá estar, estendendo a mão ao povo moçambicano numa altura em que as ruas ainda ecoavam com tiros, caos e forte contestação popular, foi o Presidente da Guiné-Bissau", concretiza.Os militares tomaram o poder na Guiné-Bissau num golpe de Estado, em novembro de 2025, que interrompeu as eleições gerais.Anunciaram um período de transição de um ano e marcaram novas eleições para 06 de dezembro.A Guiné-Bissau, que tinha a presidência da CPLP, foi suspensa da organização e as relações com a Comunidade têm sido tensas, assim como com Estados-membros que tomam posições sobre a situação política guineense, nomeadamente Portugal, Timor-Leste, Cabo Verde e, agora, Moçambique. A CPLP é a única organização internacional de que a Guiné-Bissau faz parte que ainda não enviou uma missão de bons ofícios ao país, desde o golpe de Estado. 

Militares no poder na Guiné-Bissau acusam Chapo de "falta de moral"

A posição consta de um comunicado de reação às declarações do chefe de Estado moçambicano que, na sexta-feira, condenou a prisão do opositor guineense, Domingos Simões Pereira, e defendeu que "situações como esta não devem acontecer no seio da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa]".

No comunicado divulgado hoje, o Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau considera "um ridículo sem precedentes que Daniel Chapo tente apontar o dedo à Guiné-Bissau quando o seu próprio país, Moçambique, está a ferro e fogo, dilacerado por uma guerrilha sangrenta e pelo terrorismo que a sua administração é incapaz de resolver".

"Um governante que não consegue garantir a segurança, a ordem e a paz dos seus próprios cidadãos deveria ter a decência de se fechar no seu palácio e trabalhar, em vez de meter o nariz nos assuntos de um Estado soberano e estável como a Guiné-Bissau", lê-se no comunicado.

Os militares acrescentam que "a Guiné-Bissau recusa liminarmente lições de moral e de democracia vindas de quem carece de estofo, legitimidade e autoridade moral".

O comunicado recorda ainda o que os militares guineenses classificam como "a humilhação internacional sofrida por Daniel Chapo" na cerimónia de tomada de posse como Presidente de Moçambique.

"Toda a CPLP lhe virou as costas [...]. O único que teve a dignidade e coragem de lá estar, estendendo a mão ao povo moçambicano numa altura em que as ruas ainda ecoavam com tiros, caos e forte contestação popular, foi o Presidente da Guiné-Bissau", concretiza.

Os militares tomaram o poder na Guiné-Bissau num golpe de Estado, em novembro de 2025, que interrompeu as eleições gerais.

Anunciaram um período de transição de um ano e marcaram novas eleições para 06 de dezembro.

A Guiné-Bissau, que tinha a presidência da CPLP, foi suspensa da organização e as relações com a Comunidade têm sido tensas, assim como com Estados-membros que tomam posições sobre a situação política guineense, nomeadamente Portugal, Timor-Leste, Cabo Verde e, agora, Moçambique.

A CPLP é a única organização internacional de que a Guiné-Bissau faz parte que ainda não enviou uma missão de bons ofícios ao país, desde o golpe de Estado.