Ministro dos Transportes admite todos os cenários para a TACV e reforça aposta no sector marítimo
João do Carmo Brito Soares fez estas declarações à comunicação social na cidade da Praia, no âmbito de uma visita de trabalho que o governante manteve com entidades fundamentais dos sectores sob a sua tutela.Durante um balanço da visita ao Banco Mundial e à Unidade de Gestão de Projectos Especiais (UGPE), o governante destacou o financiamento para investimentos na Cabnave, o reforço da regulação do sector e a necessidade de encontrar uma solução sustentável para a Cabo Verde Airlines.Para o sector aéreo reconheceu que a realidade é diferente, classificando como "muito crítica" a situação financeira da Cabo Verde Airlines.Segundo afirmou, a empresa vive permanentemente numa situação financeira “negativa”, razão pela qual o Governo irá promover estudos para analisar todos os cenários possíveis.Entre as opções apontadas estão uma reestruturação profunda da empresa, o estabelecimento de parcerias estratégicas ou a entrada de investidores, a redefinição do modelo de negócio e, apenas como último recurso, um eventual processo de liquidação.O Governante sublinhou que seria irresponsável falar apenas da liquidação da companhia sem analisar previamente outras alternativas, mas considerou igualmente irresponsável manter a empresa nas actuais condições.“Seria irresponsabilidade nossa falar, neste momento, exclusivamente da liquidação da empresa, mas seria mais responsabilidade ainda dizer que temos de continuar com a empresa nestas condições”, afirmou o ministro.Disse ainda que o Estado não consegue continuar a suportar uma empresa que necessita de cerca de três milhões de euros por mês para fazer face aos seus custos.Garantiu, contudo, que qualquer decisão será tomada com responsabilidade, procurando proteger os trabalhadores tanto quanto possível e assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais.Questionado sobre o eventual impacto político de uma decisão desta natureza, o ministro reiterou que o Governo dará prioridade aos interesses do país e do Tesouro Público, insistindo que a liquidação será apenas o último cenário a ser ponderado.“Como disse, o cenário da liquidação será o último cenário que vamos colocar sob a mesa, vamos analisar outros cenários antes do limite pensado na liquidação”, garantiu João do Carmo.O ministro disse ainda que o Governo pretende acelerar os investimentos na Cabnave, dando prioridade ao financiamento dos estudos para a construção da nova rampa.Segundo explicou, a UGPE considera existirem condições para o arranque dos estudos iniciais, acrescentando que o executivo deixa a Praia satisfeito com os avanços registados e determinado em dar seguimento ao processo.João do Carmo revelou ainda que o Governo tem recebido vários armadores nacionais de cabotagem interessados em investir no sector marítimo, assegurando que o mercado dos transportes marítimos de carga e passageiros é aberto.Apesar de existir uma concessão exclusiva em vigor, João do Carmo garantiu que os armadores nacionais interessados em investir poderão contar com o apoio do Governo.
João do Carmo Brito Soares fez estas declarações à comunicação social na cidade da Praia, no âmbito de uma visita de trabalho que o governante manteve com entidades fundamentais dos sectores sob a sua tutela.
Durante um balanço da visita ao Banco Mundial e à Unidade de Gestão de Projectos Especiais (UGPE), o governante destacou o financiamento para investimentos na Cabnave, o reforço da regulação do sector e a necessidade de encontrar uma solução sustentável para a Cabo Verde Airlines.
Para o sector aéreo reconheceu que a realidade é diferente, classificando como "muito crítica" a situação financeira da Cabo Verde Airlines.
Segundo afirmou, a empresa vive permanentemente numa situação financeira “negativa”, razão pela qual o Governo irá promover estudos para analisar todos os cenários possíveis.
Entre as opções apontadas estão uma reestruturação profunda da empresa, o estabelecimento de parcerias estratégicas ou a entrada de investidores, a redefinição do modelo de negócio e, apenas como último recurso, um eventual processo de liquidação.
O Governante sublinhou que seria irresponsável falar apenas da liquidação da companhia sem analisar previamente outras alternativas, mas considerou igualmente irresponsável manter a empresa nas actuais condições.
“Seria irresponsabilidade nossa falar, neste momento, exclusivamente da liquidação da empresa, mas seria mais responsabilidade ainda dizer que temos de continuar com a empresa nestas condições”, afirmou o ministro.
Disse ainda que o Estado não consegue continuar a suportar uma empresa que necessita de cerca de três milhões de euros por mês para fazer face aos seus custos.
Garantiu, contudo, que qualquer decisão será tomada com responsabilidade, procurando proteger os trabalhadores tanto quanto possível e assegurar a continuidade dos serviços considerados essenciais.
Questionado sobre o eventual impacto político de uma decisão desta natureza, o ministro reiterou que o Governo dará prioridade aos interesses do país e do Tesouro Público, insistindo que a liquidação será apenas o último cenário a ser ponderado.
“Como disse, o cenário da liquidação será o último cenário que vamos colocar sob a mesa, vamos analisar outros cenários antes do limite pensado na liquidação”, garantiu João do Carmo.
O ministro disse ainda que o Governo pretende acelerar os investimentos na Cabnave, dando prioridade ao financiamento dos estudos para a construção da nova rampa.
Segundo explicou, a UGPE considera existirem condições para o arranque dos estudos iniciais, acrescentando que o executivo deixa a Praia satisfeito com os avanços registados e determinado em dar seguimento ao processo.
João do Carmo revelou ainda que o Governo tem recebido vários armadores nacionais de cabotagem interessados em investir no sector marítimo, assegurando que o mercado dos transportes marítimos de carga e passageiros é aberto.
Apesar de existir uma concessão exclusiva em vigor, João do Carmo garantiu que os armadores nacionais interessados em investir poderão contar com o apoio do Governo.
