Trabalho do Fórum de Macau complementa objetivos, diz responsável

Ji Xianzheng sublinhou, em declarações envidas por escrito à Lusa a propósito dos 30 anos da CPLP, que o reforço do papel da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) como plataforma de serviços para a cooperação comercial "aproxima os países lusófonos entre si e abre novos caminhos de articulação com a China", destacando que mantêm "contactos diretos com o secretariado-executivo da CPLP".O responsável recordou que a Conferência Ministerial do Fórum de Macau conta regularmente com a presença do secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como convidado e que o Secretariado Permanente tem recebido visitas da Confederação Empresarial da CPLP."Embora não exista um mecanismo formal de ligação institucional, na prática desenvolvemos esforços complementares que trazem benefícios concretos", afirmou Ji.Sobre uma eventual aproximação institucional mais estruturada, frisou que "depende, antes de mais, das opiniões e da vontade dos 10 participantes do Fórum -- a China e os nove países de língua portuguesa". Ainda assim, garantiu que o Fórum acompanha "com interesse todas as iniciativas que possam reforçar a cooperação económica e comercial entre os Países de Língua Portuguesa e a China".A China estabeleceu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa (Fórum de Macau).O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau).O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. A Guiné-Bissau está atualmente suspensa de todas as atividades da CPLP devido ao golpe de Estado de novembro de 2025, mas mantém-se como membro do Fórum."Através dos serviços prestados pela plataforma de Macau, realizamos de três em três anos uma Conferência Ministerial, na qual é aprovado um Plano de Ação Conjunto que orienta o trabalho de cooperação para o triénio seguinte, permitindo um avanço estável e contínuo das relações", explicou.A 7.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa deverá realizar-se no primeiro semestre de 2027, sem uma data exata ainda definida.Cinco conferências ministeriais foram realizadas no território, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.Ji destacou também que o Fórum de Macau tem vindo a desempenhar um papel de elo de ligação "particularmente eficaz" entre o Interior da China e os países de língua portuguesa, funcionando como um mecanismo de cooperação direta e regular."Através da Conferência Ministerial e dos planos de ação conjuntos, conseguimos assegurar um avanço estável e contínuo das relações, criando oportunidades concretas de desenvolvimento económico e comercial", afirmou, reforçando que esta coordenação "é essencial para consolidar a confiança mútua e para garantir que os benefícios da cooperação chegam a todos os participantes".Apesar de o Governo chinês ter definido Macau como uma ponte entre a China e os países de língua portuguesa, esse papel foi expandido pelo novo líder da região, Sam Hou Fai, para englobar também os 21 países de língua espanhola.Questionado sobre a possibilidade de alargar o âmbito do Fórum aos países de língua espanhola, Ji esclareceu que "até ao momento, o Secretariado Permanente não recebeu este tipo de orientações ou propostas formais, quer da parte do Governo central, quer da parte do Governo da RAEM".Ainda assim, garantiu que o organismo está "disposto a colaborar ativamente com os trabalhos relevantes do Governo da RAEM", desde que se "mantenham em consonância com o âmbito do Fórum e com as orientações do Governo Central da China".

Trabalho do Fórum de Macau complementa objetivos, diz responsável

Ji Xianzheng sublinhou, em declarações envidas por escrito à Lusa a propósito dos 30 anos da CPLP, que o reforço do papel da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) como plataforma de serviços para a cooperação comercial "aproxima os países lusófonos entre si e abre novos caminhos de articulação com a China", destacando que mantêm "contactos diretos com o secretariado-executivo da CPLP".

O responsável recordou que a Conferência Ministerial do Fórum de Macau conta regularmente com a presença do secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como convidado e que o Secretariado Permanente tem recebido visitas da Confederação Empresarial da CPLP.

"Embora não exista um mecanismo formal de ligação institucional, na prática desenvolvemos esforços complementares que trazem benefícios concretos", afirmou Ji.

Sobre uma eventual aproximação institucional mais estruturada, frisou que "depende, antes de mais, das opiniões e da vontade dos 10 participantes do Fórum -- a China e os nove países de língua portuguesa". Ainda assim, garantiu que o Fórum acompanha "com interesse todas as iniciativas que possam reforçar a cooperação económica e comercial entre os Países de Língua Portuguesa e a China".

A China estabeleceu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003 e, nesse mesmo ano, criou o Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os países de língua portuguesa (Fórum de Macau).

O Secretariado Permanente do Fórum integra o secretário-geral, o chinês Ji Xianzheng e três secretários-gerais adjuntos: o timorense Danilo Afonso Henriques (indicado pelos países lusófonos), Xie Ying (nomeada pela China) e António Lei (nomeado por Macau).

O organismo integra, além da China, os membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e, desde 2022, Guiné Equatorial. A Guiné-Bissau está atualmente suspensa de todas as atividades da CPLP devido ao golpe de Estado de novembro de 2025, mas mantém-se como membro do Fórum.

"Através dos serviços prestados pela plataforma de Macau, realizamos de três em três anos uma Conferência Ministerial, na qual é aprovado um Plano de Ação Conjunto que orienta o trabalho de cooperação para o triénio seguinte, permitindo um avanço estável e contínuo das relações", explicou.

A 7.ª Conferência Ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa deverá realizar-se no primeiro semestre de 2027, sem uma data exata ainda definida.

Cinco conferências ministeriais foram realizadas no território, em 2003, 2006, 2010, 2013, 2016 e 2024 durante as quais foram aprovados Planos de Ação para a Cooperação Económica e Comercial.

Ji destacou também que o Fórum de Macau tem vindo a desempenhar um papel de elo de ligação "particularmente eficaz" entre o Interior da China e os países de língua portuguesa, funcionando como um mecanismo de cooperação direta e regular.

"Através da Conferência Ministerial e dos planos de ação conjuntos, conseguimos assegurar um avanço estável e contínuo das relações, criando oportunidades concretas de desenvolvimento económico e comercial", afirmou, reforçando que esta coordenação "é essencial para consolidar a confiança mútua e para garantir que os benefícios da cooperação chegam a todos os participantes".

Apesar de o Governo chinês ter definido Macau como uma ponte entre a China e os países de língua portuguesa, esse papel foi expandido pelo novo líder da região, Sam Hou Fai, para englobar também os 21 países de língua espanhola.

Questionado sobre a possibilidade de alargar o âmbito do Fórum aos países de língua espanhola, Ji esclareceu que "até ao momento, o Secretariado Permanente não recebeu este tipo de orientações ou propostas formais, quer da parte do Governo central, quer da parte do Governo da RAEM".

Ainda assim, garantiu que o organismo está "disposto a colaborar ativamente com os trabalhos relevantes do Governo da RAEM", desde que se "mantenham em consonância com o âmbito do Fórum e com as orientações do Governo Central da China".