31 de março: memória do golpe de 1964 e impactos na população negra
O dia 31 de março marca um dos períodos mais sombrios da história recente do Brasil: o início do regime militar instaurado em 1964, após um golpe que interrompeu a democracia e deu início a mais de duas décadas de ditadura. Mais do que um marco político, essa data exige reflexão sobre quem mais sofreu […] O conteúdo 31 de março: memória do golpe de 1964 e impactos na população negra aparece primeiro em Revista Raça Brasil.
O dia 31 de março marca um dos períodos mais sombrios da história recente do Brasil: o início do regime militar instaurado em 1964, após um golpe que interrompeu a democracia e deu início a mais de duas décadas de ditadura.
Mais do que um marco político, essa data exige reflexão sobre quem mais sofreu os impactos desse período — e, entre eles, está a população negra.
Durante a ditadura, políticas de repressão, censura e violência atingiram especialmente os territórios periféricos, onde a população negra já enfrentava desigualdades estruturais. A vigilância, o controle social e a violência do Estado se intensificaram nesses espaços, aprofundando desigualdades que ainda hoje reverberam.
Ao mesmo tempo, foi também nesse contexto que movimentos negros fortaleceram sua organização, denunciando o racismo e reivindicando direitos em meio à repressão. A resistência negra foi fundamental para manter viva a luta por democracia e justiça social.
Lembrar o 31 de março não é apenas revisitar o passado — é entender como estruturas de poder, exclusão e violência foram construídas e como continuam a impactar o presente.
A memória é um instrumento de transformação. E revisitar essa história é essencial para que ela não se repita.
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