Banco de Cabo Verde quer inovação nos seguros para reforçar resposta aos riscos das alterações climáticas

António Semedo discursava na cerimonia de abertura da conferência subordinada ao tema "O papel dos seguros na gestão dos riscos das alterações climáticas – inovação e desenvolvimento", promovida pelo BCV no âmbito das comemorações do seu 50.º aniversário.Alertou que as alterações climáticas representam um dos maiores desafios da actualidade, com impactos crescentes sobre as populações, empresas, infraestruturas e a estabilidade financeira."As alterações climáticas constituem atualmente um dos maiores desafios globais do nosso tempo, mas constituem igualmente uma oportunidade para repensarmos os nossos modelos de desenvolvimento, reforçarmos a resiliência das nossas instituições e criarmos mecanismos inovadores de proteção da economia e da nossa sociedade", afirmou.Segundo o administrador, Cabo Verde, enquanto pequeno Estado insular em desenvolvimento, enfrenta uma vulnerabilidade acrescida devido à sua localização geográfica, escassez de recursos hídricos, exposição a inundações costeiras e à dependência energética, tornando indispensável o reforço da capacidade de adaptação da economia nacional.António Semedo destacou que os seguros deixaram de ser apenas um mecanismo de compensação financeira, passando a desempenhar “um papel determinante” na recuperação economica, após fenómenos climáticos extremos."Mais do que um simples instrumento de compensação financeira, os seguros constituem hoje, mais do que nunca, uma importante ferramenta de resiliência económica e social", sublinhou.O responsável salientou ainda que a evolução dos riscos climáticos exige novas abordagens na avaliação e gestão dos riscos, bem como a integração dos fatores de sustentabilidade nas estratégias das seguradoras e das restantes instituições financeiras.Neste contexto, referiu que Cabo Verde tem vindo a desenvolver instrumentos para integrar a sustentabilidade nas decisões económicas e financeiras.Destacou a recente aprovação do Regime Jurídico da Taxonomia da Sustentabilidade, destinado a orientar os investimentos para atividades alinhadas com os objetivos nacionais de desenvolvimento sustentável e adaptação às alterações climáticas.Durante a intervenção, António Semedo considerou igualmente indispensável o reforço da cooperação entre reguladores, seguradoras, instituições financeiras, Estado, academia e parceiros internacionais para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas."Nenhuma instituição conseguirá enfrentar isoladamente os desafios colocados por esta nova realidade. Será através do diálogo, da partilha de experiências, da inovação e da adoção de boas práticas que poderemos construir soluções mais eficazes", referiu.O administrador manifestou confiança de que a conferência permitirá conhecer experiências internacionais, discutir tendências e identificar soluções capazes de fortalecer o mercado segurador cabo-verdiano, contribuindo para aumentar a resiliência da economia nacional perante os riscos climáticos.

Banco de Cabo Verde quer inovação nos seguros para reforçar resposta aos riscos das alterações climáticas

António Semedo discursava na cerimonia de abertura da conferência subordinada ao tema "O papel dos seguros na gestão dos riscos das alterações climáticas – inovação e desenvolvimento", promovida pelo BCV no âmbito das comemorações do seu 50.º aniversário.

Alertou que as alterações climáticas representam um dos maiores desafios da actualidade, com impactos crescentes sobre as populações, empresas, infraestruturas e a estabilidade financeira.

"As alterações climáticas constituem atualmente um dos maiores desafios globais do nosso tempo, mas constituem igualmente uma oportunidade para repensarmos os nossos modelos de desenvolvimento, reforçarmos a resiliência das nossas instituições e criarmos mecanismos inovadores de proteção da economia e da nossa sociedade", afirmou.

Segundo o administrador, Cabo Verde, enquanto pequeno Estado insular em desenvolvimento, enfrenta uma vulnerabilidade acrescida devido à sua localização geográfica, escassez de recursos hídricos, exposição a inundações costeiras e à dependência energética, tornando indispensável o reforço da capacidade de adaptação da economia nacional.

António Semedo destacou que os seguros deixaram de ser apenas um mecanismo de compensação financeira, passando a desempenhar “um papel determinante” na recuperação economica, após fenómenos climáticos extremos.

"Mais do que um simples instrumento de compensação financeira, os seguros constituem hoje, mais do que nunca, uma importante ferramenta de resiliência económica e social", sublinhou.

O responsável salientou ainda que a evolução dos riscos climáticos exige novas abordagens na avaliação e gestão dos riscos, bem como a integração dos fatores de sustentabilidade nas estratégias das seguradoras e das restantes instituições financeiras.

Neste contexto, referiu que Cabo Verde tem vindo a desenvolver instrumentos para integrar a sustentabilidade nas decisões económicas e financeiras.

Destacou a recente aprovação do Regime Jurídico da Taxonomia da Sustentabilidade, destinado a orientar os investimentos para atividades alinhadas com os objetivos nacionais de desenvolvimento sustentável e adaptação às alterações climáticas.

Durante a intervenção, António Semedo considerou igualmente indispensável o reforço da cooperação entre reguladores, seguradoras, instituições financeiras, Estado, academia e parceiros internacionais para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas.

"Nenhuma instituição conseguirá enfrentar isoladamente os desafios colocados por esta nova realidade. Será através do diálogo, da partilha de experiências, da inovação e da adoção de boas práticas que poderemos construir soluções mais eficazes", referiu.

O administrador manifestou confiança de que a conferência permitirá conhecer experiências internacionais, discutir tendências e identificar soluções capazes de fortalecer o mercado segurador cabo-verdiano, contribuindo para aumentar a resiliência da economia nacional perante os riscos climáticos.