Morreu o músico, investigador e diplomata Manuel de Jesus Tavares da Cruz Silva
A morte de Manuel de Jesus Tavares da Cruz Silva motivou diversas manifestações de pesar, entre as quais a do embaixador e escritor Jorge Tolentino, que destacou o contributo do falecido para a cultura nacional e para a administração pública cabo-verdiana.Numa mensagem publicada na rede social Facebook, Jorge Tolentino afirmou ter recebido “surpreso e entristecido” a notícia do falecimento do diplomata, que descreveu como um homem profundamente ligado à música e à cultura cabo-verdiana.Segundo o embaixador, Manuel de Jesus Silva acompanhava de perto os desafios enfrentados pelos autores e criadores nacionais, considerando que Cabo Verde perdeu “um paladino dessas causas”.Jorge Tolentino recordou ainda o percurso profissional do falecido nos Negócios Estrangeiros, nomeadamente na Direcção-Geral da Cooperação Internacional, na Embaixada de Cabo Verde no Senegal e na Direcção Nacional do Protocolo do Estado.Além da carreira diplomática, destacou também a sua passagem por outras instituições públicas, incluindo a Presidência do Conselho de Ministros e a Câmara Municipal de Santa Cruz.“Custa vê-lo partir assim cedo, muito cedo mesmo, com muito caminho por percorrer e, estou certo, mais obras a dar ao país”, escreveu.No domínio académico e cultural, Jorge Tolentino evocou a obra “Aspectos Evolutivos da Música de Cabo Verde”, publicada em 2005, considerada uma referência para o estudo da música cabo-verdiana.Natural de Baxona-Calheta, na ilha do Maio, Manuel de Jesus Fortes Tavares da Cruz Silva viveu parte da infância em Pedra Badejo, concelho de Santa Cruz, onde frequentou o ensino primário, prosseguindo depois os estudos secundários na cidade da Praia.Era licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa e em Administração e Gestão pela Escola de Negócios e Governação de Cabo Verde, possuindo ainda formação musical obtida na École Nationale des Arts, em Dakar, Senegal.Diplomata de carreira, exerceu funções como técnico superior da Direcção-Geral da Administração Local, secretário administrativo do concelho do Maio, director do Palácio do Governo, director do Protocolo do Primeiro-Ministro e cônsul/encarregado de negócios na Embaixada de Cabo Verde em Dakar, entre outras.Multi-instrumentista, dominava instrumentos como violão, violino, cavaquinho, piano e viola baixo. Desenvolveu igualmente um trabalho de investigação sobre a música tradicional cabo-verdiana, com artigos publicados em jornais e revistas especializadas.O seu ensaio “Aspectos Evolutivos da Música Cabo-Verdiana” foi distinguido, em 2006, com a primeira edição do Prémio Senna Barcellos, atribuído pelo Instituto Camões e pela Associação dos Escritores Cabo-Verdianos.
A morte de Manuel de Jesus Tavares da Cruz Silva motivou diversas manifestações de pesar, entre as quais a do embaixador e escritor Jorge Tolentino, que destacou o contributo do falecido para a cultura nacional e para a administração pública cabo-verdiana.
Numa mensagem publicada na rede social Facebook, Jorge Tolentino afirmou ter recebido “surpreso e entristecido” a notícia do falecimento do diplomata, que descreveu como um homem profundamente ligado à música e à cultura cabo-verdiana.
Segundo o embaixador, Manuel de Jesus Silva acompanhava de perto os desafios enfrentados pelos autores e criadores nacionais, considerando que Cabo Verde perdeu “um paladino dessas causas”.
Jorge Tolentino recordou ainda o percurso profissional do falecido nos Negócios Estrangeiros, nomeadamente na Direcção-Geral da Cooperação Internacional, na Embaixada de Cabo Verde no Senegal e na Direcção Nacional do Protocolo do Estado.
Além da carreira diplomática, destacou também a sua passagem por outras instituições públicas, incluindo a Presidência do Conselho de Ministros e a Câmara Municipal de Santa Cruz.
“Custa vê-lo partir assim cedo, muito cedo mesmo, com muito caminho por percorrer e, estou certo, mais obras a dar ao país”, escreveu.
No domínio académico e cultural, Jorge Tolentino evocou a obra “Aspectos Evolutivos da Música de Cabo Verde”, publicada em 2005, considerada uma referência para o estudo da música cabo-verdiana.
Natural de Baxona-Calheta, na ilha do Maio, Manuel de Jesus Fortes Tavares da Cruz Silva viveu parte da infância em Pedra Badejo, concelho de Santa Cruz, onde frequentou o ensino primário, prosseguindo depois os estudos secundários na cidade da Praia.
Era licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa e em Administração e Gestão pela Escola de Negócios e Governação de Cabo Verde, possuindo ainda formação musical obtida na École Nationale des Arts, em Dakar, Senegal.
Diplomata de carreira, exerceu funções como técnico superior da Direcção-Geral da Administração Local, secretário administrativo do concelho do Maio, director do Palácio do Governo, director do Protocolo do Primeiro-Ministro e cônsul/encarregado de negócios na Embaixada de Cabo Verde em Dakar, entre outras.
Multi-instrumentista, dominava instrumentos como violão, violino, cavaquinho, piano e viola baixo. Desenvolveu igualmente um trabalho de investigação sobre a música tradicional cabo-verdiana, com artigos publicados em jornais e revistas especializadas.
O seu ensaio “Aspectos Evolutivos da Música Cabo-Verdiana” foi distinguido, em 2006, com a primeira edição do Prémio Senna Barcellos, atribuído pelo Instituto Camões e pela Associação dos Escritores Cabo-Verdianos.