ONU alerta para "milhares de pessoas" expostas a "grave perigo" no Sudão do Sul
Em comunicado, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que meses de combates e insegurança "forçaram centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas, desencadeando uma das mais graves crises de deslocamento relacionadas com conflitos dos últimos anos".O ACNUR refere que, desde de Dezembro, só no condado de Akobo há cerca de 140 mil, num total de mais de 300 mil pessoas deslocadas em todo o estado de Jonglei e nos estados vizinhos.No texto, o ACNUR lembra que já fugiram para a Etiópia, país vizinho do Sudão do Sul, mais de 100 mil pessoas e que esta crise "acarreta graves consequências humanas e sociais" para as comunidades afetadas."As crianças traumatizadas pelo conflito e outras foram separadas das suas famílias", declarou, a partir de Juba, o representante do ACNUR no Sudão do Sul, Matthew Brook, durante uma conferência de imprensa das Nações Unidas em Genebra, citado no texto.Além da deslocação de população e dos efeitos do conflito nas crianças, a ONU refere ainda numerosos testemunhos que relatam casos de violência sexual sobre mulheres.Nas últimas semanas, milhares de pessoas regressaram às suas casas, mas persistem os problemas de segurança e enormes necessidades humanitárias, segundo testemunharam no terreno as equipas do ACNUR."Muitas famílias regressam a casa apenas para descobrir que as suas habitações foram destruídas ou saqueadas, obrigando-as a viver amontoadas em edifícios inacabados e abrigos improvisados feitos de paus e lonas de plástico", acrescentou Brook.Segundo a ONU, muitas pessoas esgotaram os seus recursos após repetidas deslocações entre o Sudão do Sul e a Etiópia em busca de segurança: "Para alguns, o regresso a Akobo não significa que existam condições ideais para voltar, mas reflete simplesmente a escassez de alternativas disponíveis", salientou o responsável do ACNUR.A ONU lembra que cerca de 2,4 milhões de refugiados sul-sudaneses continuam acolhidos na região, enquanto quase dois milhões de pessoas permanecem deslocadas internamente.O país enfrenta também as consequências da guerra em curso no vizinho Sudão, com mais de 1,3 milhões de pessoas a atravessarem a fronteira desde Abril de 2023, incluindo repatriados, refugiados e requerentes de asilo.Este afluxo coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de resposta humanitária, com a ONU a alertar que o financiamento continua muito aquém das necessidades.Dos 286 milhões de dólares solicitados pelo ACNUR, apenas 25% foram financiados até ao momento."Sem ajuda imediata, milhares de famílias que fugiram da violência arriscam enfrentar a estação das chuvas sem abrigo seguro, sem serviços básicos e sem a proteção necessária para sobreviver", alerta o ACNUR.
Em comunicado, a Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que meses de combates e insegurança "forçaram centenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas, desencadeando uma das mais graves crises de deslocamento relacionadas com conflitos dos últimos anos".
O ACNUR refere que, desde de Dezembro, só no condado de Akobo há cerca de 140 mil, num total de mais de 300 mil pessoas deslocadas em todo o estado de Jonglei e nos estados vizinhos.
No texto, o ACNUR lembra que já fugiram para a Etiópia, país vizinho do Sudão do Sul, mais de 100 mil pessoas e que esta crise "acarreta graves consequências humanas e sociais" para as comunidades afetadas.
"As crianças traumatizadas pelo conflito e outras foram separadas das suas famílias", declarou, a partir de Juba, o representante do ACNUR no Sudão do Sul, Matthew Brook, durante uma conferência de imprensa das Nações Unidas em Genebra, citado no texto.
Além da deslocação de população e dos efeitos do conflito nas crianças, a ONU refere ainda numerosos testemunhos que relatam casos de violência sexual sobre mulheres.
Nas últimas semanas, milhares de pessoas regressaram às suas casas, mas persistem os problemas de segurança e enormes necessidades humanitárias, segundo testemunharam no terreno as equipas do ACNUR.
"Muitas famílias regressam a casa apenas para descobrir que as suas habitações foram destruídas ou saqueadas, obrigando-as a viver amontoadas em edifícios inacabados e abrigos improvisados feitos de paus e lonas de plástico", acrescentou Brook.
Segundo a ONU, muitas pessoas esgotaram os seus recursos após repetidas deslocações entre o Sudão do Sul e a Etiópia em busca de segurança: "Para alguns, o regresso a Akobo não significa que existam condições ideais para voltar, mas reflete simplesmente a escassez de alternativas disponíveis", salientou o responsável do ACNUR.
A ONU lembra que cerca de 2,4 milhões de refugiados sul-sudaneses continuam acolhidos na região, enquanto quase dois milhões de pessoas permanecem deslocadas internamente.
O país enfrenta também as consequências da guerra em curso no vizinho Sudão, com mais de 1,3 milhões de pessoas a atravessarem a fronteira desde Abril de 2023, incluindo repatriados, refugiados e requerentes de asilo.
Este afluxo coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de resposta humanitária, com a ONU a alertar que o financiamento continua muito aquém das necessidades.
Dos 286 milhões de dólares solicitados pelo ACNUR, apenas 25% foram financiados até ao momento.
"Sem ajuda imediata, milhares de famílias que fugiram da violência arriscam enfrentar a estação das chuvas sem abrigo seguro, sem serviços básicos e sem a proteção necessária para sobreviver", alerta o ACNUR.