Só 10,8%? Cabo Verde já aprendeu a transformar improbabilidades em história
Mas o futebol raramente vive apenas da lógica.Primeiro veio o empate frente à Espanha, um resultado que contrariou praticamente todas as previsões. Depois, quando muitos consideravam inevitável uma vitória do Uruguai, Cabo Verde voltou a surpreender, empatando 2-2 e, no último jogo, um novo empate com a Arábia Saudita garantiu um histórico apuramento para a fase a eliminar do Campeonato do Mundo.Agora, a história parece repetir-se.De acordo com as projecções do supercomputador da Opta, a selecção nacional dispõe de apenas 10,8% de probabilidades de eliminar a Argentina no encontro dos 16 avos de final, marcado para 3 de Julho, em Miami. Em sentido inverso, os argentinos surgem com 89,2% de hipóteses de seguir em frente.Os números impressionam, mas já não intimidam da mesma forma.Afinal, também as contas diziam que Cabo Verde dificilmente pontuaria frente à Espanha. Também indicavam que o Uruguai era amplamente favorito. E, no entanto, os Tubarões Azuis fizeram aquilo que têm feito desde que chegaram aos Estados Unidos: ignorar as previsões e escrever a própria história.Foi precisamente isso que Cabo Verde mostrou durante a fase de grupos. A equipa orientada por Bubista revelou uma organização defensiva notável, enorme disciplina tática e uma capacidade competitiva que obrigou adversários teoricamente muito superiores a abandonar o campo frustrados.Há poucos dias, falar de um apuramento cabo-verdiano parecia um exercício de imaginação. Hoje é um facto consumado.É por isso que os 10,8% divulgados pela Opta podem ser vistos de duas formas. Para uns, significam que a Argentina deverá confirmar o favoritismo. Para outros, representam uma oportunidade: se Cabo Verde já contrariou previsões mais do que uma vez neste Mundial, porque não voltar a fazê-lo?O próprio percurso da selecção ajuda a alimentar essa esperança. Nenhum estreante africano chegou tão longe na sua primeira participação com um grupo tão exigente. E cada jogo disputado reforçou a convicção de que esta equipa não joga condicionada pelo peso da camisola do adversário.Na teoria, a Argentina continua a ser favorita destacada. Na prática, Cabo Verde já provou que não precisa de grandes percentagens para fazer história.Os números dizem 10,8%. Os Tubarões Azuis preferem responder dentro das quatro linhas.
Mas o futebol raramente vive apenas da lógica.
Primeiro veio o empate frente à Espanha, um resultado que contrariou praticamente todas as previsões. Depois, quando muitos consideravam inevitável uma vitória do Uruguai, Cabo Verde voltou a surpreender, empatando 2-2 e, no último jogo, um novo empate com a Arábia Saudita garantiu um histórico apuramento para a fase a eliminar do Campeonato do Mundo.
Agora, a história parece repetir-se.
De acordo com as projecções do supercomputador da Opta, a selecção nacional dispõe de apenas 10,8% de probabilidades de eliminar a Argentina no encontro dos 16 avos de final, marcado para 3 de Julho, em Miami. Em sentido inverso, os argentinos surgem com 89,2% de hipóteses de seguir em frente.
Os números impressionam, mas já não intimidam da mesma forma.
Afinal, também as contas diziam que Cabo Verde dificilmente pontuaria frente à Espanha. Também indicavam que o Uruguai era amplamente favorito. E, no entanto, os Tubarões Azuis fizeram aquilo que têm feito desde que chegaram aos Estados Unidos: ignorar as previsões e escrever a própria história.
Foi precisamente isso que Cabo Verde mostrou durante a fase de grupos. A equipa orientada por Bubista revelou uma organização defensiva notável, enorme disciplina tática e uma capacidade competitiva que obrigou adversários teoricamente muito superiores a abandonar o campo frustrados.
Há poucos dias, falar de um apuramento cabo-verdiano parecia um exercício de imaginação. Hoje é um facto consumado.
É por isso que os 10,8% divulgados pela Opta podem ser vistos de duas formas. Para uns, significam que a Argentina deverá confirmar o favoritismo. Para outros, representam uma oportunidade: se Cabo Verde já contrariou previsões mais do que uma vez neste Mundial, porque não voltar a fazê-lo?
O próprio percurso da selecção ajuda a alimentar essa esperança. Nenhum estreante africano chegou tão longe na sua primeira participação com um grupo tão exigente. E cada jogo disputado reforçou a convicção de que esta equipa não joga condicionada pelo peso da camisola do adversário.
Na teoria, a Argentina continua a ser favorita destacada. Na prática, Cabo Verde já provou que não precisa de grandes percentagens para fazer história.
Os números dizem 10,8%. Os Tubarões Azuis preferem responder dentro das quatro linhas.
