Djosinha: calou-se uma das vozes das ilhas e da diáspora
Djosinha morreu dois dias depois de ter tido alta do Hospital Baptista de Sousa, onde esteve internado desde o dia 8 de Maio. O seu último espetáculo, que o próprio disse ser de despedida dos palcos, realizou-se no dia 25 de Abril, na cidade do Mindelo.Em entrevista à Rádio Morabeza, o produtor de espetáculos Kikas Silva, que trabalhou com Djosinha na última década, lamenta a perda de quem deu muito à música cabo-verdiana, no país e além-fronteiras.“É uma grande tristeza porque foi uma pessoa que deu muito para Cabo Verde. Agora, penso que devemos preparar uma homenagem que ele merece”, diz. O escritor e artista plástico cabo-verdiano Tchalê Figueira também lamenta a morte de Djosinha. Tchalê recorda o percurso do Showman, que deixa um legado importante.“É uma grande perda para todos nós, pela carreira e pelo fenómeno que foi Djosinha. É claro que temos de falar do ‘Voz de Cabo Verde’, mas também de tudo o que ele foi. Conheci-o desde criança. Jogou no Mindelense, foi um grande activista, depois foi para os Estados Unidos e conviveu com o ‘Voz de Cabo Verde’, na Holanda, contribuindo muito para a independência de Cabo Verde. Djosinha foi um fenómeno bastante singular e a sua morte é uma perda grande para todos nós”, refere.Manuel Brito-Semedo, antropólogo, professor, ensaísta e cronista, considera que se calou a voz das ilhas e da diáspora.“Calou-se a voz das ilhas. Nós sempre associamos o Djosinha à “’Voz de Cabo Verde”. Associamos o Djosinha à voz nos Estados Unidos, que dava voz à diáspora e que entretinha. Um homem extraordinário. É o mundo da cultura que fica sem uma referência, sem a história, mais uma pessoa que desaparece, é a cultura de Cabo Verde que continua perdendo esses grandes homens e logicamente fica mais pobre”, afirma.Nascido a 25 de Maio de 1934, com o nome de baptismo José Vieira Duarte, Djosinha morreu depois de mais de 70 anos de carreira. O seu percurso artístico começou cedo, aos sete anos, no antigo Cine Éden Park, em São Vicente.
Djosinha morreu dois dias depois de ter tido alta do Hospital Baptista de Sousa, onde esteve internado desde o dia 8 de Maio. O seu último espetáculo, que o próprio disse ser de despedida dos palcos, realizou-se no dia 25 de Abril, na cidade do Mindelo.
Em entrevista à Rádio Morabeza, o produtor de espetáculos Kikas Silva, que trabalhou com Djosinha na última década, lamenta a perda de quem deu muito à música cabo-verdiana, no país e além-fronteiras.
“É uma grande tristeza porque foi uma pessoa que deu muito para Cabo Verde. Agora, penso que devemos preparar uma homenagem que ele merece”, diz.
O escritor e artista plástico cabo-verdiano Tchalê Figueira também lamenta a morte de Djosinha. Tchalê recorda o percurso do Showman, que deixa um legado importante.
“É uma grande perda para todos nós, pela carreira e pelo fenómeno que foi Djosinha. É claro que temos de falar do ‘Voz de Cabo Verde’, mas também de tudo o que ele foi. Conheci-o desde criança. Jogou no Mindelense, foi um grande activista, depois foi para os Estados Unidos e conviveu com o ‘Voz de Cabo Verde’, na Holanda, contribuindo muito para a independência de Cabo Verde. Djosinha foi um fenómeno bastante singular e a sua morte é uma perda grande para todos nós”, refere.
Manuel Brito-Semedo, antropólogo, professor, ensaísta e cronista, considera que se calou a voz das ilhas e da diáspora.
“Calou-se a voz das ilhas. Nós sempre associamos o Djosinha à “’Voz de Cabo Verde”. Associamos o Djosinha à voz nos Estados Unidos, que dava voz à diáspora e que entretinha. Um homem extraordinário. É o mundo da cultura que fica sem uma referência, sem a história, mais uma pessoa que desaparece, é a cultura de Cabo Verde que continua perdendo esses grandes homens e logicamente fica mais pobre”, afirma.
Nascido a 25 de Maio de 1934, com o nome de baptismo José Vieira Duarte, Djosinha morreu depois de mais de 70 anos de carreira. O seu percurso artístico começou cedo, aos sete anos, no antigo Cine Éden Park, em São Vicente.