PP defende o cumprimento das promessas do Governo e saúda a eliminação das taxas moderadoras

Amândio Barbosa Vicente considera positiva a intenção do Governo de eliminar o pagamento das taxas moderadoras na saúde e defende uma maior diversificação da economia para promover o emprego.Em declarações à Inforpress, Amândio Barbosa Vicente disse esperar que o princípio de uma governação mais próxima dos cidadãos, inscrito no documento, seja efectivamente concretizado.“O representante político do povo deve estar de corpo e alma ao serviço dos cidadãos. Esperemos que este princípio norteie a acção do Governo”, sublinhou Barbosa Vicente.Segundo o presidente do Partido Popular, o executivo encontra-se ainda “num ponto de partida”, pelo que considera prematuro fazer uma avaliação da sua actuação, manifestando, no entanto, a expectativa de que as promessas eleitorais sejam cumpridas.Relativamente ao sector da saúde, Barbosa Vicente recordou que a cobrança das taxas moderadoras foi introduzida durante um governo do PAICV, liderado por José Maria Neves, sustentando que essa política contribuiu para a “mercantilização” dos serviços públicos de saúde.O dirigente referiu que, na altura, a legislação previa o pagamento de taxas de internamento hospitalar, situação que, segundo afirmou, criou dificuldades a muitos utentes, tendo posteriormente sido alterada para reduzir os encargos suportados pelos cidadãos.Apesar dessas críticas, considerou positiva a proposta do actual Governo de eliminar o pagamento das taxas moderadoras.“É uma boa proposta e corresponde também a uma bandeira que o Partido Popular tem defendido desde a sua criação”, frisou.Ainda assim, advertiu que a expressão “custo zero” deve ser entendida com reservas, argumentando que os cidadãos continuam a financiar o sistema nacional de saúde através dos impostos.“A saúde não é verdadeiramente de custo zero, porque é financiada pelos impostos pagos pelos cidadãos. O que deixa de existir é o pagamento directo no momento da utilização do serviço”, explicou.No domínio do emprego e da juventude, Amândio Barbosa Vicente defendeu que os objectivos inscritos no Programa do Governo só poderão ser alcançados mediante uma transformação estrutural da economia cabo-verdiana.Na sua perspectiva, o país deve reduzir a dependência do turismo e dos serviços, apostando igualmente na industrialização de sectores como a pesca e a agricultura.“Se conseguirmos industrializar essas actividades, criaremos mais oportunidades de emprego e poderemos reduzir a saída de jovens à procura de melhores condições de vida no exterior”, sustentou.Questionado sobre as expectativas em relação ao cumprimento do Programa do Governo, o líder do Partido Popular asseverou que os cabo-verdianos estão habituados a ouvir promessas eleitorais que nem sempre são concretizadas, mas manifestou esperança de que esta legislatura represente uma mudança.“O povo estará atento ao cumprimento das promessas. A democracia não deve existir apenas de cinco em cinco anos, durante as eleições, mas também através da exigência permanente dos cidadãos e da comunicação social”, afiançou.Amândio Barbosa Vicente considerou, contudo, que o Governo ainda está numa fase inicial de funções e, por isso, entende que não é este o momento para formular críticas.“Vamos aguardar pelo menos seis meses para avaliar os resultados. Esperamos que as promessas sejam cumpridas e que o Governo faça uma boa administração do país”, concluiu.O Programa do Governo será discutido e aprovado na sessão plenária da Assembleia Nacional, prevista para o dia 17 deste mês.

PP defende o cumprimento das promessas do Governo e saúda a eliminação das taxas moderadoras

Amândio Barbosa Vicente considera positiva a intenção do Governo de eliminar o pagamento das taxas moderadoras na saúde e defende uma maior diversificação da economia para promover o emprego.

Em declarações à Inforpress, Amândio Barbosa Vicente disse esperar que o princípio de uma governação mais próxima dos cidadãos, inscrito no documento, seja efectivamente concretizado.

“O representante político do povo deve estar de corpo e alma ao serviço dos cidadãos. Esperemos que este princípio norteie a acção do Governo”, sublinhou Barbosa Vicente.

Segundo o presidente do Partido Popular, o executivo encontra-se ainda “num ponto de partida”, pelo que considera prematuro fazer uma avaliação da sua actuação, manifestando, no entanto, a expectativa de que as promessas eleitorais sejam cumpridas.

Relativamente ao sector da saúde, Barbosa Vicente recordou que a cobrança das taxas moderadoras foi introduzida durante um governo do PAICV, liderado por José Maria Neves, sustentando que essa política contribuiu para a “mercantilização” dos serviços públicos de saúde.

O dirigente referiu que, na altura, a legislação previa o pagamento de taxas de internamento hospitalar, situação que, segundo afirmou, criou dificuldades a muitos utentes, tendo posteriormente sido alterada para reduzir os encargos suportados pelos cidadãos.

Apesar dessas críticas, considerou positiva a proposta do actual Governo de eliminar o pagamento das taxas moderadoras.

“É uma boa proposta e corresponde também a uma bandeira que o Partido Popular tem defendido desde a sua criação”, frisou.

Ainda assim, advertiu que a expressão “custo zero” deve ser entendida com reservas, argumentando que os cidadãos continuam a financiar o sistema nacional de saúde através dos impostos.

“A saúde não é verdadeiramente de custo zero, porque é financiada pelos impostos pagos pelos cidadãos. O que deixa de existir é o pagamento directo no momento da utilização do serviço”, explicou.

No domínio do emprego e da juventude, Amândio Barbosa Vicente defendeu que os objectivos inscritos no Programa do Governo só poderão ser alcançados mediante uma transformação estrutural da economia cabo-verdiana.

Na sua perspectiva, o país deve reduzir a dependência do turismo e dos serviços, apostando igualmente na industrialização de sectores como a pesca e a agricultura.

“Se conseguirmos industrializar essas actividades, criaremos mais oportunidades de emprego e poderemos reduzir a saída de jovens à procura de melhores condições de vida no exterior”, sustentou.

Questionado sobre as expectativas em relação ao cumprimento do Programa do Governo, o líder do Partido Popular asseverou que os cabo-verdianos estão habituados a ouvir promessas eleitorais que nem sempre são concretizadas, mas manifestou esperança de que esta legislatura represente uma mudança.

“O povo estará atento ao cumprimento das promessas. A democracia não deve existir apenas de cinco em cinco anos, durante as eleições, mas também através da exigência permanente dos cidadãos e da comunicação social”, afiançou.

Amândio Barbosa Vicente considerou, contudo, que o Governo ainda está numa fase inicial de funções e, por isso, entende que não é este o momento para formular críticas.

“Vamos aguardar pelo menos seis meses para avaliar os resultados. Esperamos que as promessas sejam cumpridas e que o Governo faça uma boa administração do país”, concluiu.

O Programa do Governo será discutido e aprovado na sessão plenária da Assembleia Nacional, prevista para o dia 17 deste mês.