Subida do nível do mar está a acelerar, com ritmo a duplicar desde 2005
Liderado por investigadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, o trabalho mostra que "o aquecimento oceânico é uma das principais causas" do aumento, representando 43% da subida desde 1960.O degelo dos glaciares de montanha (27%), da camada de gelo da Gronelândia (15%) e da Antártida (12%), assim como a água que chega ao mar a partir de reservatórios em terra e (3%) também contribuem para a subida do nível do mar.Segundo um comunicado do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, "nas últimas décadas, desde 1993, a perda de gelo, incluindo o degelo acelerado dos glaciares e das calotes polares na Gronelândia e na Antártida, tornou-se cada vez mais importante" e "é provável que estas tendências preocupantes se mantenham nas próximas décadas".A equipa de investigadores atribui as suas descobertas aos avanços na tecnologia de observação, nomeadamente "correções nas medições de satélite (...), métodos melhorados para estimar o movimento da terra nos marégrafos costeiros e estimativas mais precisas da perda de gelo da Gronelândia e da Antártida"."Durante anos, houve um desfasamento frustrante entre o que observávamos ao nível da subida e o que podíamos explicar através das causas individuais. Este trabalho mostra que, com melhores instrumentos, processos e análises mais inteligentes, este fosso de conhecimento pode ser colmatado. Podemos explicar a subida do nível do mar com maior confiança", assinala John Abraham, da Universidade de St. Thomas, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, citado no comunicado.Consequência direta das alterações climáticas devido ao aquecimento global causado por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, mudanças no uso da terra e a agropecuária, a subida do nível do mar "é muito difícil de travar", alertam os cientistas."Mesmo que seja estabilizado o aumento dos gases com efeito de estufa, a grande inércia do oceano e do gelo mundial significa que a subida do nível do mar continuará durante muitos séculos, à medida que os oceanos aquecem lentamente em toda a sua profundidade e o gelo terrestre continua a derreter", indica o comunicado.Publicado na revista científica Science Advances, o estudo contou ainda com a participação de cientistas da Universidade de Tulane e do Centro Nacional de Investigação Atmosférica, nos Estados Unidos, bem como de parceiros em França.
Liderado por investigadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, o trabalho mostra que "o aquecimento oceânico é uma das principais causas" do aumento, representando 43% da subida desde 1960.
O degelo dos glaciares de montanha (27%), da camada de gelo da Gronelândia (15%) e da Antártida (12%), assim como a água que chega ao mar a partir de reservatórios em terra e (3%) também contribuem para a subida do nível do mar.
Segundo um comunicado do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, "nas últimas décadas, desde 1993, a perda de gelo, incluindo o degelo acelerado dos glaciares e das calotes polares na Gronelândia e na Antártida, tornou-se cada vez mais importante" e "é provável que estas tendências preocupantes se mantenham nas próximas décadas".
A equipa de investigadores atribui as suas descobertas aos avanços na tecnologia de observação, nomeadamente "correções nas medições de satélite (...), métodos melhorados para estimar o movimento da terra nos marégrafos costeiros e estimativas mais precisas da perda de gelo da Gronelândia e da Antártida".
"Durante anos, houve um desfasamento frustrante entre o que observávamos ao nível da subida e o que podíamos explicar através das causas individuais. Este trabalho mostra que, com melhores instrumentos, processos e análises mais inteligentes, este fosso de conhecimento pode ser colmatado. Podemos explicar a subida do nível do mar com maior confiança", assinala John Abraham, da Universidade de St. Thomas, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, citado no comunicado.
Consequência direta das alterações climáticas devido ao aquecimento global causado por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, mudanças no uso da terra e a agropecuária, a subida do nível do mar "é muito difícil de travar", alertam os cientistas.
"Mesmo que seja estabilizado o aumento dos gases com efeito de estufa, a grande inércia do oceano e do gelo mundial significa que a subida do nível do mar continuará durante muitos séculos, à medida que os oceanos aquecem lentamente em toda a sua profundidade e o gelo terrestre continua a derreter", indica o comunicado.
Publicado na revista científica Science Advances, o estudo contou ainda com a participação de cientistas da Universidade de Tulane e do Centro Nacional de Investigação Atmosférica, nos Estados Unidos, bem como de parceiros em França.