Cortes deixam 130.000 crianças guineenses vulneráveis à fome
A organização das Nações Unidas de assistência à alimentação divulgou hoje, no Dia Mundial da Criança, um relatório sobre a situação na Guiné-Bissau face aos cortes nos programas de apoio devido à redução dos financiamentos, nomeadamente dos Estados Unidos da América, à assistência social.De acordo com o relatório do PAM, crianças e famílias na Guiné-Bissau estão agora mais vulneráveis à fome e à desnutrição, sobretudo na época considerada de maior escassez alimentar, os meses de junho a agosto.Segundo o documento, os cortes nos programas ocorrem "num momento crítico para a Guiné-Bissau" e deixam "mais de 130.000 crianças sem assistência diária"."O número de crianças em idade escolar que recebem refeições escolares já foi drasticamente reduzido de 283.400 para cerca de 152.000".Citado no documento, o diretor nacional do PAM na Guiné-Bissau, Mahamane Badamassi, realça que "as refeições escolares são mais do que apenas uma refeição, para muitos alunos é a única comida nutritiva que recebem todos os dias"."Essas crianças agora ficam sozinhas, sem garantia de refeições regulares ou nutrição adequada", acrescenta.O PAM foi ainda "forçado a suspender a distribuição de alimentos nutritivos especializados para crianças menores de dois anos, deixando aproximadamente 56.000 crianças sem acesso à nutrição essencial durante uma fase crítica do desenvolvimento", alerta.Uma realidade que, como refere o relatório, "levanta sérias preocupações sobre um possível aumento da desnutrição e maior vulnerabilidade a doenças entre crianças pequenas"."As crianças, como sabemos, são particularmente vulneráveis a doenças durante os dois primeiros anos de vida. Existe o risco de que caiam em desnutrição e fiquem mais expostas a doenças", segundo o diretor nacional.A organização das Nações Unidas antecipa que, nos próximos meses, na Guiné-Bissau, "mais de uma em cada cinco pessoas [esteja] incapaz de suprir necessidades alimentares básicas e 73% da população careça de nutrientes essenciais".No relatório, o PAM indica que os cortes nos programas devem-se ao "impacto das interrupções na cadeia de suprimentos e dos aumentos de custos ligados à crise do Oriente Médio, além da redução do financiamento".O Programa Alimentar Mundial compromete-se a manter a assistência, mas avisa que "precisa urgentemente de 6,4 milhões de dólares para continuar a assegurar assistência alimentar e nutricional essencial" à população vulnerável da Guiné-Bissau.Fotos: https://depositphotos
A organização das Nações Unidas de assistência à alimentação divulgou hoje, no Dia Mundial da Criança, um relatório sobre a situação na Guiné-Bissau face aos cortes nos programas de apoio devido à redução dos financiamentos, nomeadamente dos Estados Unidos da América, à assistência social.
De acordo com o relatório do PAM, crianças e famílias na Guiné-Bissau estão agora mais vulneráveis à fome e à desnutrição, sobretudo na época considerada de maior escassez alimentar, os meses de junho a agosto.
Segundo o documento, os cortes nos programas ocorrem "num momento crítico para a Guiné-Bissau" e deixam "mais de 130.000 crianças sem assistência diária".
"O número de crianças em idade escolar que recebem refeições escolares já foi drasticamente reduzido de 283.400 para cerca de 152.000".
Citado no documento, o diretor nacional do PAM na Guiné-Bissau, Mahamane Badamassi, realça que "as refeições escolares são mais do que apenas uma refeição, para muitos alunos é a única comida nutritiva que recebem todos os dias".
"Essas crianças agora ficam sozinhas, sem garantia de refeições regulares ou nutrição adequada", acrescenta.
O PAM foi ainda "forçado a suspender a distribuição de alimentos nutritivos especializados para crianças menores de dois anos, deixando aproximadamente 56.000 crianças sem acesso à nutrição essencial durante uma fase crítica do desenvolvimento", alerta.
Uma realidade que, como refere o relatório, "levanta sérias preocupações sobre um possível aumento da desnutrição e maior vulnerabilidade a doenças entre crianças pequenas".
"As crianças, como sabemos, são particularmente vulneráveis a doenças durante os dois primeiros anos de vida. Existe o risco de que caiam em desnutrição e fiquem mais expostas a doenças", segundo o diretor nacional.
A organização das Nações Unidas antecipa que, nos próximos meses, na Guiné-Bissau, "mais de uma em cada cinco pessoas [esteja] incapaz de suprir necessidades alimentares básicas e 73% da população careça de nutrientes essenciais".
No relatório, o PAM indica que os cortes nos programas devem-se ao "impacto das interrupções na cadeia de suprimentos e dos aumentos de custos ligados à crise do Oriente Médio, além da redução do financiamento".
O Programa Alimentar Mundial compromete-se a manter a assistência, mas avisa que "precisa urgentemente de 6,4 milhões de dólares para continuar a assegurar assistência alimentar e nutricional essencial" à população vulnerável da Guiné-Bissau.
Fotos: https://depositphotos