Novo Governo toma posse com foco em trabalhar para as pessoas “sem desculpas e sem desvios”
A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, José Maria Neves, que conferiu posse ao novo Chefe do Governo e aos membros do Executivo, composto por 15 ministérios e três secretarias de Estado.No seu discurso de investidura, Francisco Carvalho afirmou que o projecto de governação assenta na convicção de que “nenhum cabo-verdiano deve ficar para trás”, defendendo um modelo de desenvolvimento inclusivo capaz de garantir as necessidades básicas da população e, simultaneamente, criar respostas estruturantes para o futuro do país.“Mais do que a formação de um Governo, este momento representa a renovação de uma esperança colectiva. A esperança de que é possível responder às necessidades mais urgentes das famílias cabo-verdianas”, declarou.O chefe do Executivo reafirmou os compromissos eleitorais validados nas urnas, destacando a implementação do acesso gratuito aos cuidados de saúde, à universidade pública e à formação profissional, bem como a criação de um sistema de transportes acessível para aproximar pessoas, ligar ilhas e reforçar a unidade nacional.Francisco Carvalho anunciou igualmente a intenção de desenvolver respostas estruturantes em áreas como ciência, inovação, segurança, habitação, sustentabilidade energética, acesso à água, ambiente, educação, sector primário, turismo, economia azul, cultura, juventude e desporto.Dirigindo-se aos membros do novo Governo, o Primeiro-Ministro sublinhou que a prioridade será o trabalho e os resultados, independentemente das condições encontradas.“O único caminho é produzir resultados sem desculpas e sem desvios. Não haverá espaço para justificações assentes na falta de condições ideais. A questão fundamental é o que vamos fazer, aqui e agora, com os recursos que temos para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.O governante apelou ainda ao apoio da comunidade internacional para a concretização do programa de governação aprovado pelos cabo-verdianos e convidou os empresários nacionais e estrangeiros a participarem no esforço de desenvolvimento do país, defendendo que a criação de emprego através da iniciativa privada constitui “o maior projecto social”.Por sua vez, o Presidente da República, José Maria Neves, felicitou Francisco Carvalho e os membros do novo Executivo, sublinhando que o Governo que agora inicia funções enfrenta desafios particularmente exigentes.Entre as prioridades apontadas, destacou a melhoria da conectividade entre as ilhas, a redução da pobreza, das desigualdades sociais e das assimetrias regionais, a criação de mais empregos e rendimentos, o reforço da segurança, a aceleração da transição energética, a melhoria do acesso à água, o fortalecimento da educação e da saúde, bem como a modernização da administração pública.José Maria Neves considerou ainda que da oposição se espera uma atitude “responsável, fiscalizadora e construtiva”, em conformidade com a vontade expressa pelos eleitores.O Chefe de Estado recordou as eleições legislativas de 17 de Maio, destacando o civismo demonstrado pelos cabo-verdianos e pelas forças políticas durante o processo eleitoral, bem como a transição governativa entre o primeiro-ministro cessante, Ulisses Correia e Silva, e o primeiro-ministro indigitado, Francisco Carvalho, que classificou como um “verdadeiro exemplo de responsabilidade institucional”.Contudo, manifestou preocupação com a elevada taxa de abstenção registada nas eleições, considerando tratar-se de um sinal que exige reflexão por parte dos actores políticos e institucionais.“É imperativo compreender as razões deste afastamento de uma parte significativa do eleitorado e encontrar formas de reforçar a participação cívica e política dos cidadãos”, defendeu.O Presidente da República apelou ainda à rápida construção dos consensos necessários para a renovação e instalação dos órgãos externos à Assembleia Nacional que aguardam solução há vários anos, bem como para a concretização dos grandes desígnios nacionais.José Maria Neves reiterou, por fim, a total disponibilidade da Presidência da República para colaborar e cooperar institucionalmente com o novo Governo, nos termos da Constituição, preservando “um ambiente de normalidade, estabilidade e respeito mútuo”.
A cerimónia foi presidida pelo Presidente da República, José Maria Neves, que conferiu posse ao novo Chefe do Governo e aos membros do Executivo, composto por 15 ministérios e três secretarias de Estado.
No seu discurso de investidura, Francisco Carvalho afirmou que o projecto de governação assenta na convicção de que “nenhum cabo-verdiano deve ficar para trás”, defendendo um modelo de desenvolvimento inclusivo capaz de garantir as necessidades básicas da população e, simultaneamente, criar respostas estruturantes para o futuro do país.
“Mais do que a formação de um Governo, este momento representa a renovação de uma esperança colectiva. A esperança de que é possível responder às necessidades mais urgentes das famílias cabo-verdianas”, declarou.
O chefe do Executivo reafirmou os compromissos eleitorais validados nas urnas, destacando a implementação do acesso gratuito aos cuidados de saúde, à universidade pública e à formação profissional, bem como a criação de um sistema de transportes acessível para aproximar pessoas, ligar ilhas e reforçar a unidade nacional.
Francisco Carvalho anunciou igualmente a intenção de desenvolver respostas estruturantes em áreas como ciência, inovação, segurança, habitação, sustentabilidade energética, acesso à água, ambiente, educação, sector primário, turismo, economia azul, cultura, juventude e desporto.
Dirigindo-se aos membros do novo Governo, o Primeiro-Ministro sublinhou que a prioridade será o trabalho e os resultados, independentemente das condições encontradas.
“O único caminho é produzir resultados sem desculpas e sem desvios. Não haverá espaço para justificações assentes na falta de condições ideais. A questão fundamental é o que vamos fazer, aqui e agora, com os recursos que temos para melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
O governante apelou ainda ao apoio da comunidade internacional para a concretização do programa de governação aprovado pelos cabo-verdianos e convidou os empresários nacionais e estrangeiros a participarem no esforço de desenvolvimento do país, defendendo que a criação de emprego através da iniciativa privada constitui “o maior projecto social”.
Por sua vez, o Presidente da República, José Maria Neves, felicitou Francisco Carvalho e os membros do novo Executivo, sublinhando que o Governo que agora inicia funções enfrenta desafios particularmente exigentes.
Entre as prioridades apontadas, destacou a melhoria da conectividade entre as ilhas, a redução da pobreza, das desigualdades sociais e das assimetrias regionais, a criação de mais empregos e rendimentos, o reforço da segurança, a aceleração da transição energética, a melhoria do acesso à água, o fortalecimento da educação e da saúde, bem como a modernização da administração pública.
José Maria Neves considerou ainda que da oposição se espera uma atitude “responsável, fiscalizadora e construtiva”, em conformidade com a vontade expressa pelos eleitores.
O Chefe de Estado recordou as eleições legislativas de 17 de Maio, destacando o civismo demonstrado pelos cabo-verdianos e pelas forças políticas durante o processo eleitoral, bem como a transição governativa entre o primeiro-ministro cessante, Ulisses Correia e Silva, e o primeiro-ministro indigitado, Francisco Carvalho, que classificou como um “verdadeiro exemplo de responsabilidade institucional”.
Contudo, manifestou preocupação com a elevada taxa de abstenção registada nas eleições, considerando tratar-se de um sinal que exige reflexão por parte dos actores políticos e institucionais.
“É imperativo compreender as razões deste afastamento de uma parte significativa do eleitorado e encontrar formas de reforçar a participação cívica e política dos cidadãos”, defendeu.
O Presidente da República apelou ainda à rápida construção dos consensos necessários para a renovação e instalação dos órgãos externos à Assembleia Nacional que aguardam solução há vários anos, bem como para a concretização dos grandes desígnios nacionais.
José Maria Neves reiterou, por fim, a total disponibilidade da Presidência da República para colaborar e cooperar institucionalmente com o novo Governo, nos termos da Constituição, preservando “um ambiente de normalidade, estabilidade e respeito mútuo”.