"Transmissão contínua". Surto de ébola causa 115 mortos na RDCongo

Num comunicado divulgado na rede social X, o Ministério da Comunicação congolês recordou "a importância de notificar os sintomas o mais rapidamente possível, lavar as mãos com frequência, aceitar o isolamento médico e respeitar os procedimentos de enterro seguro".Estes novos dados, que correspondem ao registo feito até esta segunda-feira, foram publicados após a confirmação de 48 novos casos nas últimas 24 horas antes da divulgação do relatório.Segundo as autoridades, 297 doentes encontram-se atualmente "hospitalizados ou em isolamento" e o número de pessoas curadas ascendeu a 22 (mais três do que na última contagem).Além disso, 56,3% dos contactos puderam ser rastreados - uma taxa inferior aos 64,4% do último relatório publicado no domingo - e a taxa de letalidade situa-se nos 19,2%.No seu último boletim, publicado também na terça-feira à noite, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo (RDCongo) referiu temer "uma expansão geográfica brutal da epidemia se não forem rapidamente implementadas medidas de saúde pública".O surto foi declarado no passado dia 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda, que continua a ser o epicentro do surto com 563 casos, mas propagou-se posteriormente às províncias congolesas orientais de Kivu do Norte (32) e Kivu do Sul (3).A epidemia expandiu-se igualmente para o Uganda, onde foram detetados até agora 19 casos, incluindo 14 casos considerados importados e entre os quais se registam duas mortes.A epidemia de Ébola, declarada primeiro como surto em 15 de maio, é provocada pelo raro vírus Bundibugyo, que não tem vacina ou tratamento aprovado, ao contrário do vírus Zaire, responsável pela maioria dos 16 surtos anteriores da doença no Congo.O vírus do Ébola, que foi detetado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.

"Transmissão contínua". Surto de ébola causa 115 mortos na RDCongo

Num comunicado divulgado na rede social X, o Ministério da Comunicação congolês recordou "a importância de notificar os sintomas o mais rapidamente possível, lavar as mãos com frequência, aceitar o isolamento médico e respeitar os procedimentos de enterro seguro".

Estes novos dados, que correspondem ao registo feito até esta segunda-feira, foram publicados após a confirmação de 48 novos casos nas últimas 24 horas antes da divulgação do relatório.

Segundo as autoridades, 297 doentes encontram-se atualmente "hospitalizados ou em isolamento" e o número de pessoas curadas ascendeu a 22 (mais três do que na última contagem).

Além disso, 56,3% dos contactos puderam ser rastreados - uma taxa inferior aos 64,4% do último relatório publicado no domingo - e a taxa de letalidade situa-se nos 19,2%.

No seu último boletim, publicado também na terça-feira à noite, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da República Democrática do Congo (RDCongo) referiu temer "uma expansão geográfica brutal da epidemia se não forem rapidamente implementadas medidas de saúde pública".

O surto foi declarado no passado dia 15 de maio em Ituri, província fronteiriça com o Sudão do Sul e o Uganda, que continua a ser o epicentro do surto com 563 casos, mas propagou-se posteriormente às províncias congolesas orientais de Kivu do Norte (32) e Kivu do Sul (3).

A epidemia expandiu-se igualmente para o Uganda, onde foram detetados até agora 19 casos, incluindo 14 casos considerados importados e entre os quais se registam duas mortes.

A epidemia de Ébola, declarada primeiro como surto em 15 de maio, é provocada pelo raro vírus Bundibugyo, que não tem vacina ou tratamento aprovado, ao contrário do vírus Zaire, responsável pela maioria dos 16 surtos anteriores da doença no Congo.

O vírus do Ébola, que foi detetado pela primeira vez em 1976, junto ao rio com o mesmo nome, na RDCongo, é transmitido através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.

O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo, segundo a OMS.