China condena dois ex-ministros da Defesa à morte com pena suspensa
Trata-se das penas mais pesadas aplicadas a altas figuras militares no âmbito da campanha anticorrupção lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, desde que assumiu o poder no final de 2012.Após dois anos de suspensão, as penas de morte aplicadas a Wei e Li serão comutadas em "prisão perpétua, sem possibilidade de redução de pena ou liberdade condicional", acrescentou a Xinhua, citada pela agência France-Presse (AFP).Wei Fenghe, 72 anos, foi ministro da Defesa entre 2018 e 2023.Li Shangfu, 68 anos, sucedeu a Wei no Ministério da Defesa, mas só esteve em funções entre março e outubro de 2023, antes de deixar de ser visto em público até ser conhecida a acusação de corrupção.Ambos foram conselheiros de Estado e membros da Comissão Militar Central, o órgão que controla o exército chinês.O tribunal militar considerou Wei Fenghe culpado de aceitar subornos, enquanto Li Shangfu foi condenado por corrupção ativa e passiva.A agência de notícias oficial não especificou o montante envolvido nas irregularidades.Os dois antigos ministros foram ainda condenados à privação vitalícia de direitos civis e ao confisco de todos os bens pessoais.Wei e Li já tinham sido expulsos do Partido Comunista Chinês (PCC) em 2024, por "graves violações da disciplina", fórmula habitual para corrupção, segundo a agência de notícias espanhola EFE.As condenações inserem-se numa ampla purga na cúpula militar chinesa, num contexto em que Xi Jinping exige lealdade e combate à corrupção, visando a modernização do Exército Popular de Libertação (EPL) para 2027.Este cenário coincide com o anúncio, em Março de 2026, de um aumento de 7% no orçamento da Defesa da China, refletindo a continuidade do investimento militar.Foto: dpeositphotos
Trata-se das penas mais pesadas aplicadas a altas figuras militares no âmbito da campanha anticorrupção lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, desde que assumiu o poder no final de 2012.
Após dois anos de suspensão, as penas de morte aplicadas a Wei e Li serão comutadas em "prisão perpétua, sem possibilidade de redução de pena ou liberdade condicional", acrescentou a Xinhua, citada pela agência France-Presse (AFP).
Wei Fenghe, 72 anos, foi ministro da Defesa entre 2018 e 2023.
Li Shangfu, 68 anos, sucedeu a Wei no Ministério da Defesa, mas só esteve em funções entre março e outubro de 2023, antes de deixar de ser visto em público até ser conhecida a acusação de corrupção.
Ambos foram conselheiros de Estado e membros da Comissão Militar Central, o órgão que controla o exército chinês.
O tribunal militar considerou Wei Fenghe culpado de aceitar subornos, enquanto Li Shangfu foi condenado por corrupção ativa e passiva.
A agência de notícias oficial não especificou o montante envolvido nas irregularidades.
Os dois antigos ministros foram ainda condenados à privação vitalícia de direitos civis e ao confisco de todos os bens pessoais.
Wei e Li já tinham sido expulsos do Partido Comunista Chinês (PCC) em 2024, por "graves violações da disciplina", fórmula habitual para corrupção, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
As condenações inserem-se numa ampla purga na cúpula militar chinesa, num contexto em que Xi Jinping exige lealdade e combate à corrupção, visando a modernização do Exército Popular de Libertação (EPL) para 2027.
Este cenário coincide com o anúncio, em Março de 2026, de um aumento de 7% no orçamento da Defesa da China, refletindo a continuidade do investimento militar.
Foto: dpeositphotos